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Resenha: Nosferatu - Joe Hill




  • Editora: Arqueiro
  • Páginas: 624
  • Nota: 
  • SKOOB

Victoria McQueen tem um misterioso dom: por meio de uma ponte no bosque perto de sua casa, ela consegue chegar de bicicleta a qualquer lugar no mundo e encontrar coisas perdidas. Vic mantém segredo sobre essa sua estranha capacidade, pois sabe que ninguém acreditaria. Ela própria não entende muito bem.

Charles Talent Manx também tem um dom especial. Seu Rolls-Royce lhe permite levar crianças para passear por vias ocultas que conduzem a um tenebroso parque de diversões: a Terra do Natal. A viagem pela autoestrada da perversa imaginação de Charlie transforma seus preciosos passageiros, deixando-os tão aterrorizantes quanto seu aparente benfeitor.

E chega então o dia em que Vic sai atrás de encrenca... e acaba encontrando Charlie.

Mas isso faz muito tempo e Vic, a única criança que já conseguiu escapar, agora é uma adulta que tenta desesperadamente esquecer o que passou. Porém, Charlie Manx só vai descansar quando tiver conseguido se vingar. E ele está atrás de algo muito especial para Vic.

Perturbador, fascinante e repleto de reviravoltas carregadas de emoção, a obra-prima fantasmagórica e cruelmente brincalhona de Hill é uma viagem alucinante ao mundo do terror.

Conheço muita gente que detestou esse livro, e aposto que você que está ai lendo e também não gostou deve estar se perguntando o que eu tenho na cabeça por ter dado CINCO estrelas ao livro. Bom, vamos aos fatos...

Primeiro: Eu amo a narrativa do Joe Hill, o conheci a bastante tempo atrás e simplesmente me viciei, não consigo ler um livro dele e não gostar. Existem aqueles que mais me agradam e os que pior agradam, mas nenhum deles chegou a se tornar “ruim pra mim”.

Levando em consideração que eu adoro sua narrativa, temos também o fato do terror/suspense sempre presente nos seus livros, e, diga-se de passagem, é um dos meus gêneros favoritos.

Não vamos nem mencionar o fato dele ser filho do meu grande amor, minha eterna paixão.

Ok, vamos agora falar da história, quem sabe assim vocês comecem a entender um pouco do meu amor pelo livro – e quiçá o meu amor pelo autor.

O que me deixou super feliz ao ler o livro, foram as citações e referencias contidas, Charles cita Craddock McDermott de "A Estrada da Noite" – quem já leu o livro vai adorar ler essa parte – fala também de Pennywise, de “It a coisa” – Ok, é uma referencia ao livro do seu pai, Stephen King, mas de qualquer forma é magnifico ler essas coisas, é como se diversos livros se conectassem, o que torna tudo muito mais real. Além dessas temos também referencias de a Chave de Lovecraft de "Locke and Key" entre outras diversas. Pense em um livro cheio de pequenas coisas que se unem a outras coisas maiores (oi?) É aquele tipo de livro que a mínima palavra pode significar tudo.

O livro conta a história de Victoria McQueen, que ainda criança descobriu que possuía um dom muito especial e bastante misterioso. Com o tal dom, Victoria consegue adentrar a lugares reais e imaginários (?). este dom pode ser encarado como algo bom, imagine você poder transitar entre aquilo que é real e aquilo que é imaginário, um pouco confuso talvez. 

Temos outro incrível personagem que também pode transitar entre duas realidades paralelas: Charles Manx, dono de um Rolls Royce Wraith 1938 (com a placa NOS4A2 - "Nosferatu" Inclusive isso é mais uma das referencias subliminares que o livro contém). Charles é um pouco mais peculiar, e sua grande obsessão pelo Natal, me deixou um pouco assustada. Charles criou um mundo paralelo onde é SEMPRE natal. Acontece que este mundo natalino tem um lado sombrio e extremo. O mundo que Charles criou evoluiu uma espécie de força maligna que sequestra crianças para sua “terra do nunca”, onde o natal nunca acaba. Todo bem tem o seu lado mal.

Existem diversas passagens extremamente medonhas, principalmente envolvendo as tais crianças.

