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Resenha: O Vilarejo - Raphael Montes

Em 1589, o padre e demonologista Peter Binsfeld fez a ligação de cada um dos pecados capitais a um demônio, supostamente responsável por invocar o mal nas pessoas. É a partir daí que Raphael Montes cria sete histórias situadas em um vilarejo isolado, apresentando a lenta degradação dos moradores do lugar, e pouco a pouco o próprio vilarejo vai sendo dizimado, maculado pela neve e pela fome.
Ano: 2015 | Páginas: 96
Nota: 5/5
Skoob



Em “O Vilarejo” conhecemos a história de um vilarejo (ah jura?) aniquilado pela maldade humana. Onde os 7 pecados capitais se entrelaçam em 7 contos, com 7 núcleos familiares de moradores e 7 demônios responsáveis. Parece que o Raphael gosta mesmo do número sete.

Há uma explicação de um padre chamado Binsfeld, que cada pecado capital é invocado por um demônio, sendo assim, cada capitulo começa com o nome de um desses demônios. E aos poucos vamos conseguindo compreender melhor o papel de cada um.

Ganância, gula, ira, soberba, luxuria, preguiça e inveja. Cada conto vai nos mostrar o que cada demônio consegue fazer com as pessoas e até onde elas são capazes de chegar para sobreviver. Já adianto que os contos são regados a muito sangue, muita crueldade e um cheiro de podridão se alastram nas suas narinas a cada virada de pagina. Apesar da pegada de terror, o livro tem uma mensagem bem interessante sobre os interesses humanos, e sobre a podridão da humanidade, como eu falei acima, até onde as pessoas são capazes de chegar para defender seus ideais e acima de tudo sobreviver.⠀

Eu fiquei apaixonada pela narrativa, construção, planejamento, genialidade do Raphael nesse livro. Apesar de ser curto ele te enche de sentimentos diversos e te faz viajar na mente humana, nas paranormalidades dos demônios e nas consequências dos atos dos moradores do vilarejo. O ar criado é extremamente perturbador, denso, gelado e sombrio, você lê com a sensação de que mora no vilarejo, e o morar nesse lugar não me parece ser a melhor das experiências.

Na minha humilde opinião, essa é a obra prima do Raphael, apesar de não ter sido o meu favorito, não consigo apontar um defeito dessa leitura. 

O final, quando tudo se conecta enfim. Você tem vontade de parar e falar: PQP RAPHAEL O QUE VOCÊ FEZ AQUI, QUE MARAVILHOSO, VOCÊ QUER O MUNDO? EU TE DOU ELE TODINHO.

Tirando os delírios de uma fã, vocês precisam conhecer essa história, para os amantes do gênero, fica ai uma ótima pedida.


Para ler a resenha no instagram, clique aqui

Resenha: Vitamin - Keiko Suenobu (Mangá)

Sawako, uma estudante de 15 anos, levava uma vida escolar como muitas outras, sem maiores problemas. Até que certo dia, ela é flagrada com o namorado numa sala de aula por um colega de classe, e isso transformará a vida dela no verdadeiro inferno que é sofrer bullying! As amigas de ontem, são as vilãs de hoje... Qual é a "vitamina" necessária para ela suportar a dor e desespero de ser maltratada pelos próprios colegas de escola?
Ano: 2015 / Páginas: 208
Nota: 5/5
Skoob
Idioma: português 
Editora: JBC

Vitamin, volume único da autora Keiko Suenobu. O mangá me surpreendeu positivamente, confesso que não esperava muito da leitura, mas acabei lendo em pouquíssimo tempo, pois precisava saber o que iria acontecer. 

Conhecemos a história de Sawako, uma estudante normal do ensino médio que tem sua vida virada de cabeça para baixo quando é flagrada transando com seu namorado em uma das salas de aula. Porém, o que deu para entender é que ela não queria fazer isso, e o namorado acabou obrigando-a (isso acontece duas vezes). Depois disso a vida dela vira um verdadeiro inferno, os alunos começam as brincadeiras de mau gosto mais pesadas que você possa imaginar, porém, essas brincadeiras começam de fato porque o namorado dela acaba negando envolvimento no fato, então ela é taxada de vagabunda para baixo. As cenas de bullying são carregadas de negatividade, você se sente na pele de Sawako, você vive esses momentos e humilhações que ela passa, você se emociona e se revolta com ela. 

Apesar de tentar se reerguer, Sawako acaba entrando em depressão e não quer mais ir ao colégio. O que resulta em um outro problema, dessa vez relacionado a sua mãe. A relação entre mãe e filha que é exposta no mangá é muito real e te faz refletir diversas situações do cotidiano, na verdade, o mangá inteiro tem essa pegada de te fazer pensar e repensar seus atos. As vezes falamos coisas pequenas que acabam machucando muito as pessoas, sejam nossos filhos, pais, irmãos... 

Sawako acaba assumindo a culpa de tudo, se fechando e jogando toda a culpa em cima dela mesma, e isso me deixou super angustiada. Queria pegar ela pelo ombro e sacudir dizendo: "Acorda menina, a culpa nunca foi tua". 

Acontecem diversas coisas que nos levam a um final que me deixou surpresa, tem uma mensagem muito bonita, e vai ao oposto do que normalmente as historias com bullying tão pesado levam, e eu achei isso fabuloso, a mensagem colocada é maravilhosa. Nós acabamos pensando qual é a nossa vitamina, o que nos faz sair do fundo do poço, o que nos ajuda a nos reerguer. 

