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Mostre sua Coleção #2


Olá amores, como estão? Lembram dessa coluna? Onde os vocês dividem conosco suas lindas coleções? Hoje teremos mais três lindos dividindo o seu amor conosco. Vamos conferir. Quem quiser ver a primeira edição é só clicar aqui.

Resenha: Ecos da Morte - Kimberly Derting

Título: Ecos da Morte                              Editora: Intrínseca
Autora: Kimberly Derting                       Ano: 2011
Páginas: 268                                             Estrelas: 4/5





Violet Ambrose tem dois problemas – o dom mórbido e secreto que carrega desde a infância e Jay Heaton, seu melhor amigo, por quem está apaixonada. Aos dezesseis anos e confusa com os novos sentimentos em relação a Jay, ela começa a ficar cada vez mais incomodada com sua estranha habilidade – Violet encontra cadáveres. Desde pequena ela percebe os ecos que os mortos deixam neste mundo. Ruídos, cores, cheiros. Mas não todos, apenas os das vítimas de assassinato. Para ela, isso nunca foi um grande talento. Na maioria das vezes, tudo o que encontrava eram pássaros mortos, deixados para trás pelo gato da família. Mas, agora que um serial killer está aterrorizando a pequena cidade onde mora e os ecos das garotas assassinadas a perseguem dia e noite, Violet se dá conta de que talvez seja a única pessoa capaz de detê-lo. Em pouco tempo ela estará no rastro do assassino. E ele, no dela.



"Violet parou o jet ski e se levantou para enxergar o fundo do lago. Uma luz matizada parecia irradiar embaixo d'água, surgindo de um ponto entre o junco e se propagando ao alcançar a superfície. Ela nunca tinha visto nada parecido, e sabia que o espectro de luz desafiava a própria natureza ao se comportar daquele jeito.
Aquilo só significava uma coisa.
Havia algo morto ali embaixo."



Olá, pessoas, venho com mais uma nova resenha e bastante entusiasmada. Tentarei me conter...
Antes de mais nada, digo que Ecos da Morte é um livro que estava desejando há muito tempo e que foi uma tremenda alegria tê-lo em mãos, por isso, recomendo logo a leitura para todos.
Porém, como eu sei que existem gostos variadíssimos pra leitura, vou tentar dar uns motivos pra você lê-lo:

Ponto 1 – Você gosta de histórias sobrenaturais mas sem necessariamente ter seres míticos como vampiros, lobisomens, fadas, bruxos, elfos e reis de camarote? Então, este livro é pra você.
Ponto 2 – Você gosta de suspense? Daqueles thrillers que te deixam ávido(a) por querer saber o que acontecerá a seguir? Histórias que envolvem assassinatos, investigações? Olha só que legal, esse livro é pra você!
Ponto 3 – Você gosta de romance? Daqueles bem fofos e bem bolados? Olha só...pra você!
Ponto 4 – Gosta de diálogos interessantes e uma temática ao mesmo tempo bem jovem? Preciso falar mais alguma coisa?

Pois bem, eis que darei meu total parecer sobre Ecos da Morte...

Iniciei a leitura repleta de expectativas e isso foi bom e ruim. Foi ruim porque sempre que colocamos muita expectativa em cima de algo, principalmente de leitura, em algum momento iremos nos decepcionar. Sempre acontece, é regra geral (isso é pleonasmo?) de qualquer leitor ansioso. Então já começo aconselhando por aí, controle seus ânimos, leia Ecos da Morte esperando algo bom, mas sem necessariamente ser o melhor livro do gênero. E foi bom porque de fato o livro supriu a maioria das minhas expectativas; note, caro leitor, que eu disse maioria, não todas. Eu esperava um romance adolescente com uma garota que é diferente das outras e bem, encontrei isso e até mais...

A história é narrada em terceira pessoa, mas a narração é basicamente focada em dois personagens: Violet, que é a nossa protagonista mais que fofa e gente boa; e no assassino, o que eu gostei muito, pois deu pra ter uma perspectiva de como funcionava a mente dele e isso surpreendeu bastante lá pro final da história.
Teve até uma cena, não entrarei em detalhes pra não dar spoilers, em que houve uma “narração centrada na Violet seguida de narração centrada no assassino” que fez meu coração quase vir na boca, porque a autora deu uma impressão totalmente...wow.
Então essa coisa de trazer dois focos de narração foi bem construído por ela.

Com a narração focada em Violet, temos basicamente uma opinião dos personagens sob a óptica dela, no entanto, isso não impede de você entender o que se passa com os pais dela, com os amigos e principalmente com Jay. Ai, Jay...o que eu posso falar dele? No começo do livro eu já me apaixonei por Jay, ele é AQUELE melhor amigo, O melhor amigo e era fofo e inteligente e superprotetor com a Violet e companheiro para todas as horas e não a achava uma aberração por ser capaz de identificar corpos de seres mortos de forma brutal e as marcas nos assassinos e chega de “e”. Uma coisa boa nesse livro, o carinha já sabia o segredo da personagem principal, não teve aquele mimimi todo por ela achar que ele nunca iria querer ela se soubesse do dom e todo o resto. Acho esses tipos de personagem uns tapados, falo mesmo. Voltando ao Jay, eu me apaixonei por ele e essa paixão não mudou durante todo o livro. Mesmo com certos comportamentos que ele teve...e que depois se mostraram plausíveis, afinal, estamos falando de dois adolescentes aqui, Violet ou Vi, como ela é carinhosamente chamada por ele, e Jay ainda têm apenas 16 anos, então não há como esperar que eles tomem as decisões mais sensatas e maduras possíveis.
Outro ponto com esse livro, não espere encontrar adolescentes sendo adultos. A história não é assim, tem adultos sendo adultos e adolescentes sendo adolescentes. Isso quer dizer que Violet e Jay só tomarão decisões precipitadas e impulsivas? Claro que não! Violet toma decisões que para ela soam como certas, e o mesmo digo em relação ao Jay.