Chegou aquele momento que você está se perguntando qual a ligação – além de ambos terem o mesmo “dom – entre Charles e Victoria? Bom, após Victoria entrar na fase adulta, eis que nosso querido e antigo amigo Charles resolve fazer uma visita, um tanto quanto inesperada. Charles volta em busca do filho de Victoria, como forma de vingança, pois a mesma foi a única criança que conseguiu sobreviver ao mundo assustadoramente “FELIZ” de Charles. Como explicar que seu filho foi raptado por um homem e levado a uma outra dimensão? Ai que encontra-se o ponto alvo do livro. O que Victoria vai fazer para resgatar seu filho, se é... Ainda há esperanças?

Fiquei completamente apaixonada pelos personagens, cada um com sua peculiaridade, encantador. Posso dizer que no quesito “enredo, narrativa e etc” o Joe se superou EXTREMAMENTE se formos comparar com seus outros livros, pode-se dizer que o filho do mestre está começando a acertar e demonstrar que a literatura de qualidade está no sangue. 

Resenha: Estranha Perfeição - Abbi Glines


Editora: Arqueiro
Páginas: 208
Título original: Twisted Perfection
Nota: 
Della Sloane não é uma garota comum. Ansiando se libertar do seu passado sombrio e traumático, ela planeja uma longa viagem de carro em busca de autoconhecimento e dos prazeres da vida real. Seu plano, no entanto, logo encontra um obstáculo: o automóvel fica sem gasolina em Rosemary, na Flórida, uma cidadezinha praiana no meio do nada. Neste cenário, ela conhece o jovem Woods Kerrington, muito disposto a ajudar uma menina bonita em apuros. O que ela não sabe é que Woods é o herdeiro do country club Kerrington e está de casamento marcado com Angelina Greystone, uma união arranjada que culminará na fusão de suas empresas, garantindo o futuro profissional do rapaz. Uma noite despretensiosa parece a solução perfeita para Della e Woods fugirem por um tempo de tanta pressão. Do passado que ela gostaria de esquecer. Do futuro de que ele tantas vezes tentou escapar. Mas eles não poderiam prever que a atração os levaria a algo mais quando os seus caminhos se reencontrassem. Agora precisam aceitar suas estranhezas para descobrirem a perfeição. Se você é fã da série Sem Limites, vai adorar este delicioso romance ambientado no mesmo universo sedutor criado por Abbi Glines.


"You are my sunshine, my only sunshine. You make me happy when skies are gray."

Abbi Glines. Eu amo Abbi Glines. Essa mulher tem o poder me teletransportar para as páginas de seus livros, consigo ficar completamente envolta com os personagens, os cenários, a história. 

Desta vez os protagonistas não deixam a desejar. Della e Woods são perfeitos, humanamente perfeitos. Antes de começar a falar, gostaria de ressaltar: Se você, assim como eu, ao ler os outros livros da Abbi se apaixonou loucamente pelo estilo do Woods, sinto te informar que nesse livro ele veio com força total, pronto para arrebatar o coração até das mais sórdidas mulheres.

Della Sloane, 19 anos, nunca teve uma vida “aproveitável” sempre viveu presa devido à peripécias de sua mãe maluca, agora depois de perdê-la. Sua amiga Braden incentiva Della a sair, aproveitar, e curtir a vida. E qual a melhor forma de conhecer novos costumes, novas pessoas? Uma viagem! Della parte sem destino, focada em aproveitar o máximo. Mas como nem tudo são flores, logo de inicio se depara com um pequeno problema: Abastecer o carro. – vocês já podem rir. Mas Della NÃO SABE COMO ABASTECER SEU CARRO. Ok, super natural – quem sabe abastecer um carro? Oh coisa difícil – por ironia do destino aparece por acaso um lindo homem disposto a ajudá-la nessa difícil jornada para por gasolina. Aqui eu vós pergunto: Quem é esse homem maravilhoso que cruza o caminho da jovem Della? Talvez seja... Woods Kerrington.
~~
"I've never opened up to anyone. So hard to hold back when I'm holding you in my arms. We don't need to rush this, let's just take it slow."
- Eu nunca me abri para ninguém. Tão dificil me segurar quando estou com você em meus braços. Nós não precisamos nos apressar, vamos devagar.
~~