Apenas uma ressalva, por se tratar de um mangá +18, acredito que ele acaba não cumprindo seu proposito, pois os que mais precisariam ler e aprender com ele seriam realmente as crianças e os adolescentes. Em suma, é uma ótima leitura.

Resenha: Confissões do Crematório - Caitlin Doughty


Ainda jovem, Caitlin conseguiu emprego em um crematório na Califórnia e aprendeu muito mais do que imaginava barbeando cadáveres e preparando corpos para a incineração. A exposição constante à morte mudou completamente sua forma de encarar a vida e a levou a escrever um livro diferente de tudo o que você já leu sobre o assunto.
Confissões do Crematório reúne histórias reais do dia-a-dia de uma casa funerária, inúmeras curiosidades e fatos filosóficos, históricos e mitológicos. Tudo, é claro, com uma boa dose de humor. Enquanto varre as cinzas das máquinas de incineração ou explica com o que um crânio em chamas se parece, ela desmistifica a morte para si e para seus leitores.
O livro de Caitlin – criadora da websérie Ask a Mortician – levanta a cortina preta que nos separa dos bastidores dos funerais e nos faz refletir sobre a vida e a morte de maneira inteligente, honesta e despretensiosa – exatamente como deve ser. Como a autora ressalta na nota que abre o livro, “a ignorância não é uma bênção, é apenas uma forma profunda de terror”.

O livro apresenta uma história de não ficção, onde a autora é a nossa protagonista, contando seu dia a dia em uma indústria funerária. Caitlin é uma jovem que conseguiu um emprego em um crematório. De cara já podemos perceber que não é uma leitura que vai agradar a todos, não serão todos os estômagos que iram suportar as passagens detalhadas sobre o cheiro, a aparência, a textura dos cadáveres. Para aqueles que sempre tiveram vontade de saber o que se passa com os corpos ao serem entregues a funerária, eis a resposta. Ela nos conta detalhadamente todo o processo de um corpo até sua cremação. 

"Os olhos dele, abertos para o nada, tinham se tornado vazios como balões murchos. Se os olhos de uma pessoa amada são um lago límpido numa montanha, os de Byron eram uma poça de água parada." 
- Página 17 

Apesar de se tratar de um assunto forte, o livro não é nada pesado. A narrativa é envolvente e fluida, te deixando muito curiosa a respeito das próximas páginas, além de Caitlin nos imergir completamente ao mundo fúnebre, nos apresentando diversos rituais antigos, curiosidades e nos abre os olhos a respeito da indústria da morte, como a própria Cat (Intima depois de ler esse livro) relata. 

A leitura pode incomodar demais para pessoas sensíveis, pois teremos detalhes sobre como acontece a cremação de bebes, por exemplo. Além de explicações detalhadas a respeito de como triturar ossos queimados, embalsamentos, fetos deformados, pessoas em alto nível de decomposição, fedores pútridos de mortos, e acredite, a autora fala com tanta propriedade que eu posso jurar conseguir sentir esses cheiros narrados. 

"Satisfeita por ter feito meu trabalho e levado um homem de cadáver a cinzas, saí do crematório às cinco da tarde, coberta de uma fina camada de pó de gente." 
- Página 39 

O livro traz vários questionamentos também, sobre a morte, sobre os nossos mortos, sobre como estamos deixando hábitos antigos para trás e tratando a morte como algo completamente normal. Não que isso seja ruim, mas o ponto é que muitas pessoas estão entregando seus entes queridos nas mãos das funerárias sem o mínimo de "sentimento envolvido", como por exemplo, os pais que entram no site da funerária e passam a localização do hospital onde o corpo do seu filho se encontra, pagam com cartão de crédito e esperam 7 dias as cinzas chegar pelos correios. Sem saber realmente o que se passa lá dentro. 

"Embora você possa nunca ter ido a um enterro, dois humanos do planeta morrem por segundo. Oito no tempo que você levou para ler essa frase. Agora, estamos em quatorze. Se isso é abstrato demais, considere este número: 2,5 milhões. Os 2,5 milhões de indivíduos que morrem nos Estados Unidos por ano." 
- Página 51 

As páginas amareladas no estilo Darkside facilitam muito a leitura, tornando-a mais agradável. Essa edição é fabulosa (momento clichê, pois todas as edições da Darkside são hahaha), os detalhes contando com imagens anatômicas do corpo humano, a contra capa instigante, a capa maravilhosa, diagramação e espaçamento confortáveis aos olhos. Enfim, tudo contribui para uma leitura inesquecível. 


Ano: 2016 / Páginas: 260
Idioma: português
Nota: 5\5 Favorito

Editora: DarkSide® Books

Resenha: Queria ver você feliz - Adriana Falcão


HÁ QUEM O CHAME de Eros, Kama, Philea ou Ahava. O Amor, esse personagem mítico, desempenha o papel de narrador na história real do casal Caio e Maria Augusta, pais da autora Adriana Falcão. O Amor se descreve como perfeccionista e obcecado pelos detalhes, nada que o impeça de ser um bocado descuidado com as consequências dos sentimentos que provoca com suas flechas.