Não entrarei em detalhes sobre o relacionamento dos dois porque sairá spoilers e eu shippo muitão o casal. Só digo que, Jay namorado é, na minha opinião, bem diferente de Jay amigo. Entendam como quiser!

A história flui de uma maneira...certa. Uma hora atinge velocidade e em outras diminui, para poder dar foco no que se passa com Violet ou com o assassino. Gostei do modo como a autora representou o dom de Violet, ficou bem crível o modo como ela sente os mortos.

Até onde eu sei este é o primeiro de quatro livros da série The Body Finder e foi apenas uma apresentação para a história de Violet, seu dom e seus amigos. Para uma mera apresentação, a história foi ótima.
Sobre a parte do suspense envolvendo o assassino, não vou fazer comparações com outros livros policiais porque seria injusto. A autora é novata, misturou três gêneros em um livro (sobrenatural, policial e literatura voltada para adolescentes) que para mim é algo raro e foi uma mistura que deu certo avaliando-a por si só. Pronto. Poderia ter falado um pouco mais sobre as mortes? Até que poderia, mas não houve uma exata necessidade disso e pelo que andei pesquisando ela cresce bastante nos próximos livros da série.

Por todos os comentários acima eu dou 4 estrelas ao livro. Eu adorei a história, os personagens e a coragem que a autora teve em nos apresentar uma ideia tão bacana, espero sinceramente que ela melhore nos próximos livros e cresça junto com sua história.

P.S.: Tenho que dar os parabéns à editora Intrínseca, a edição e diagramação está maravilhosa, a capa uma fofura só, a revisão impecável. Li o livro duas vezes e não encontrei erros significativos. Ok, parei com o fanatismo.

Então é isso, pessoal, recomendo a leitura de Ecos da Morte e espero que gostem tanto quanto eu.
Beijos da Mah.

Resenha: Lado a Lado - Sérgio Chimatti


  • Editora: Vida & Consciência
  • Páginas: 407
  • Nota: 
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Salete é uma adolescente que se apaixona perdidamente por sua amiga Dóris. Muito geniosa, determinada e imatura, Saleta não consegue lidar com esse amor, confundindo com sentimento de posse. Acaba se envolvendo num mundo de violência e obsessão, cometendo erros que terão graves consequências. Ela se revelará um espírito ávido por progresso e aprimoramento, vivenciando intensamente o implacável processo de ação e reação ao relacionar-se com afetos e desafetos. Será necessário muito amor e coragem se ela quiser redimir-se, aprender e evoluir, Salete nos conta, com ajuda de seus diários, suas dores, seus medos, suas alegrias e seus conflitos.

Em Lado a Lado conhecemos a história de Saleta e Dóris, duas amigas que se conhecem e tem uma grande amizade a anos, o que Dóris não suspeitaria é que sua melhor amiga estava nutrindo um amor “proibido” por ela. Salete tenta de todas as formas conquistar Dóris, mas sem muito sucesso, pois a mesma está muito envolvida com seu namorado. Até que o destino – como sempre pregando-nos peças – apronta com Dóris e ela acaba engravidando, porém, o seu namorado recusa-se a assumir seu filho. Salete teve a oportunidade perfeita para consolar a amiga, e como Dóris estava completamente desiludida com os homens e os relacionamentos, acaba cedendo às investidas de Salete, e ambas passam a ter um relacionamento. Com o intuito de ajudar a amiga, Salete a leva para fazer um aborto, e o lugar não tinha as mínimas condições de realizar o procedimento, mas mesmo assim Dóris acaba por abortar o bebê. 

Elas começam um relacionamento homossexual, porém mais tarde Dóris acaba se envolvendo com um rapaz, o que deixa Salete possessa. Desse ponto a história começa a tomar um rumo inesperado, tomada pelo ciúme, Salete entre em depressão, se joga em um mundo de prostituição, raiva e sede de vingança. Ela quer de todas as formas separar Dóris de seu novo namorado. Será que ela consegue? 

Salete é uma personagem muito profunda, sua personalidade nos faz pensar, questionar... Dóris também, cada uma com seus trejeitos. O que me deixa mais fascinada nesses romances, é a voracidade dos personagens. Salete é um grande exemplo disso, ela é aquela personagem que te faz perder seus preconceitos, ela é do jeito que é, e mesmo assim acabamos nos afeiçoando por ela, com todos seus defeitos e qualidades.

Acredite, o decorrer do livro me surpreendeu muito, eu jamais esperava que as coisas fossem tomar o rumo que acabaram tomando, e o lado espiritual é tão consolador, justo talvez. 

A narrativa é uma delicia você começa o livro e quando percebe já finalizou, mesmo a história sendo regada por acontecimentos de tirar o fôlego, elas são expostas a nós de maneira acolhedora. 

Não feche sua mente para esse livro, pois ele aborda dois temas que geram preconceitos e tabus em várias pessoas: Homossexualidade e Espiritismo. Leia-o sem pretensões, sem medos, apenas se entregue a essa história, e ela saberá aonde te levar.
  

Entrevista: Jaqueline Vargas


Olá gente, tudo bom? Hoje vim trazer uma resenha com a Jaqueline Vargas, autora do livro Sessão de Terapia - leia a resenha aqui - consegui essa entrevista graças a fofa da Natalia Alexandre da Editora Arqueiro. 