Apesar de Woods ser lindo – maravilhoso, delicioso, perfeito – temos outro problema a vista, e ouso em dizer que bem mais complicado do que abastecer um carro: Woods está com a liberdade por um fio, seu pai está obrigando-o a casar com Angelina Greystone. Nem preciso dizer que esse casamento é apenas por interesse. Aqueles senhores que querem unir as famílias para formar apenas uma empresa, e assim ter mais lucro. Além desse probleminha com o tal casamento. Della não é o tipo de mulher que se entrega fácil, muito pelo contrário, a única coisa que ela não quer no momento é se envolver e ter algo mais sério, pois o seu passado ainda é muito presente, e a atormenta diariamente.

Adoro a forma simples e precisa que a Abbi narra toda a história, adoro a forma natural que ela cria personalidades tão distintas aos seus personagens. Adoro a forma como ela deixa um gancho fabuloso e tentador para o próximo livro. 

Será que podemos controlar as forças de uma paixão? Angelina deixara o caminho livro para os dois? Será que o amor consegue sobreviver a todas as barreiras? Talvez o que aconteceu entre Della e Woods seja apenas um fogo momentâneo. Bom, prepare-se para um bom romance, com uma dose de veneno, paixão, fogo... Como de costume, Abbi uni o útil ao agradável, e PAM... Dessa mistura sai um livro fabuloso chamado: Estranha Perfeição.

"Never mind, I'll find someone like you."


Resenha: Julieta - Anne Fortier

Editora: Arqueiro
Páginas: 400
Nota: 
Compre em:  Buscapé

Julie Jacobs e sua irmã gêmea, Janice, nasceram em Siena, na Itália, mas desde os 3 anos foram criadas nos Estados Unidos por sua tia-avó Rose, que as adotou depois de seus pais morrerem num acidente de carro. Passados mais de 20 anos, a morte de Rose transforma completamente a vida de Julie. Enquanto sua irmã herda a casa da tia, para ela restam apenas uma carta e uma revelação surpreendente: seu verdadeiro nome é Giulietta Tolomei. A carta diz que sua mãe havia descoberto um tesouro familiar, muito antigo e misterioso. Mesmo acreditando que sua busca será infrutífera, Julie parte para Siena. Seus temores se confirmam ao ver que tudo o que sua mãe deixou foram papéis velhos – um caderno com diversos esboços de uma única escultura, uma antiga edição de Romeu e Julieta e o velho diário de um famoso pintor italiano, Maestro Ambrogio. Mas logo ela descobre que a caça ao tesouro está apenas começando. O diário conta uma história trágica: há mais de 600 anos, dois jovens amantes, Giulietta Tolomei e Romeo Marescotti, morreram vítimas do ódio irreconciliável entre os Tolomei e os Salimbeni. Desde então, uma terrível maldição persegue essas duas famílias. E, levando-se em conta a linhagem e o nome de batismo de Julie, ela provavelmente é a próxima vítima. Tentando quebrar a maldição, ela começa a explorar a cidade e a se relacionar com os sienenses. À medida que se aproxima da verdade, sua vida corre cada vez mais perigo. Instigante, repleto de romance, suspense e reviravoltas, Julieta – livro de estreia de Anne Fortier – nos leva a uma deliciosa viagem a duas Sienas: a de 1340 e a de hoje. É a história de uma lenda de mais de 600 anos que atravessou os séculos e foi imortalizada por Shakespeare. Mas é também a história de uma mulher moderna, que descobre suas origens, sua identidade e um sentimento devastador e completamente novo para ela: o amor.

Duas famílias, uma maldição.


Não sei o motivo de ter ficado tanto tempo sem ler esse livro. Levando em consideração que eu sempre amei Romeu e Julieta, a história para mim é fabulosa, os diálogos e tudo. Além de saber que o livro se passa na Itália, e o que eu posso dizer? A Itália emana romantismo, e tudo ali me deixa fascinada.