Assim, com uma linguagem poética e ao mesmo tempo muito bem-humorada, Adriana revela para seus leitores aquilo que poderia ser descrito como uma história trágica protagonizada por dois personagens atormentados por seus demônios. Apaixonados, Caio e Maria Augusta se casam no Rio de Janeiro da década de 1950 e têm três filhas. Todo o sentimento que eles compartilham não impede que a personalidade exuberante de Maria Augusta se torne mais obsessiva e asfixiante com o passar do tempo, apesar dos medicamentos e dos tratamentos psiquiátricos. Caio, por sua vez, aprofunda uma melancolia que existia nele desde a adolescência, e que culmina nos anos 1970 em tentativas de suicídio.

Mais do que uma história com um final dramático, trata-se de memórias afetivas que alternam momentos de intensa felicidade e outros tantos de dor, como acontece nas melhores famílias.

Resenha: Menina Má - William March



Rhoda, a pequena malvada do título, é uma linda garotinha de 8 anos de idade. Mas quem vê a carinha de anjo, não suspeita do que ela é capaz. Seria ela a responsável pela morte de um coleguinha da escola? A indiferença da menina faz com que sua mãe, Christine, comece a investigar sobre crimes e psicopatas. Aos poucos, Christine consegue desvendar segredos terríveis sobre sua filha, e sobre o seu próprio passado também.
MENINA MÁ é um romance que influenciou não só a literatura como o cinema e a cultura pop. A crueldade escondida na inocência da pequena Rhoda Penmark serviria de inspiração para personagens clássicos do terror, como Damien, Chucky, Annabelle, Samara, de O Chamado, e o serial killer Dexter.


Em menina má conhecemos a história de Rhoda, uma garotinha de apenas oito anos aparentemente indefesa, fofa, amorosa, inteligente – insira aqui todos os adjetivos bons que uma criança pode ter – Mas, vamos descobrindo com o decorrer da leitura que esta tão inocente criaturinha é capaz de fazer barbaridades. Logo no começo do livro você avalia o comportamento de Rhoda, algumas das suas atitudes não são “normais” para uma criança.

A maior interrogação que paira na nossa cabeça seria o fato do mal estar instalado na gente desde o nosso nascimento, caso contrario como uma criança o adquiria? Sendo que o ambiente que cerca a menina é tranquilo, amoroso, e ela tem o carinho completo da sua mãe. Que também é uma personagem muito explorada pelo autor. O mal seria genético? Adquirido? Plantado? What? 

O livro foi publicado originalmente em 1954, portanto a narrativa tem aquela pegada de antigamente, onde os atos eram aparentemente mais inocentes do que atualmente. E o autor frisa muito em chocar o leitor a respeito dos atos de Rhoda, sobre o que ela é capaz de fazer, sobre como a mãe dela consegue lidar com todos os acontecimentos. O final deste livro é maravilhoso, devastador, angustiante, perfeito. Não conseguiria imaginar algo tão grandioso. 

William é um autor que consegue prender o leitor, consegue te fazer embarcar na história de uma forma que você acredita fielmente que tudo aquilo está acontecendo na rua da sua casa. O psicológico é muito abordado, o que eu achei fantástico. Se você gosta desse tipo de livro que foge um pouco da vibe de terror sobrenatural e vem para um terror psicológico, eu indico demais esse livro. 

E vamos falar um pouco da edição, está fabulosa. A diagramação, o espaçamento, as páginas... Tudo se completam para que a leitura seja a mais “agradável” possível. Entre aspas, pois duvido muito que você consiga considerar a leitura deste livro em questão como sendo algo agradável. A capa é linda, remete muito a inocência, coisas fofas, bonecas... Não deixe-se enganar, minha mãe viu o livro e achou lindo (tirou foto com ele e tudo), quando eu disse do que se tratava a história ela apenas ficou horrorizada hahaha’. 

Apenas um livro arrebatador. Leia!


Ano: 2016 / Páginas: 272

Idioma: português 
Nota: 5/5 - Favorito
Editora: DarkSide® Books

Resenha: A Lição Final - Randy Pausch

Antes da gente começar, vamos falar de uma novidade que vou tentar trazer sempre que houver resenhas? Através do Vooozer eu irei gravar áudios das resenhas, para quem tem aquela preguiça básica de ler as resenhas, ou até mesmo não consegue ler, é super pratico dar o play e ir fazer outras coisas ao mesmo tempo, hahaha' Espero que ignorem minha voz horrível, e aproveitem a novidade. Vou tentar trazer outras coisas com o vooozer também, lendo algumas passagens de livros ou coisas do tipo. Vamos lá!





Quando Randy Pausch, professor da Carnegie Mellon University, subiu ao palco diante de um público de quatrocentas pessoas para apresentar sua palestra de despedida, ele não havia pensado em falar sobre sua morte. Diagnosticado com um câncer terminal de pâncreas, ele queria falar sobre a vida, sobre tudo aquilo que mais estimava. Como aproveitar um tempo tão limitado? O que temos de mais precioso a ensinar a nosso filhos?
Cinquenta dias depois, a palestra já havia percorrido o mundo pela internet, comovendo milhões de pessoas. Neste livro, Randy Pausch combina humor, inspiração e inteligência numa lição surpreendente, uma história de coragem, alegria de viver e sonhos realizados. Uma herança generosa e otimista para futuras gerações.