Sobre Séries: Dawson's Creek

Olá amores, como estão? Bom, resolvi falar mais sobre séries e filmes aqui pra vocês. Quem me acompanha no facebook sabe que estou SEMPRE assistindo uma série nova, um filme... E sempre quero expor minha opinião sobre e nem sempre encontro pessoas aptas a me ouvir. Portanto, o bom de ter um blog é poder compartilhar com vocês. E para inaugurar isso aqui, vamos falar sobre Dawson's Creek. Quem me segue no Instagram deve ter notado a minha empolgação hahaha'

Resenha: Mago - Aprendiz - Raymond E. Feist

  • Editora: Saída de Emergência 
  • Páginas: 432
  • Nota:
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Na fronteira do Reino das Ilhas existe uma vila tranquila chamada Crydee. É lá que vive Pug, um órfão franzino que sonha ser um guerreiro destemido ao serviço do rei. Mas a vida dá voltas e Pug acaba se tornando aprendiz do misterioso mago Kulgan. Nesse dia, o destino de dois mundos altera-se para sempre. Com sua coragem, Pug conquista um lugar na corte e no coração de uma princesa, mas subitamente a paz do reino é desfeita por misteriosos inimigos que devastam cidade após cidade. Ele, então, é arrastado para o conflito e, sem saber, inicia uma odisseia pelo desconhecido: terá de dominar os poderes inimagináveis de uma nova e estranha forma de magia… ou morrer. Mago é uma aventura sem igual, uma viagem por reinos distantes e ilhas misteriosas, onde conhecemos culturas exóticas, aprendemos a amar e descobrimos o verdadeiro valor da amizade. E, no fim, tudo será decidido na derradeira batalha entre as forças da Ordem e do Caos

Um dos melhores livros de fantasia que eu li no ano. O autor sabe como construir personagens e lugares de maneira rica em detalhes e sem em nenhum momento se tornar enfadonha, cada vez que ele citava algo eu ficava imaginando detalhadamente e isso pra mim foi o mais fabuloso de tudo. 

Toda a trama e o enriquecimento e amadurecimento dos personagens, os lugares, as passagens, nossa! Eu juro que não sei nem o que escrever, fiquei imensamente encantada. Mas voltando, fica evidente o amadurecimento dos personagens durante o livro, as batalhas são minuciosamente e maravilhosamente escritas. 

Conhecemos a história de Pug e Tomas entrando na vida adulta, com Pug acompanhamos seu desenvolvimento como um mago – até me lembrou de RPG, cada página eu achava que estava ganhando XP – e Tomas se tornou um soldado. E nessa passagem da infância para a vida adulta, os dois amigos se deparam com forças estranhas e desconhecidas, precisando mais do que nunca seguir unidos. 

Não pense que o livro é só batalhas, o autor nos mostra o verdadeiro valor do amor, da amizade, da perseverança. Ah e claro, como não poderia faltar o livro tem um toque de romance que é de dar água na boca, preparem-se para um triangulo amoroso. 

O mundo criado por Raymond é fabuloso, cheio de elfos, magos, anões, guerreiros, dragões, princesas, reis e mais um monte de seres fantásticos que todos amamos. A narrativa é em 3° pessoa dando-nos assim uma visão mais expandida de todos os personagens, sabe aquele autor que consegue te sugar para dentro do livro? Acho que ao adquirir seu exemplar você recebe de graça um tele-transporte e vai viver junto com Pug e Tomas as mais variadas aventuras. Não consigo citar um ponto negativo, o livro foi além das minhas expectativas. 

Caracterizá-lo-ia como épico. Épico seria a palavra ideal.

Resenha: Dançando sobre cacos de vidro - Ka Hancock


  • Editora: Arqueiro
  • Páginas: 336
  • Nota: 
  • Skoob

Lucy Houston e Mickey Chandler não deveriam se apaixonar. Os dois sofrem de doenças genéticas: Lucy tem um histórico familiar de câncer de mama muito agressivo e Mickey, um grave transtorno bipolar. No entanto, quando seus caminhos se cruzam, é impossível negar a atração entre eles.

Contrariando toda a lógica que indicava que sua história não teria futuro, eles se casam e firmam – por escrito – um compromisso para fazer o relacionamento dar certo. Mickey promete tomar os remédios. Lucy promete não culpá-lo pelas coisas que ele não pode controlar. Mickey será sempre honesto. Lucy será paciente.

Como em qualquer relação, eles têm dias bons e dias ruins – alguns terríveis. Depois que Lucy quase perde uma batalha contra o câncer, eles criam mais uma regra: nunca terão filhos, para não passar adiante sua herança genética.

Porém, em seu 11° aniversário de casamento, durante uma consulta de rotina, Lucy é surpreendida com uma notícia extraordinária, quase um milagre, que vai mudar tudo o que ela e Mickey haviam planejado. De uma hora para outra todas as regras são jogadas pela janela e eles terão que redescobrir o verdadeiro significado do amor.
Dançando sobre cacos de vidro é a história de um amor inspirador que supera todos os obstáculos para se tornar possível.

Que tal mais um livro daqueles que fazem você chorar? A editora Arqueiro lançou um lindo sick-lit, e aqueles que gostam de sofrer com esse gênero, provavelmente vão amar o livro.

Lucy Houston e Mickey Chandler são nossos problemáticos protagonistas. Lucy tem um histórico familiar cercado de câncer, sua mãe morreu de câncer, sua irmã teve câncer e Lucy tem um câncer que há cinco anos não se “manifesta” – ok, falei câncer demais. Deu pra perceber que a vida de Lucy não é um mar de rosas, mas é Mickey? Mickey é bipolar, e não digo bipolar no sentido de ser uma pessoa que muda de humor constantemente – atualmente está banal caracterizar todo mundo como bipolar – ele tem um transtorno mental, chamado bipolaridade, a doença. Ambos herdaram seus problemas de suas mães – belo presente, não? 