O livro conta a história de uma jovem Italiana, Julie Jacobs. Essa jovem tem uma irmã gêmea chamada Janice, quando eram bem novas, seus pais morreram em um acidente de carro, e elas foram criadas pela tia-avó Rose nos Estados Unidos, após 20 anos da morte de seus pais, o inevitável acontece. Rose falece e deixa a casa como herança para Janice. E para Julie? A única coisa que ela recebeu de herança foi uma carta no mínimo arrebatadora. Seu verdadeiro nome é Giulietta Tolomei e que sua irmã não se chamava Janice e sim Gianozza, após saber que sua mãe havia encontrado um tesouro, Julie... Ou devo dizer Giulietta parte para Siena – Itália – em busca de respostas.

Ao chegar a Siena, ela consegue resolver o mistério? Creio que não. Sua mãe deixou em um banco antigo da cidade, mais precisamente em um cofre: um baú bem velho. Com a certeza que ali tinha um tesouro, Giulietta encontra apenas alguns papeis velhos, um diário escrito por Maestro Ambrogio e uma edição antiga de Romeu e Julieta – Shakespeare. A partir do momento que Giulietta encontra todas essas tralhas (?), o mistério e a busca por respostas começa a todo o vapor.

As Siena’s são intercaladas, conhecemos tudo que aconteceu em 1340 – graças ao diário de Maestro Ambrogio, podemos ficar por dentro de tudo que houve naquela época. E também, a Siena nos dias de hoje.

O livro é completamente arrebatador, quando pensamos ter entendido e colocado todas as dúvidas a mesa, a autora vem e nos mostra que as coisas não são como imaginávamos. E não adianta julgar o livro, achando que ele não passa de uma imitação barata de Romeu e Julieta, muito pelo contrário, Julieta nos mostra outros ângulos da tão trágica história de amor contada por nosso mestre Shakespeare. Tem tanto embasamento histórico que a cada página queremos mais e mais, ficamos sedentos para saber: O que? Por quê? Onde? Como? São tantas perguntas. Mas fiquem calmos, tudo será respondido da melhor maneira possível.

Não tenho o que reclamar. Uma trama fabulosa, construída de maneira espetacular, personagens que beiram a perfeição, histórias tão bem contadas, e fora todo o romantismo que o cerca. Mesmo esse não sendo bem o ponto alvo. Super indico, queria dar mais de cinco estrelas.




Resenha: Os Assassinos do Cartão-Postal - James Patterson e Liza Marklund



Uma viagem para conhecer as mais belas cidades da Europa é o sonho de qualquer pessoa. Porém, o detetive da NYPD Jacob Kanon não está interessado nos pontos turísticos. Após receber a notícia do brutal assassinato de sua filha e namorado, mortos em Roma, Kanon viaja para o Velho Continente para tentar juntar pistas sobre o crime que mudou sua vida. E a onda de assassinatos está só começando: jovens casais são encontrados mortos em Paris, Copenhague, Frankfurt e Estolcomo. Os crimes parecem não estar conectados, com exceção de um cartão-postal enviado para o jornal local da cidade de cada nova vítima. Quando o repórter sueco Dessie Larsson recebe um postal, Kanon junta forças com o jornalista e partem para o novo destino para tentar capturar o serial killer.


Se tiver uma palavra que consegue caracterizar bem esse livro é: Previsível. Logo no inicio da leitura conseguimos saber como será o final, afinal somos logo apresentados aos assassinos, ou melhor, existem capítulos intercalados entre eles e os outros personagens. Ainda assim é aquele tipo de livro que te faz querer fazer os “vilões” pagarem. Então, a leitura flui muito rápida, pois partimos desesperados em busca de provas e evidencias capazes de mandar aquele casal de assassinos direto para a cadeia. Confesso que as minhas partes favoritas eram sempre as que os assassinos narravam, pois a monstruosidade, a frieza com que eles arquitetavam tudo, é fascinante.

James e Liza conseguiram criar aquele tipo de narrativa que te arrebata, apesar de obvia, tem todos os ingredientes necessários para construção de um bom livro: Aquele que te faz querer ler mais.

Basicamente temos jovens casais apaixonados sendo mortos por assassinos criativos. Pois, eles procuram por esses casais, cada crime em uma cidade, e até mesmo país diferente. E o que difere de quaisquer outros psicopatas é que estes enviam a empresa um cartão postal de onde estão – e vão cometer o crime – e logo em seguida enviam uma foto das vitimas mortas.