Em meados de 2013 eu havia resenhado o livro Sonhe mais – cortesia da Novo Conceito. E depois de lê-lo fiquei louca querendo saber mais, acabei descobrindo que também existia o livro A lição final. Acabei adquirindo e li. Não sei o motivo de nunca ter vindo comentar ele com vocês, mas chegou o dia. 

Em A Lição Final podemos conhecer a historia da família Pausch pela visão de Randy, o marido da Jai – autora de Sonhe mais. Ambos são baseados em uma história real.
Randy era professor da universidade Carnegie Mellon, que foi diagnosticado com câncer terminal de pâncreas. Em sonhe mais nós conhecemos a visão de Jai, como foi superar a noticia de que seu marido iria morrer, como foi para os filhos. E neste livro podemos também conhecer mais sobre a palestra de despedida que ele ministrou para maior de quatrocentas pessoas, inclusive esta palestra se encontra no youtube. 

O livro em uma pegada de humor, onde Randy tenta quebrar o clima da doença e superá-la da melhor forma possível, tentando o máximo estar junto das pessoas que ele ama, aproveitando cada minuto. Mas, obviamente estamos falando de pessoas, portanto o livro é carregado de passagens tristes que te fazem pensar muito sobre a vida. Tem quase 4 anos que eu li estes livros, mas tem duas frases citadas nos dois que eu NUNCA, disse NUNCA consegui esquecer. 

“Ainda abraçados Jai sussurrou no meu ouvido: - Por favor, não morra. Parece um dialogo Hollywoodiano. Mas foi exatamente o que ela disse. Eu apenas a abracei com mais força.” 
- A Lição Final. 

“Então com uma voz firme e segura, o homem dos meu sonhos me disse, sem rodeios, que morreria.” 
- Sonhe mais.

Enfim, é um livro muito bonito, vale a pena ler. Tu acabas se emocionando, e colocando vários pontos na tua vida, tentando mudar as coisas, para para pensar no quanto somos fúteis com coisas pequenas. É de grande aprendizado moral. Indico demais.



Ano: 2008 / Páginas: 260

Idioma: português 

Editora: Agir
Nota: 5/5

Resenha: Ed & Lorraine Warren: Demonologistas



Eles enfrentaram os mistérios mais sinistros dos últimos sessenta anos, sempre em busca da verdade. Agora é a sua vez de entrar em contato com o sobrenatural. Você tem coragem? Então leia Ed & Lorraine Warren: Demonologistas, a biografia definitiva dos mais famosos investigadores paranormais do nosso plano astral.
Não é de hoje que os fãs do terror conhecem Ed Warren e sua esposa, Lorraine. O casal foi retratado em filmes de grande sucesso, como Invocação do Mal, Annabelle e Horror em Amityville. Mas basta folhear as páginas de Ed & Lorraine Warren: Demonologistas para constatar que, muitas vezes, a vida pode ser bem mais assustadora que o cinema. No livro, Gerald Brittle desvenda alguns dos principais casos reais vividos pelos Warren. Ed e Lorraine permitiram ao autor acesso exclusivo aos seus arquivos sobrenaturais, que incluem relatos extraordinários de poltergeists, casas mal-assombradas e possessões demoníacas. O resultado é um livro rico em detalhes como nenhum outro.

Resenha: Nimona - Noelle Stevenson


Nimona é uma metamorfa sem limites nem papas na língua, cujo maior sonho é ser comparsa de Lorde Ballister Coração-Negro, o maior vilão que já existiu. Mas ela não sabia que seu herói possuía escrúpulos. Menos ainda uma deliberada missão.Até conhecer Nimona, Ballister fazia planos que jamais davam certo. Felizmente, a garota tem muitas sugestões para reverter esse quadro. Infelizmente, a maioria envolve explosões, sangue e mortes. Agora, Coração-Negro não só tem que enfrentar seu arqui-inimigo e ex-amigo, o célebre e heroico Sir Ambrosius Ouropelvis, mas também impedir que a fiel comparsa destrua todo o reino ao tentar ajudá-lo.
Uma história subversiva e irreverente que mistura magia, ciência, ação e muito humor sobre camadas e mais camadas de reflexão – entre uma batalha e outra, é claro.

UMA GRAPHIC NOVEL QUE VALE MUITO A PENA.

Troquei o livro despretensiosamente no sebo e fiquei completamente apaixonada pelo enredo, pela construção dos personagens, por tudo.

Nimona é uma metamorfa - obviamente. Então ela pode se transformar em qualquer pessoa ou animal, exceto em coisas inanimadas, seria perigoso. E ela idolatra o maior vilão do reino, Lorde Ballister, o famoso coração negro. E de repente ela bate na porta dele se oferecendo para ser sua comparsa, na verdade ela não ofereceu, ela impôs. Mas isso não vem ao caso. Juntos eles começam uma grande aventura em busca de verdades que vão mudar todo o destino do reino.

A história é muito bem escrita, e contamos com diversas reviravoltas que acabam te deixando com mais vontade de virar a página rapidamente para saber o que vai acontecer. Além dos desenhos serem super fofos – o que faz com que você queira ficar mais tempo na pagina para olhar os detalhes. Ok, um pouco controverso. 

Quando você começa a leitura, cria realmente uma expectativa enorme de ver MUITO sangue pelas paginas, muitas maldades e muita guerra. Mas, a autora consegue reverter essa situação e cria um enredo tão cativante, cheio de tiradas muito engraçadas, me peguei varias veres rindo das peripécias da Nimona, além de também ter uma boa mensagem sobre amizade, que te deixara bastante emocionado.