Daí você se pergunta, o que faz duas pessoas propensas a ter uma vida nada convencional se envolverem? Nada mais do que o amor, o amor é cego, surdo, mudo e autista como eu sempre digo, e a paixão entre eles falou mais forte que seus problemas. Acabaram casando e jurando nunca ter filhos, para que as doenças não se propaguem para eles, o que eles não podiam corta era que o destino tinha trilhado algo completamente diferente pra eles. Lucy descobre que está grávida e sua vida dá um giro de 360°.

O que uma criança com uma mãe cujo câncer ameaça voltar diariamente e um pai com sérios problemas mentais e transtornos psicológicos pode esperar da vida? Vários questionamentos pairam na vida de Lucy e Mickey, e na nossa também, não sabemos o que esperar da criança, será que vai herdar as doenças? E se sua mãe de uma hora pra outra perder pro câncer? E se Mickey tiver outra crise e precisar novamente ser internado?

A partir do momento que Lucy descobre a gravidez é que a história começa a tomar rumo. Os personagens são marcantes e nos emocionam com seus traumas, medos e demônios. A narrativa da autora é fabulosa, não tem como parar de ler. Prepare-se! Uma história fabulosa e ao mesmo tempo devastadora.

Resenha: Morra Por Mim - Amy Plum

Título: Morra Por Mim
Autora: Amy Plum
Editora: Farol Literário
Ano de Lançamento: 2013
Número de Páginas: 424
Estrelas fofas: 4/5


Depois que seus pais morrem em um acidente de carro, Kate e sua irmã, Georgia, vão morar com os avós em Paris. Enquanto Georgia encontra na balada a cura para sua tristeza, Kate é mais introspectiva e se recusa a sair e se divertir, até resolver ir para um café com seus livros para tomar um pouco de sol. Ela conhece Vincent, um belo e misterioso garoto parisiense. Ao se relacionar com o menino e descobrir sua história, Kate tem que escolher entre deixar sua paixão de lado e seguir a vida em segurança, e assumir seus sentimentos e toda a complicação que seria namorar alguém imortal e com inimigos, e mudar para sempre sua vida.





"Eu sabia que existia algo diferente em Vincent. Eu tinha sentido isso, mesmo antes de ver sua foto no obituário. Era algo distante de mim, e muito obscuro para eu conseguir entender. Então eu ignorei. Mas agora vou descobrir quem ele é."



Que livro fofo, arrebatador, encantador!
Comecei a leitura meia-noite, finalizei-a três da manhã e depois corri para pegar papel e caneta e anotar minhas impressões, meus comentários e todas as cenas fofas.

Tá, vamos lá...
Morra Por Mim é o primeiro livro da trilogia Revenants, sim, trilogia! Porque lá no fundo, mesmo reclamando, a gente gosta de saber que certas histórias possuem continuação.
O livro é narrado em primeira pessoa por Kate, uma estadunidense de 16 anos que passa a morar em Paris com a irmã e os avôs após a morte de seus pais.
Normal, quantos livros de meninas órfãs vemos por aí?
No entanto, este é um livro que mesmo com clichês consegue alcançar sua originalidade. Nada de vampiros, lobisomens, fadas, elfos, bruxas ou outros seres que já estamos tão acostumados de ver nos atuais livros. A autora pesquisou e criou toda uma nova mitologia, rica e bem caracterizada e explicada, de modo que os personagens se tornam críveis e plausíveis. Não deixou pontos soltos em relação a eles.

Kate, a protagonista, está ainda de luto pela morte recente e tentando se adaptar com sua nova realidade, vivendo de vez em Paris, numa nova escola e deixando para trás sua vida em Nova Iorque com os pais e a irmã. Ela não é aquelas protagonistas chatinhas e cheias de frescuras, é claro que ela comete erros, mas todos muito bem justificados de modo que não dá pra ter raiva dela.
Eis que ela conhece Vincent, um cara enigmático e lindo que parece estar em quase todos os lugares que ela está.
Vincent é o perfeito mocinho desses livros fofos. Ele é romântico, sensível, inteligente, charmoso, um cavalheiro e um cara altamente leal.
Rapidamente o romance entre os dois se desenvolve e Kate é arrastada para o novo mundo de Vincent e seus amigos, e essa foi outra parte que gostei bastante:
A história gira em torno do relacionamento de Kate e Vincent, mas a autora não deixou de lado os personagens secundários e escreveu-os muito bem, dando-lhe a cada um seu próprio charme.
Há Georgia, a irmã mais velha e levemente chata de Kate, por quem nutri sentimentos controversos na história inteira.
Há Charlotte, que se torna amiga de Kate e é uma sortuda por morar numa casa cheia de homens gatos e fofos.
Ambrose e Jules são os melhores amigos de Vincent, muito sarcásticos, gatos e leais.
Jean-Baptiste com toda sua superioridade e aristocracia. Charlie com seu jeito rebelde de adolescente revoltado. Gaspard, um poeta sensível que é um mestre em lutas. Sério, eu queria muito ter aulas de esgrima com ele!

A autora foi muito feliz em juntar todos os elementos que nos agradam nesses romances juvenis sobrenaturais: há romance, cenas divertidas, pitadinhas de dramas, ação, mistérios a serem resolvidos, mocinhas fortes e mocinhos românticos, a luta entre o bem e o mal... E claro, algo que eu apreciei bastante foi todo o contexto histórico e artístico, a história toda se passa em Paris e a autora torna a cidade como um segundo personagem, sempre incluindo características do local e alguns detalhes históricos entre um parágrafo e outro, coisa que amei.