O caso é que, apesar dessa rotina de estar querendo ou não, sendo completamente expostos, pois estão passando dados importantes a imprensa, dados que poderiam ser usados contra eles. Mas, esses malucos são tão profissionais que não deixam margens para erros. Só que tem aquela história... Nenhum crime é perfeito.

Em contra partida temos o detetive Jacob Kanon, que junta todo tipo de pista que possa incriminar esses assassinos, o interesse de Kanon na história? – além de obviamente o fato de ele ser detetive. É que sua filha e o namorado dela foram BRUTALMENTE assassinados pelos mesmos assassinos. A busca desenfreada por provas leva Kanon até a Suécia, onde a jornalista Dessie recebeu um postal que seria de grande ajuda para enfim conseguir pegar o casal de assassinos.

O que posso dizer é que o livro foi muito bem construído, cada coisa foi pensada minuciosamente, para que no final possamos respirar e pensar: FAZ MUITO SENTIDO!

Um ótimo livro, principalmente para aqueles que gostam de literatura policial.







Resenha: Querida Sue - Jessica Brockmole


  • Editora: Arqueiro
  • Páginas: 256
  • Nota: 
  • Skoob

Março, 1912: A jovem poeta Elspeth Dunn nunca viu o mundo além de sua casa, localizada na remota ilha de Skye, noroeste da Escócia. Por isso, não é de espantar a sua surpresa quando recebe uma carta de um estudante universitário chamado David Graham, que mora na distante América. O contato do fã dá início a um intercâmbio de cartas onde os dois revelam seus medos, segredos, esperanças e confidências, desencadeando uma amizade que rapidamente se transforma em amor. Porém, a Primeira Guerra Mundial força David a lutar pelo seu país, e Elspeth não pode fazer nada além de torcer pela sobrevivência de seu grande amor. Junho, 1940, começo da Segunda Guerra Mundial: Margaret, filha de Elspeth, está apaixonada por um piloto da Força Aérea Britânica. Sua mãe a alerta sobre os perigos de um amor em tempos de guerra, um conselho que Margaret não quer ouvir. No entanto, uma bomba atinge a casa de Elspeth e acerta em cheio a parede secreta onde estavam as cartas de amor de David. Com sua mãe desaparecida, Margaret tem como única pista do paradeiro de Elspeth uma carta que não foi destruída pelas bombas. Agora, a busca por sua mãe fará com que Margaret conheça segredos de família escondidos há décadas. Querida Sue é uma história envolvente contada em cartas. Com uma escrita sensível e cheia de detalhes de épocas que já se foram, Jessica Brockmole se revela uma nova e impressionante voz no mundo literário.

Fantástico, esplêndido, fabuloso, espetacular... Existe outra palavra capaz de expressar completamente o que eu neste exato momento estou sentindo? Acabei de ler o livro e confesso que não sei o que escrever aqui, pois, primeiro: Amei tanto o livro que não consigo expor em meras palavras. Segundo: Nada que eu escrever aqui vai conseguir se “igualar” as lindas páginas que esse livro contém, portanto, peço que você não continue lendo esta resenha, peço encarecidamente que você vá agora ler esse livro, não perca tempo. Mas, se você for curioso e quiser saber um pouco do que eu achei desse livro – fora esse mimimi desesperado de uma leitora que se apaixonou pelo livro – continue lendo essa resenha.

"(...) Se soubesse o que é correr atrás de alguém por uma breve nesga de tempo, se soubesse como o mundo para de rodar, só por um instante, quando você o tem nos braços, e em seguida recomeça com tanta rapidez que você cai no chão, zonza. Se soubesse como cada 'alô' machuca mais do que uma centena de despedidas. Ah, se você soubesse!"