É um livro deveras rápido, se você for empolgado e acabar se amarrando tanto a histpria, vai terminar em poucas horas. Mas garanto que ficará aquele gostinho de: “Nimona hoje, Nimona amanhã, Nimona Sempre!”.


Para os que não gostam de quadrinhos, eis um que vale a pena ser lido. Uma história que foge dos padrões.

Adicione o livro no Skoob.
Nota: 5/5
Ano: 2016 / Páginas: 272
Editora: Intrínseca

Resenha: Nosferatu - Joe Hill




  • Editora: Arqueiro
  • Páginas: 624
  • Nota: 
  • SKOOB

Victoria McQueen tem um misterioso dom: por meio de uma ponte no bosque perto de sua casa, ela consegue chegar de bicicleta a qualquer lugar no mundo e encontrar coisas perdidas. Vic mantém segredo sobre essa sua estranha capacidade, pois sabe que ninguém acreditaria. Ela própria não entende muito bem.

Charles Talent Manx também tem um dom especial. Seu Rolls-Royce lhe permite levar crianças para passear por vias ocultas que conduzem a um tenebroso parque de diversões: a Terra do Natal. A viagem pela autoestrada da perversa imaginação de Charlie transforma seus preciosos passageiros, deixando-os tão aterrorizantes quanto seu aparente benfeitor.

E chega então o dia em que Vic sai atrás de encrenca... e acaba encontrando Charlie.

Mas isso faz muito tempo e Vic, a única criança que já conseguiu escapar, agora é uma adulta que tenta desesperadamente esquecer o que passou. Porém, Charlie Manx só vai descansar quando tiver conseguido se vingar. E ele está atrás de algo muito especial para Vic.

Perturbador, fascinante e repleto de reviravoltas carregadas de emoção, a obra-prima fantasmagórica e cruelmente brincalhona de Hill é uma viagem alucinante ao mundo do terror.

Conheço muita gente que detestou esse livro, e aposto que você que está ai lendo e também não gostou deve estar se perguntando o que eu tenho na cabeça por ter dado CINCO estrelas ao livro. Bom, vamos aos fatos...

Primeiro: Eu amo a narrativa do Joe Hill, o conheci a bastante tempo atrás e simplesmente me viciei, não consigo ler um livro dele e não gostar. Existem aqueles que mais me agradam e os que pior agradam, mas nenhum deles chegou a se tornar “ruim pra mim”.

Levando em consideração que eu adoro sua narrativa, temos também o fato do terror/suspense sempre presente nos seus livros, e, diga-se de passagem, é um dos meus gêneros favoritos.

Não vamos nem mencionar o fato dele ser filho do meu grande amor, minha eterna paixão.

Ok, vamos agora falar da história, quem sabe assim vocês comecem a entender um pouco do meu amor pelo livro – e quiçá o meu amor pelo autor.

O que me deixou super feliz ao ler o livro, foram as citações e referencias contidas, Charles cita Craddock McDermott de "A Estrada da Noite" – quem já leu o livro vai adorar ler essa parte – fala também de Pennywise, de “It a coisa” – Ok, é uma referencia ao livro do seu pai, Stephen King, mas de qualquer forma é magnifico ler essas coisas, é como se diversos livros se conectassem, o que torna tudo muito mais real. Além dessas temos também referencias de a Chave de Lovecraft de "Locke and Key" entre outras diversas. Pense em um livro cheio de pequenas coisas que se unem a outras coisas maiores (oi?) É aquele tipo de livro que a mínima palavra pode significar tudo.

O livro conta a história de Victoria McQueen, que ainda criança descobriu que possuía um dom muito especial e bastante misterioso. Com o tal dom, Victoria consegue adentrar a lugares reais e imaginários (?). este dom pode ser encarado como algo bom, imagine você poder transitar entre aquilo que é real e aquilo que é imaginário, um pouco confuso talvez. 

Temos outro incrível personagem que também pode transitar entre duas realidades paralelas: Charles Manx, dono de um Rolls Royce Wraith 1938 (com a placa NOS4A2 - "Nosferatu" Inclusive isso é mais uma das referencias subliminares que o livro contém). Charles é um pouco mais peculiar, e sua grande obsessão pelo Natal, me deixou um pouco assustada. Charles criou um mundo paralelo onde é SEMPRE natal. Acontece que este mundo natalino tem um lado sombrio e extremo. O mundo que Charles criou evoluiu uma espécie de força maligna que sequestra crianças para sua “terra do nunca”, onde o natal nunca acaba. Todo bem tem o seu lado mal.

Existem diversas passagens extremamente medonhas, principalmente envolvendo as tais crianças.

Chegou aquele momento que você está se perguntando qual a ligação – além de ambos terem o mesmo “dom – entre Charles e Victoria? Bom, após Victoria entrar na fase adulta, eis que nosso querido e antigo amigo Charles resolve fazer uma visita, um tanto quanto inesperada. Charles volta em busca do filho de Victoria, como forma de vingança, pois a mesma foi a única criança que conseguiu sobreviver ao mundo assustadoramente “FELIZ” de Charles. Como explicar que seu filho foi raptado por um homem e levado a uma outra dimensão? Ai que encontra-se o ponto alvo do livro. O que Victoria vai fazer para resgatar seu filho, se é... Ainda há esperanças?