Só não dou cinco estrelas ao livro pela previsibilidade em algumas partes; no momento em que o vilão apareceu, saquei na hora quem ele era e lá pro final, quando ele estava enganando-os, estava tão obvio e eles não perceberam, daí deu a confusão que teve. Mesmo assim, compreendo que foi necessário para o desenrolar do enredo, confio cem por cento na autora e estou aguardando ansiosa pela continuação. Sem dúvida entrou para a minha lista de favoritos.

Super recomendo a todos aqueles que gostam de um bom romance sobrenatural.
Beijos da Mah!


Tutorial: Facebook na Lateral do Blog.

Oi gente, tudo bom? Voltei com outro tutorial, bem simples. Sabe essa barra aqui do lado do blog com a opção de curtir no Facebook? Aquela que quando passamos o mouse expande? Então, vou mostrar pra vocês como adicionar ao seu blog, em dois passos simples.


Resenha: Sessão de Terapia - Jaqueline Vargas


  • Editora: Arqueiro
  • Páginas: 280
  • Nota: 
  • Skoob

'Sessão de Terapia' traz o relato secreto de Theo Cecatto - seus pensamentos, suas fobias e os acontecimentos antes e depois de cada sessão. É um diário emocional de tudo o que aconteceu com ele enquanto Júlia, Breno, Nina, João e Ana estavam em terapia. Aos 56 anos, dono de uma carreira sólida na psicologia e com um consultório lotado de pacientes, ele se encontra em uma dupla crise. Seu casamento de décadas parece um campo minado. Fora isso, o trabalho, que sempre foi tudo para ele e seu maior aliado para fugir dos problemas, se tornou um fardo insustentável.

Sugar - Vanessa de Cássia

Olá queridos, como estão? Queria contar pra vocês sobre uma novidade maravilhosa da autora queridíssima Vanessa de Cássia. Recentemente a Vanessa publicou pela Amazon seu mais novo conto hot. Eu já li e breve venho com uma resenha pra vocês, nesse conto de 90 e poucas páginas vocês vão se aventurar na história de Flora e seu vizinho - super, hiper, mega gostoso - Paulo. O conto é divertidíssimo, além de claro, muito sensual. Ao finalizar vocês vão se perguntar: Porque meu vizinho não é assim?


Se seu vizinho lindo de morrer batesse em sua porta pedindo um copo de açúcar, o que faria?
Abra a porta, e descubra o que Flora fez..."
Um conto pra lá de açucarado... Um conto docemente sedutor!

Tamanho do arquivo: 252 KB
Número de páginas: 96


E abaixo eu separei alguns quotes para deixá-los com água na boca.

Lá no curso tem uma teacher que é minha amiga, Amanda, ela me apresentou algo que jamais tinha feito. Ler um livro erótico. Exatamente, Cinquenta Tons de Cinza.

– Poderia me arranjar um copo de açúcar, por favor? – na boa, eu daria o que ele quisesse! A voz dele era demais.

– Então, a proposta é a seguinte: um copo de açúcar, em troca, eu te darei prazer! Que tal? – que vizinho mais abusado, contudo, eu sou mais ainda...

Ah, um adendo importante. Sugar do conto remete a açúcar em inglês. Umas pessoas estavam confundindo o nome com Sugar, de sucção.
Aproveitando, vamos conhecer mais da Vanessa e aproveite para conhecer mais de seus dois livros publicados Entre Amores Cruzados e Batom Vermelho.


Sou trabalhadora, engraçada, cheia de dor, uma menina-mulher, 26 anos, filha de Rita e Edmilson, irmã da Andressa. Leitora de tudo. Apaixonada por livros, televisão, filmes, lanches, e muita música boa. Gosto de cores, sabores e lugares diferentes. Gosto do que me consome. Eu literalmente me adoro. Me curto. Tenho manias terríveis. Vou ter eternamente os cabelos vermelhos. E com várias tatuagens. Amo muito dançar, liberta a alma. Essa doce ilusão de achar que me entendo e ainda dividir com as pessoas os segredos da vida. Sou magrela e tagarela. Amo sorrir e amo chorar. Gosto da felicidade e admiro a tristeza. Autora de Entre Amores Cruzados, Doce Insensatez, Batom Vermelho, Menina dos Olhos, Atração Perigosa e Sugar. Sou um pouco de tudo e um tudo de nada!
 

Resenha: Perdida - Carina Rissi

Título: Perdida
Autora: Carina Rissi
Editora: Baraúna/Verus
Ano: 2011/2013
Páginas: 472/364
Estrelas fofas: 4/5


Sofia vive em uma metrópole, está habituada com a modernidade e as facilidades que isto lhe proporciona. Ela é independente e tem pavor a menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são os que os livros lhe proporcionam. Mas tudo isso muda depois que ela se vê em uma complicada condição. Após comprar um novo aparelho celular, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século XIX, sem ter ideia de como ou se voltará. Ela é acolhida pela família Clarke, enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de voltar para casa. Com a ajuda de prestativo Ian, Sofia embarca numa procura as cegas e acaba encontrando algumas pistas que talvez possam leva-la de volta para casa. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos...




Perdida foi um livro que me enlaçou logo de cara! Por quê? Eu irei lhes dizer o porquê! Carina Rissi misturou os temas que eu mais gosto: romance com sobrenatural (por conta de um ser mítico que eu não direi qual é, senão estraga a história) e viagem no tempo.

No romance de estreia da Carina temos a Sophie, narradora e protagonista desta história; Sophie tem 24 anos e é completamente dependente da tecnologia. O desastre acontece quando, acidentalmente, ela derruba seu celular no vaso sanitário. Desesperada, Sophie corre até uma loja com o intuito de comprar um aparelho novo, eis que ela se vê de cara com uma simpática e muito estranha velhinha, que vende á ela o “celular perfeito”. Fissurada como é, Sophie imediatamente o compra e então...