Cartas são o ponto alvo do livro, com elas nos conseguimos nos sentir mais próximos e até mais íntimos dos personagens, construindo assim um vinculo inexplicável com eles. Tanto que no momento que fechamos esse livro, sentimos aquele vazio e aquela falta danada de tudo que vivemos naquelas páginas (essa resenha está tão filosófica, desculpe, não há como evitar). Outro ponto que chama bastante atenção é que o livro se passa entre a primeira e a segunda guerra mundial. Então, dentro de um mundo devastado por guerras, mortes e tristeza, conseguimos encontrar algo bom. E isso é fabuloso, com todo o ar de desilusão e coisas ruins ficamos nos perguntando e imaginando como seria se tudo estivesse bem, como os nossos queridos personagens se sairiam sem todo aquele ar de guerra e caus. O romance presente no livro é daqueles arrebatadores, lindos, emocionantes e acima de tudo comoventes, ainda não consegui me desligar.

“Dentre todas as coisas do mundo, neste momento, o que sinto por você é a única em que realmente confio.” 

Elspeth – ou Sue – é a nossa protagonista, uma escritora que mora em uma pacata ilha, sem grandes acontecimentos, aquela vida bem água com açúcar que para alguns é bem tentadora. Como escritora, Sue tem alguns fãs espalhados por ai, mas um deles chamou a atenção quando enviou uma carta para Sue. David é o nosso fã apaixonado... Durante cinco anos das suas vidas essas cartas se tornaram tão importantes, tão importantes que vocês não podem nem imaginar a dimensão disso. Ambos têm personalidades fortes, o que nos faz sentir aquela raiva básica de algumas atitudes tomadas no decorrer do livro, mas como somos todos humanos propensos a erros, esses são detalhes tão pequenos.


“Acha realmente que precisa provar algo sobre si mesmo para mim? Acha que tem que fazer alguma coisa além de continuar a existir ai? É só isso que eu te peço. Apenas exista.”


O que posso dizer da narrativa, a autora é formidável, não consigo expor o quão grandiosa ela é, com o passar das páginas conseguimos com muita facilidade reconhecer de quem são as cartas, pois ela conseguiu nos passar como cada um escreve, a forma de falar, de se expressar. Isso é fabuloso. O entrelace entre Sue, David, Margaret - filha de Sue. A primeira e segunda guerra mundial é lindo, conforme as páginas vão passando tudo vai fazendo mais e mais sentindo, e as lágrimas vem inconscientemente.

É impossível ler Querida Sue e não ficar completamente tocado com as palavras que a autora usa, cada página do livro é banhada de tantos sentimentos, de tanta emoção, que é IMPOSSÍVEL – repetindo – IMPOSSÍVEL não se comover e não se apaixonar por Querida Sue. Foi sem sombra de dúvidas o romance mais lindo que li este ano.

“E lembre-se, ‘aqui estou’. A um simples envelope de distancia.”

Resenha: Uma Carta de Amor - Nicholas Sparks


  • Editora: Arqueiro
  • Páginas: 288
  • Nota: 
  • Skoob

Há três anos, a colunista Theresa Osborne se divorciou do marido após ter sido traída por ele. Desde então, não acredita no amor e não se envolveu seriamente com ninguém. Convencida pela chefe de que precisa de um tempo para si, resolve passar férias em Cape Cod. Durante a semana de folga, depois de terminar sua corrida matinal na praia, Theresa encontra uma garrafa arrolhada com uma folha de papel enrolada dentro.
Ao abri-la, descobre uma mensagem que começa assim: “Minha adorada Catherine, sinto a sua falta, querida, como sempre, mas hoje está sendo especialmente difícil porque o oceano tem cantado para mim, e a canção é a da nossa vida juntos.”
Comovida pelo texto apaixonado, Theresa decide encontrar seu misterioso autor, que assina apenas “Garrett”. Após uma incansável busca, durante a qual descobre novas cartas que mexem cada vez mais com seus sentimentos, Theresa vai procurá-lo em uma cidade litorânea da Carolina do Norte. Quando o conhece, ela descobre que há três anos Garrett chora por seu amor perdido, mas também percebe que ele pode estar pronto para se entregar a uma nova história. E, para sua própria surpresa, ela também.
Unidos pelo acaso, Theresa e Garrett estão prestes a viver uma história comovente que reflete nossa profunda esperança de encontrar alguém e sermos felizes para sempre.