Fiquei completamente apaixonada pelos personagens, cada um com sua peculiaridade, encantador. Posso dizer que no quesito “enredo, narrativa e etc” o Joe se superou EXTREMAMENTE se formos comparar com seus outros livros, pode-se dizer que o filho do mestre está começando a acertar e demonstrar que a literatura de qualidade está no sangue. 

Resenha: O Guerreiro Pagão - Bernard Cornwell


  • Editora: Grupo Editorial Record
  • Nota: 
  • Skoob

Após um incidente envolvendo um abade, Uhtred, um dos últimos senhores pagãos entre os saxões, se vê atacado pela Igreja e por seus seguidores. Sem suas terras e com poucos homens, tudo que lhe resta é colocar um ousado plano em prática: recuperar Bebbanburg, a fortaleza onde cresceu e que foi tomada por seu tio. Porém, o que Uhtred não sabe é que sua missão pessoal vai colocá-lo num ardil capaz de reacender o confronto entre saxões e dinamarqueses, que pode selar de uma vez por toda o destino da Britânia e de sua rivalidade com Cnut...




Vida longa ao Uhtred \o/

(Pode - vai - conter spoilers dos livros anteriores)

Leia por sua conta e risco.


Para os fãs de Bernard uma boa noticia: Uhtred está de volta. E com muito mais vigor do que antes. Quem ai estava esperando que esse livro fosse mais suave, já que o rei havia falecido no livro anterior, livrando então Uhtred da carga incansável de protegê-lo, está muito enganado.

Augusto Cury já dizia: “Viver sem problemas é impossível. O sofrimento nos constrói ou nos destrói.” – lá vem mais frases. Acontece que, apesar de Uhtred não ter mais problemas relacionados à proteção do rei, os problemas vem por outro lado. Com a própria sinopse diz, Uhtred tem um desentendimento enorme com a igreja, e devido isso ele precisa largar seu lugar e partir a procura de algo melhor.

E quando Uhtred se vê sem nada, ele resolve recuperar seu lar, Bebbanburg. Lar que foi roubado pelo seu tio Aelfric há muitos anos atrás. 

Vamos recapitular um pouco da história para que você não fique tão perdido: Bebbanburg é uma terra a qual ninguém jamais conseguiu toma-la, o grande clímax das batalhas começou quando os dinamarqueses chegaram a Bebbanburg e acabaram assassinando o irmão de Uhtred. E vai e vem, batalhas vem e vão, quem acaba morrendo é o pai de Uhtred, e o mesmo é raptado por Ragnar, um poderosíssimo dinamarquês, que acaba criando Uhtred com os seus filhos... Sem “herdeiros” para comandar Bebbanburg, quem acaba ficando com tudo é Aelfric, o seu ganancioso tio. Mesmo crescendo como um dinamarquês, e sendo apresentado ao cristianismo, Uhtred sempre se identificou mais com o paganismo, politeísmo. – não adorando um único Deus, etc – a crença mais paganista era usada antigamente, e o cristianismo é algo mais atual também entre os saxões. Não é a toa a tal briga com a igreja, que pregava um cristianismo mega rígido.

Saxões e Dinamarqueses tem uma grande rixa, e está é posta a prova novamente, devido a vontade de Uhtred em recuperar seu lar. Sabe aquele tipo de livro, que qualquer acontecimento age como uma bola de neve que vem derrubando tudo pela frente? É exatamente assim, cada atitude tomada por nosso protagonista desencadeia uma serie de acontecimentos FABULOSOS, que nos deixam de cara no chão, malucos, querendo a próxima página.

O que posso dizer? Bernard é o máximo, é completamente talentoso, o livro te leva pra uma dimensão completamente diferente, você mergulha no sangue, sente o gosto das batalhas e anseia por mais. Uma lenda, uma obra de arte... Bernard nos brinda com um final tão bem construído, tão minunciosamente criado, que é impossível você não amar, e agradecer aos céus por ter tido a oportunidade de ler algo tão bem escrito como isso. O tipico que livro que queremos muito saber como termina, mas não queremos que termine nunca.

Se você ainda não começou a série, por favor, faça!




Resenha: A Lista de Brett - Lori Nelson Spielman


  • Editora: Grupo Editorial Record/Verus Editora
  • Páginas: 364
  • Nota: 
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Brett Bohlinger parece ter tudo na vida — um ótimo emprego como executiva de publicidade, um namorado lindo e um loft moderno e espaçoso. Até que sua adorada mãe morre e deixa no testamento uma ordem: para receber sua parte na gorda herança, Brett precisa completar a lista de sonhos que escreveu quando era uma ingênua adolescente. Deprimida e de luto, Brett não consegue entender a decisão de sua mãe — seus desejos adolescentes não têm nada a ver com suas ambições de agora, aos trinta e quatro anos. Alguns itens da lista exigiriam que ela reinventasse sua vida inteira. Outros parecem mesmo impossíveis. Com relutância, Brett embarca numa jornada emocionante em busca de seus sonhos de adolescência. E vai descobrir que, às vezes, os melhores presentes da vida se encontram nos lugares mais inesperados.
Brett Bohlinge, 34 anos, linda, sua vida aparentemente perfeita – com um carro do ano, um namorado lindo e inteligente, um emprego de status, ganhando um salário bem gordo – muda drasticamente quando sua querida e melhor amiga morre: Sua mãe. A dor que Brett sente depois da morte de alguém que ela tanto amava, é completamente passada para os leitores, me peguei diversas vezes com umas lágrimas nos olhos, que insistiam em cair. O que é um ponto bastante positivo, pois significa que o livro tem emoção suficiente para tocar o fundo do seu coração.