Bom, podemos dizer que é aí que a história começa. Uma viagem no tempo a leva ao Brasil de 1830, o que contrasta totalmente com a cosmopolita e antenada Sophie. A princípio, como qualquer pessoa normal, ela rejeita a ideia de que o acontecimento é real e que tudo aquilo não passa de um sonho. Porém não é, e logo chega o lindo, fofo, maravilhoso, romântico, carinhoso, amoroso, gentil, generoso e ....enfim, o Ian Clarke, um típico cavalheiro do século XIX. (Ou pelo menos, é o que deveria ser chamado de típico, porque os homens, em qualquer época, são uns safados. Falo mesmo).


Logo, Ian (como o bom e educado homem que é) leva Sophie para sua casa e lhe apresenta à sua irmã e a amiga dela, é então que a protagonista começa a perceber que, contrariando a tudo o que ela acreditava, ela realmente está no passado. E agora? Como fazer para voltar?
Perdida é um livro que me fez rir, chorar e sentir tudo o que a Sophie sentia. Seus pensamentos, suas emoções e tentar descobrir, junto á ela, o porquê disso ter acontecido. Me apaixonei profundamente por Ian, o personagem épico mais encantador e charmoso que conheci. 

E ao contrário do que se imagina, mesmo sendo este, um livro em primeira pessoa, é possível sim você saber o que se passa com os outros personagens, saber o que eles estão sentindo, vivenciar isso. É claro que, em determinado momento, a ficha já tinha caído muito antes para mim do que para a Sophie e eu não sabia se gritava com ela ou virava avidamente as páginas à procura do momento em que ela se desse conta do óbvio. 

O começo do livro foi carregado de momentos divertidos e engraçados que arrancam boas risadas do leitor, já pro final, sentimos o drama e o conflito de Sophie a respeito de suas escolhas. Afinal, ela tinha alguma escolha? 

Foi incrível ver que, durante a história, ela cresceu tanto e evoluiu, aprendeu mais sobre sua vida naquele pouco tempo, do que em 24 anos de existência. Sophie acrescentou valores a sua pessoa, perdeu certos preconceitos e descobriu muito sobre si mesma. 
E no final, quando tudo parecia perdido e eu não conseguia enxergar a luz no fim do túnel, a gênia da Carina fez essa jogada de mestre.
Foi por esse e outros motivos que me tornei fã dela, de seus escritos e mal posso esperar para ler outro livro lançado por ela.



P.S.: Perdida terá continuação! A autora já está na fase final, praticamente concluindo o livro. Espero ansiosamente!

Resenha: As Origens do Sexo - Faramerz Dabhoiwala


Editora: Biblioteca Azul
Páginas: 688
Nota: 
Skoob

Foram 20 anos de pesquisa, consultando de obras artísticas e diários pessoais a registros criminais e tratados filosóficos, antes que Faramerz Dabhoiala finalizasse seu As origens do sexo: uma história da primeira revolução sexual, que a Biblioteca Azul lança no Brasil. No livro, Dabhoiwala alterna a perspectiva histórica com trajetórias individuais de muitos homens e mulheres para compreender a evolução da forma como o homem encara – e pratica – o sexo ao longo da História, com destaque para a mudança de paradigma trazida pelo Iluminismo, que suscitou a primeira grande revolução sexual do ocidente, segundo o pesquisador. Professor de Oxford e membro da Royal Historical Society, Dabhoiala mostra em As origens do sexo que, desde o início da história humana, quase todas as civilizações prescreveram leis severas contra algum tipo de imoralidade sexual, mas foi a partir da Idade Média que o sexo ilícito foi tratado com crescente vigor como crime público. A revolução sexual teve início com a derrocada da disciplina pública, fruto da Reforma religiosa e do conflito que se estabeleceu a partir dela, quando o sexo consensual fora do casamento foi aos poucos passando para a esfera do privado, além da coerção legal. Mas foi o Iluminismo que mudou definitivamente a maneira como a sociedade via o sexo. O modo de pensar iluminista alterou as noções de religião, verdade, natureza e moralidade de quase toda a população, transformando atitudes e comportamentos. Essa maior pluralidade de visões morais teve como efeito o avanço da liberdade sexual ao longo do século XVIII. Essa mudança radical lançou os alicerces da cultura sexual até os dias de hoje. O Iluminismo varreu uma visão de mundo mais “coerente” e investida de autoridade, trazendo novas perspectivas e algumas tensões irresolúveis que fazem parte da condição moderna: o crescimento da liberdade sexual, o predomínio do modo urbano de viver e discutir sexo, a noção de que os homens são por natureza mais sexualmente ativos e as mulheres mais passivas, uma associação entre moral e classe, a distinção entre público e privado, comportamento natural e antinatural, pornografia e celebridade.

Em As Origens do Sexo, acompanhamos o processo de evolução do mesmo. É um livro repleto de conhecimento, nos mostrando as mil faces da nossa sociedade, e como eles encaravam o sexo e os praticantes. Hoje em dia ainda consideramos o sexo como um tabu, mas levando em conta que temos simplesmente liberdade para escolher se queremos ou não fazê-lo. Somos livres e o nosso corpo, é apenas nosso.

Um dos fatos que mais me chocaram durante a leitura, foi o preconceito com as mulheres, desde sempre somos consideradas o sexo frágil, mas eu realmente não imaginava a que ponto a mente do ser humano poderia chegar. Ou melhor, tinha chegado.

Desde os primórdios se pressupõe que as mulheres eram o sexo mais libertino, cujas mentes eram corruptas, ávidas e vorazes. E acreditavam fielmente que apesar de o desejo carnal ser algo universal as mulheres eram moral e mentalmente mais propensas a cair em tentação, se é que posso assim dizer, por serem menos racionais e não saber controlar suas paixões.