Será que eu posso começar essa resenha falando algo que provavelmente vocês já leram muito por ai, e já me ouviram falar também? SIM! Eu me emocionei bastante com o livro. Como sempre o Sparks conseguiu inundar as páginas desse livro com sentimentos, medos, desejos, uma carga emocional muito grande, assim como todas as suas obras. Portanto, prepare-se, você vai se emocionar.

O que mais gosto no Sparks é sua facilidade de escrever um romance de forma que tudo pareça “real”. Todavia, alguns de seus livros denotam sentimentos muito idealizados, um ponto negativo na sua narrativa, e essas coisas voltadas a sentimentos muito “grandiosos”, personagens muito “perfeitos” me faz facilmente enjoar da leitura. Mas, ainda assim é um bom livro para se ler, lembre apenas de estar preparado psicologicamente para embarcar nessa história. Afinal, do Sparks podemos esperar tudo.

Vamos falar dos personagens. Como protagonista temos Theresa, a típica mãe atarefada com mil coisas pra se fazer e sem tempo pra nada. Além de ser mãe solteira, Theresa é Jornalista (acredite no que eu digo, já fui estudante de Jornalismo, não é mole, tenham pena dela). Bom, como ninguém é de aço, Theresa aceita passar um tempinho em uma ilha com um casal de amigos. Durante uma caminhada na praia ela encontra uma misteriosa garrafa na beira do mar. Curiosa ela abre e começa a ler. A carta era de amor, e o nosso apaixonado assinava-as como “Garret”. Obvio que toda a melação que tinha na carta tocou fundo Theresa e ela passou a procurar mais informações sobre ele. Fascinada pela sua escrita, ela parte em busca do tal homem, pois ela precisava conhecê-lo, e quando esse dia chega, Theresa sente aquele “tchan” típico de amor a primeira vista. Porém, o Sparks não queria deixar a história tão fácil e nosso apaixonado não consegue se desvincular do seu passado. 

Os dois personagens são completamente diferentes e isso os torna tão perfeitos. Garret perdeu sua esposa e Theresa acabou de se divorciar. Seus trabalhos, suas vidas, seus sonhos e medos são completamente distintos, e mesmo assim o destino – chamado Nicholas Sparks, entenda – resolveu interligá-los, por quê? Existe explicação? “E quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer que não existe razão?”

Garret é o homem dos sonhos de qualquer mulher, romântico, apaixonado, sedutor. Ao ler a carta eu me apaixonei por ele, por sua sensibilidade. Mas, como nada na vida é perfeito, ele precisava estar apaixonado – e não era pela Theresa. Um fantasma que o assombra diariamente. 

Esse livro tinha tudo para se tornar o meu favorito do Sparks, para fazer com que eu deixasse de odiá-lo por sua mania infindável de querer sempre levar as coisas para os piores lados possíveis. Mas, ao invés disso eu acabei fincando minha opinião com relação ao autor:

1°) Ele escreve como ninguém uma história de amor.

2°) Ele não consegue ver seus personagens felizes, será que não há como encontrar um grande amor e viver isso intensamente, ter um final feliz? Amar é sofrer? Amar é sentir dor?

3°) O que aconteceu com o “Felizes para sempre”? 

4°) Será que ele tem preguiça de escrever finais imprevisíveis?

Dói ver as tentativas frustradas de Theresa, imagine você tentar conquistar uma pessoa, dar seu melhor e essa pessoa retribuir fisicamente, mas por dentro você sabe que o coração dessa pessoa não te pertence. Nutrir um amor que talvez nunca seja recíproco. A forma como o autor descreve o amor é algo que não consigo aceitar. Ok, eu já sabia de tudo isso quando me aventurei no livro, e não me arrependo da leitura. Foi bom, mas eu esperava mais. Ainda assim é um livro que eu indico a todos que gostam de romance, principalmente para os fãs do autor.




Lançamentos de Abril - Editora Arqueiro, Sextante e Saída de Emergência

Tem muita coisa boa por ai, vamos conferir?













Vocês podem também fazer o download do pdf completo com todas as informações sobre os lançamentos clicando aqui.

PS: Eu não estava conseguindo fazer os prints, por isso peguei todas as imagens no blog Amores e Livros ;)
Fonte: http://princesa-descolada-myla.blogspot.com/2013/03/paginacao-numerada.html#ixzz2j39CpByO