Editora: Arqueiro
Autora: Andrea Hirata
Nota: 



A ilha de Belitung, na Indonésia, é riquíssima em recursos naturais, mas abriga contrastes sociais gritantes: de um lado, a grande empresa de extração de estanho, com suas modernas instalações e seus ricos executivos; de outro, o povo nativo, que vive numa miséria indescritível. É nesse cenário que a jovem professora Bu Mus e o diretor Pak Harfan tentam garantir a seus dez alunos o direito inalienável à educação. Eles têm que lutar contra as mais diversas dificuldades, como o estado decrépito do casebre em que as aulas acontecem, as constantes ameaças do superintendente escolar e as gigantescas escavadeiras, prontas para explorar o solo em seu terreno. Porém, o maior de todos os desafios é insuflar naquelas crianças a dignidade e a autoconfiança. E nisso os professores são bem-sucedidos. Juntos, seus alunos aprendem o valor dos amigos, conseguem descobrir o que há de melhor em cada um e conquistam feitos inéditos para sua pequena escola de aldeia.
A mensagem que o livro passa é extremamente fascinante e emocionante. Faz
nos acreditar que ainda existem pessoas que acreditam fielmente que a
educação pode mudar o mundo, que sem educação não podemos chegar ao lugar sonhado, pessoas sem condições financeiras alguma para bancar uma escola digna para seus filhos estão dispostas a fazer de
tudo para que os mesmos tenham o mínimo de educação.
Crianças, são apenas crianças que sonham em poder aprender, crianças que são conscientes que somente aprendendo algo poderão seguir caminhos opostos ao dos seus pais, que não tiveram nada e hoje em dia trabalham desumanamente para garantir o sustento de sua família.
O que me fez pensar muito enquanto lia o livro, foi o fato
de muitos de nós não gostarmos de frequentar as escolas, enquanto muitos têm
esse sonho, enquanto nós temos escolas com todo aparato necessário para uma boa
educação, existem muitas crianças, jovens e até mesmo adultos sonhando em ter
apenas uma sala para que possam aprender algo, algo que os livre da vida de
trabalho pesado e sem nenhuma recompensa.
Hoje nós temos prioridades diferentes, sonhamos em ter carros do ano, casas luxuosas, enquanto eles apenas sonham em aprender, conhecer um novo mundo, e sair do pequeno universo em que são presos por falta de condições.
No começo do livro, os pais daquelas crianças pensam se realmente vale a pena todo o custo para que seus filhos estudem, se não era mais fácil manda-los para trabalhar assim como eles fizeram.
Ikal é uma criança
que sempre sonhou em poder estudar, mas seu sonho estava prestes a ter um fim,
a pequena escola na ilha de Belitung, na Indonésia apenas começaria a
lecionar se o número de alunos ultrapassasse de 10, mas, no entanto apenas nove
alunos apareceram para aprender... Só que bem na hora que iriam mandar os alunos de volta para casa, aparece o pequeno Harun que sofre de síndrome de Down.
A ilha de Belitung é rica
em recursos naturais, uma biodiversidade maravilhosa, no entanto não possui
quase nenhum recurso para lecionar, porém a jovem professora Bu Mus de apenas
15 anos e o diretor Pak Harfan lutam para passar um pouco de
conhecimento para os alunos dessa pequena ilha.
Em alguns momentos, é
descrito as condições da escola onde Bu Mus leciona, confesso que são partes
lamentáveis. Como pode alguns ter tanto e não dar valor, e outros não ter quase
nada e querer extremamente aprender? Como eu disse acima, nós reclamamos por
moramos 15 minutos ou menos da escola, enquanto alguns têm que pegar ate barcos
para poder chegar, e isso não os abate em nada. Eles continuam pela busca insaciável
de conhecimento.
Ikal acaba crescendo
junto com os demais alunos, passando juntos por aprovações, conhecendo juntos
os significados do amor, aprendendo e perdendo, também conseguindo grandes
vitórias.
Bastante emocionante, uma
realidade muito triste e ao mesmo tempo uma grande lição de vida para todos
nós.
Também gostaria de falar sobre o material escolar deles, vocês já pararam para pensar no seu material escolar de quando você era criança? Vamos relembrar: Lápis, lápis de cor, giz de cera, estojo, mochila, lancheira, tinta, borracha, caderno, agenda, apontador, enfim um monte de coisas que julgamos serem muito necessárias, mas para essas crianças ir estudar com apenas um lápis velho e um caderno já foi mais que suficiente.
Recomendo.
E para finalizar, encontrei uma imagem na internet que descreve bem o livro.
Apesar das poucas condições, a esperança de aprender permaneceu.
Eu sempre ouvia dizer que as crianças reclamavam de ter que ir à aula. Nunca entendi aquilo, porque, apesar da aparência miserável de nossa escola, nos apaixonamos por ela desde o primeiro dia. Bu Mus e Pak Harfan fizeram com que a amássemos e, mais que isso, fizeram com que amássemos o conhecimento. Quando a aula acabava, reclamávamos de ter que ir embora. Quando nos davam dez deveres de casa, pedíamos vinte. Quando chegava o domingo, nosso dia de folga, mal conseguíamos esperar pela segunda-feira.
E para finalizar, encontrei uma imagem na internet que descreve bem o livro.
Apesar das poucas condições, a esperança de aprender permaneceu.
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