Esse pensamento se dava também pelo fato de as mulheres eram descendentes de Eva, que era aliada do diabo, pois foi Eva que traiu Deus, comendo assim a maçã proibida e trazendo o pecado para terra, sendo assim, todas as mulheres eram indignas de confiança. Tudo se dá através do pensamento machista, preconceituoso e mesquinho da Igreja, do estado e da sociedade como um todo. Isso também era muito inaceitável, pois a sociedade aceitava tudo que a Igreja ditava.

O Sexo era visto não só como um pecado, mas também como um crime, e todos aqueles que fossem contra o que era imposto eram severamente castigados. A culpa deste pecado era contraída do nascimento, mesmo depois do casamento homens e mulheres tinham que estar atentos para não pecar através do sexo imoderado ou que não fosse ligado a procriação. Para todo cristão ao longo da sua vida a disciplina sexual era uma necessidade fundamental e inevitável. Ou seja, nem com seu marido você poderia ter relações sexuais a não ser que estivesse ligada a fins de procriação, a mulher era vista apenas como um objeto, servindo única e exclusivamente para perpetuar a espécie.

Atualmente na nossa sociedade temos livre arbítrio para fazermos o que acharmos melhor com nosso corpo, desde que sejamos adultos e entendidos, porém antigamente nada do que acreditamos hoje em dia como o “certo” era aceito pelo Estado/Sociedade e principalmente pela Igreja, adúlteros eram possivelmente condenados a morte, todos aqueles que fossem contra o que era socado em suas mentes como algo verídico, eram condenados. E mesmo aqueles que faziam com o intuito de procriar, eram submetidos a uma espécie de ritual de purificação, pois o sexo era algo tão “maligno” que precisam exorcizar – por assim dizer – os demônios que ele impregnava no corpo daqueles que o faziam.

Todos esses pensamentos preconceituosos e impostos pela igreja foram debatidos com a chegada do Iluminismo, para quem não sabe, o Iluminismo foi um movimento cultura da elite intelectual Européia, trazendo a razão para a sociedade, liberdade política, o senso critico e indo completamente contra os abusos da Igreja e do Estado. O Iluminismo também era a favor da criação de escolas para que a sociedade deixasse de ser ignorante e passasse a estudar e aprender mais para poder debater e ter liberdade. Obvio que a Igreja foi contra esse movimento e pouco tempo depois surgiu os “Contra-Iluminismo”. Tem basicamente a mesma função da nossa sociedade atual, onde para os políticos e viável deixar a população ignorante a ponto de aceitarem tudo que lhe é imposto sem reclamar.

Então, é isso, o livro é cheio de conhecimento, uma ótima leitura para que conheçamos melhor a nossa sociedade e tudo que passamos para chegar aonde estamos.

Resenha Dupla: Filha da Floresta + Filho das Sombras - Juliet Marillier


Essa resenha será dupla, escrevi duas resenhas sobre essa série e não quis fazer dois posts, porém pensando em vocês, separei-as, portanto se você não quiser ler uma basta seguir para a outra. Tentei livrá-los de spoilers, apesar de ambas as histórias não terem muita ligação. Bom, mas vamos lá.


O domínio de Sevenwaters é um lugar remoto, estranho, guardado e preservado por homens silenciosos e criaturas encantadas, além dos sábios druidas, que deslizam pelos bosques vestidos com seus longos mantos... Passada no crepúsculo celta da velha Irlanda, quando o mito era lei e a magia uma força da natureza, esta é a história de Sorcha, a sétima filha de um sétimo filho, o soturno Lorde Colum, e dos seus seis amados irmãos, vítimas de uma terrível maldição que somente Sorcha é capaz de quebrar. Em sua difícil tarefa, imposta pelos Seres da Floresta, a jovem se vê dividida entre o dever, que significa a quebra do encantamento que aprisiona seus irmãos, e um amor cada vez mais forte, e proibido, pelo guerreiro que lhe prometeu proteção.

A trama se passa em uma era medieval, levando em consideração que a própria autora mencionou que tinha se baseado em um conto dos irmãos Grimm para escrever – e ao declarar isso ela criou uma grande expectativa, creio que não só em mim, mas em vários admiradores dos contos dos Grimm’s – portanto durante a leitura podemos perceber sutis semelhanças entre as fabulas, e todo o clima sombrio e instigante veio à tona. 

No primeiro livro conhecemos a história de Sorcha de 13 anos, a sétima filha de um sétimo filho. Sorcha é órfã de mãe e seu pai é bem relapso com relação aos seus filhos, depois de um tempo ele casa novamente e entra na história à madrasta, como em contos de fadas vocês já devem imaginar que ela não é nada legal e que não está disposta a tratar Sorcha bem, porém essa madrasta é um personagem bem secundário e não ganha muito destaque. Daí você se pergunta, o que isso tem a ver com o nome “Filha da Floresta”? Eis a resposta, os irmãos acabam sendo amaldiçoados e Sorcha consegue fugir para a floresta, a partir daí ela é guiada por seres sobrenaturais, os seres da floresta. Para se livrar dessa maldição Sorcha precisa fazer algumas coisinhas, durante o tempo na floresta ela acaba conhecendo Red – um Bretão – que a leva para casa afim de “ajudá-la”. 

Como já é de se imaginar, o romance não é MESMO o foco do livro, mas digamos que a autora anexou na medida esse sentimento que nos faz suspirar. 