Existe uma frase que diz “Onde a felicidade demais, desconfie”. E é pura verdade, sempre que as coisas parecerem realmente perfeitas pra você, a vida vem e te mostra que você não tem nenhum controle sobre os acontecimentos. Foi basicamente isso que aconteceu. A maior dúvida aqui é: Será que Brett era realmente feliz?

Ninguém nos conhece melhor do que nossa mãe, certo? Apesar dos sorrisos constantes e das grandes provas de felicidade que Brett dava diariamente, no fundo sua mãe sabia que ela não era verdadeiramente feliz. Mas, como descobrimos se somos realmente felizes? A mãe de Brett pensou nisso, e antes de morrer fez uma espécie de “roteiro de vida” para nossa querida protagonista. Como assim Kéziah? Vejam bem, no testamento de sua mãe, tinha uma ordem expressa, na qual Brett só poderia receber sua parte na herança se ela realizasse todos os desejos de uma lista que Brett escreveu nos seus quatorze anos. Imagem a situação, vinte anos depois... Será que aqueles desejos realmente faziam parte do que Brett queria nos dias de hoje? As coisas são completamente inviáveis – tem umas que são bizarras – e para piorar, ela tem o tempo de um ano para conseguir realizar todas. Mas, para isso ela precisará basicamente refazer toda sua vida, e abandonar tudo que ela construiu até hoje.

O livro tem momentos engraçados, reflexivos, divertidos, emocionantes... Enfim, é carregado de tudo que há de melhor para transformar uma leitura em algo muito agradável.

“A Lista de Brett” é mais do que um livro para distração, ele nos faz pensar muito no rumo que estamos dando a nossa vida. Será que depois de um determinado momento acabamos abandonando o que realmente é importante na nossa vida? Muitas vezes, até mesmo por comodismo acabamos abrindo mão daquilo que para nós era importante. O livro tem uma linda mensagem, nos faz abrir nosso coração para novas possibilidades e acima de tudo nos mostra que NUNCA, NUNCA MESMO devemos deixar de lado nossos sonhos, por mais simples e bestas que eles possam parecer. 

É sem dúvidas um livro que eu indico a todos que gostarem de leituras leves, porém carregadas de sentimentos. Leia sem pretensões, apenas deixe-se levar pela onda de aprendizado espiritual que o livro tem.




Resenha: Geek Love - Eric Smith


  • Editora: Gente
  • Páginas: 204
  • Nota: 
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Eric Smith sabe mais do que ninguém que existem prazeres imensos na vida geek. Amigos incríveis, conversas até de madrugada sobre realidades alternativas ou até mesmo o simples prazer de ler aquele lançamento de quadrinhos. No entanto, chega um momento na vida de todo nerd em que o amor bate à porta e daí vem a hora de jogar o xadrez tridimensional que é o mundo dos solteiros. Não se desespere, jovem Padawan! Deixe Smith guiá-lo por esse caminho e descubra que amar é muito mais do que flores e bombons. Afinal, nada é normal na vida do nerd, e o amor não é senão o mais extraordinário dos fenômenos humanos.

Preparado, Player 1? 

Esse livro foi feito especialmente pra você que está ai com a bunda na cadeira, sozinha(o), sem um amor pra compartilhar os momentos. Pra você que não para de pensar, POR QUÊ? Onde foi que eu errei? E se acima de todas as outras coisas você for um nerd ou geek assumido, daqueles que não entendem muito de “jogos de sedução”. Se você se encaixa em algum – ou todos – esses critérios. Prepare-se para embarcar em uma aventura com destino certo: Conquistar o coração de alguém.


Para que vocês não duvidem do que estou falando, trouxe alguns relatos de grandes amigos (creio que sejam amigos de vocês também). Vamos lá, confiram o que os nossos queridos estão falando sobre Geek Love.

“Meu relacionamento com a Princesa Peach nunca mais foi o mesmo” – Mario Bros 

“Sinto que a Daisy está adorando todo meu novo jogo de cintura” – Luigi 


“Minha casa” – E.T 


“*respiração ofegante*” – Darth Vader 


“*Barulho de coruja*” – Edwiges 


Ok, agora que vocês já sabem o que eles acham do livro, vamos a MINHA opinião.

Logo de inicio percebemos que o livro é focado em um público masculino, mas o próprio autor nos fala que basta as meninas passarem tudo pro feminino que fará o mesmo efeito, bom, eu sou menina e comigo deu super certo. 

Geek Love trata-se de várias dicas e ensinamentos de como arrumar a pessoa certa, e caso você arrume, ele te ensina também como cuidar desse relacionamento, da melhor forma Geek possível. O livro tem diversas partes engraçadas – gargalhei bastante durante e leitura. 

Eric caracteriza os tipos de nerds que existem, entre eles tem: Dos livros, dos filmes, das músicas, da geografia, da matemática e por ai vai. O mais interessante de tudo é que ele te ajuda a descobrir em qual grupo você se encaixa – obvio que desde que comecei a ler eu já sabia em qual grupo me encaixo. Depois de saber o seu grupo, ele nos mostra diversos “erros” que cometemos durante encontros. E essa parte é uma das mais engraçadas, separei um quote pra vocês. 

“Forças: Você ama ler – obvio. No entanto, também possui outras excelentes qualidades. Além de versado, um nerd dos livros geralmente é ótimo de conversa, criativo e tem o dom da palavra. Você pode usar isso num encontro (...). Fraquezas: Se é um bibliófilo, seus olhos imediatamente cairão sobre a prateleira de livros dela assim que entrar em sua casa pela primeira vez. Você sabe que não deve julgar um livro pela capa (até parece), mas não consegue evitar. Você é apenas humano (diferente dos protagonistas da trilogia crepúsculo sobre a qual está pousando seus olhos julgadores). Em vez de usar o gosto literário (ou a falta dele) de alguém como um sinal vermelho, use-o como um ponto de partida pra fazer perguntas que vão além das básicas “sobre você”. Ei, talvez exista algo de bom na serie crepúsculo que você acabou deixando passar. (SPOILER: não tem).”

Fãs de Crepúsculo que me perdoem, mas eu morri de rir disso. Além dessa, existem outras coisas muito relevantes para serem realmente usadas.

Existe um “porém” nesse livro, ele é cheio de citações de filmes, séries, desenhos, videogames, personagens... Se você não estiver familiarizado com determinados termos – principalmente de videogames – tenho certeza que você não vai conseguir usufruir tudo. Não estou dizendo que precisa ser expert no assunto para ler, mas se você souber o que é MPDG, cheat code, MMORPGS, NVR, etc... Você vai conseguir absorver bem mais da história, e achar bem engraçado. 

Eric nos ensina de forma majestosa, várias coisas: Desde criar um perfil digno em um site de relacionamento, até como realmente prosseguir em um relacionamento para que ele se torne duradouro. 

E para finalizar, o livro conta também com diversas imagens naquele estilo 16 bits que o deixam ainda mais irresistível aos olhos tão exigentes dos leitores. O Paixão Literária indica!


Resenha: Men Repeller (Repelente de Homem) - Leandra Medine



Em seu primeiro livro, a badalada blogueira e queridinha do mundo fashion conta suas divertidas memórias. Com jeito insolente, uma franqueza desconcertante e fotos de seu arquivo pessoal, Leandra compartilha detalhes da noite em que perdeu a virgindade, quando esqueceu de tirar as meias soquetes brancas, e descreve o momento em que percebeu que a clutch Hermès vintage da sua avó, feita de pele de avestruz, poderia guardar muito mais do que a chave e o celular. Leandra é a prova de que não precisamos trair nosso estilo repelente nem mesmo ao procurar o vestido de noiva (que pode ser muito bem ser combinado com uma jaquetinha perfecto de organza). Exibindo as opiniões originalíssimas de uma blogueira que ganhou milhões de fãs, este livro reúne experiências divertidas e meio bizarras, uma história amor superdoce e, acima de tudo, um lembrete para celebrarmos um mundo que é feito pelas mulheres e para as mulheres.


Comecei a leitura despretensiosamente, simplesmente resolvi pegá-lo da estante e dar uma chance a esse livro de nome sugestivamente engraçado. Acontece que eu me decepcionei mesmo sem ter criado grandes expectativas. A verdade é que eu não gostei nadinha do livro, conforme as páginas iam passando eu ia sofrendo, pois queria mesmo que ele acabasse.

O livro é meio que uma “autobiografia” da Leandra Medine – disse meio que, pois nem eu sei bem do que se trata realmente o livro. Ao meu ponto de vista, o livro tem muita coisa maçante, que não são tão agradáveis de ler. Creio que o ponto principal do livro, o foco era ser engraçado. Mas, confesso... Algumas partes foram mesmo engraçadas, outras... Digamos que a autora me passou a sensação de “Vamos forçar a barra para parecer realmente cômica essa situação”. “Eu quero mesmo que todos achem graça disso aqui”. “Minha vida é uma piada”. Ok, todos nós passamos por situações engraçadas/constrangedoras. Mas, a autora tentou sem dúvidas enaltecer isso.

Leandra nos conta seus momentos cômicos, e principalmente seu gosto esquisito em se vestir, suas meias estranhas, suas roupas largas, e mais um monte de coisa que realmente estranha. Por esse motivo ela se intitulava como “Repelente de homem”, pois devido ao seu comportamento inusitado, nenhum menino se aproximava dela, fazendo com que o seu ritmo amoroso fosse bem mais devagar que de suas amigas. 

O livro tem algumas ilustrações de fotos da Leandra – que são apresentadas conforme o fato narrado. Essas fotos foram às coisas mais engraçadas. 

Dei duas estrelas única e exclusivamente, pois tenho em vista que esse livro pode ajudar algumas meninas que se preocupam demais com que os outros pensam, aquelas que vivem de estereótipos, e Man Repeller pode te fazer repensar sobre o que é viver para si mesma, sem medo do que vão falar, vestir-se do jeito que te agrada e etc. 

Como nem tudo que é ruim pra mim, é ruim pra você. Quem quiser uma leitura que não vai mudar a sua vida – depende do ponto de vista também, mas que pode sim te fazer dar umas risadas. Vá em frente! 


Fonte: http://princesa-descolada-myla.blogspot.com/2013/03/paginacao-numerada.html#ixzz2j39CpByO