A narrativa é em primeira pessoa, e somos agraciados pela rica descrição de Sorcha em sua jornada para tentar livrar os irmãos dessa terrível maldição. Aliás, os seis irmãos são muito importantes durante o livro, a força que os une é espetacular. O que mais me chamou a atenção durante a leitura foi o amadurecimento de Sorcha, no inicio do livro suas atitudes eram bem infantis, no decorrer ela acaba nos mostrando outro lado, decidido e corajoso. 

Um dos pontos negativos é que não sei se devo caracterizar esse livro como uma fantasia ou como um drama, pois a protagonista sofre tanto para cumprir sua “missão” que às vezes eu ficava saturada de tanto sofrimento, em alguns momentos eu fiquei com raiva por achar que a autora já estava querendo forçar a barra, mas depois de umas páginas viradas percebi que não foi a intenção. 

Apesar de a história ser extremamente envolvente, alguns momentos se tornaram enfadonhos e cansativos, demorei um pouco para finalizar a leitura. Dei quatro estrelas, pois a narrativa é intensa, com personagens interessantes, alguns um pouco mal construídos, mas em suma. É um bom lindo para quem curte fantasia regada de uma grande aventura.


Filho das Sombras narra a história da jovem Liadan, que, tal como a sua mãe, Sorcha, herdou a habilidade de falar com os espíritos da floresta, os quais lhe segredam que ela deve permanecer, para sempre, em Sevenwaters, se quiser que as ilhas Sagradas sejam retomadas dos bretões. A Irlanda está numa avassaladora guerra, onde um misterioso homem é temido e reconhecido como um mercenário feroz. E, assim como sua mãe no passado, ela acaba por ser capturada e sente-se cada vez mais atraída pelo ser das sombras, apesar de saber da maldição da profecia que Seres da Floresta lhe preveniram...


Bom, em Filho das Sombras conhecemos a história de Liadan, filha de Sorcha – protagonista do primeiro livro – ok eu sei que o nome do livro remete a um personagem masculino, mas temos uma protagonista. Novamente os bretões atacam pondo em risco o domínio dos Sevenwaters, na Irlanda. Porém há uma profecia que diz que há uma criança capaz de trazer a paz entre esses povos. 

Liadan parece bastante com Sorcha, inclusive herdou o “poder” de falar com os seres da floresta. Confesso que Liadan me cativou bem mais que Sorcha, pois ela é decidida, forte e muito corajosa, se julgar que algo está errado vai lutar para concertar, diferente de sua mãe que no primeiro livro se mostrou bem mais fraca e disposta a aceitar tudo sem pestanejar. 

Além de Liadan, ela tem outros dois filhos... Niahm, uma garota que quer mais do que pode ter, não gosta de ser presa, tem um espírito muito aventureiro e livre, e Sean, que é gêmeo de Liadan, conseguindo assim comunicar-se com ela por meio de pensamentos. Sean é inteligente e forte. 

Os bretões não são os únicos “vilões” da história, além deles ameaçando atacar o reino de Sevenwaters, temos também um homem misterioso, ah Liadan é raptada pelos capangas desse homem misterioso e a partir daí começa realmente a história e a ação. 

O Romance presente nesse volume é mil vezes melhor do que o do primeiro, poderia até caracterizá-lo como único. A narrativa da autora segue a mesma linha nos dois livros. 

Os pontos positivos foram em suma a protagonista, adorei sua personalidade, forte, destemida. E o romance, como acabei de citar. 

E o ponto negativo é o mesmo do primeiro livro, partes enfadonhas que me deixaram cansada e sem vontade de prosseguir com a leitura. 

A autora é indiscutivelmente criativa, a mitologia celta é muito bem abordada. Se você não gostou do primeiro livro não se deixe vencer, leia o segundo que provavelmente você vai querer dar outra chance para a trilogia.

Dei quatro estrelas para ambos os livros.

Você Sabia?

Oi oi oi gente, tudo bom? Encontrei vagando pela internet algumas curiosidades bem interessantes sobre o mundo literário e como sempre resolvi compartilhar com vocês. Vamos conferir?



















  • Os países que mais consomem livros no mundo são, pela ordem: China, Estados Unidos, Japão, Rússia e Alemanha.

  • O país com o maior número de livrarias são os Estados Unidos, com uma para cada 15 mil pessoas. No Brasil, existe uma para cada 70 mil pessoas.

  • O livro mais caro do mundo chama-se The Birds of America (Os Pássaros da América), uma coletânea de ilustrações de pássaros feitas por John James Audubon (1785 - 1851), um naturalista do século XIX. Ele foi arrematado num leilão por 11,5 milhões de dólares.

  • A maior biblioteca do mundo atualmente é a biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, com mais de 144 milhões de itens diferentes, disponíveis em cerca de 470 idiomas. Acredite se quiser, mas ela possui “só” 32 milhões de livros catalogados.

  • Na Idade Média, os livros eram produzidos por monges copistas que, como o própria nome indica, copiavam os manuscritos página por página. Detalhe curioso: muitos monges copistas eram excelentes desenhistas, mas analfabetos.

  • A maior biblioteca do Brasil é a Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, com mais de 9 milhões de itens.

  • A mais volumosa Bíblia do mundo pesa 175 quilos e pertence ao Vaticano.

  • Miguel de Cervantes tinha 57 anos quando publicou a primeira parte de Dom Quixote.

  • O poeta português Fernando Pessoa tinha o hábito de escrever sob diversos pseudônimos, cada um com um estilo e uma biografia próprios. Ente os pseudônimos adotado estão Ricardo Reis, Alberto Caieiro e Álvaro de Campos.

  • O escritor mais traduzido do mundo é o inglês William Shakespeare. Sua obra foi traduzida para mais de 110 idiomas.

  • O autor brasileiro mais traduzido é Paulo Coelho. Ao todos, os livros de Coelho tiveram 1.077 traduções. Os outros autores mais traduzidos são, por ordem: José Saramago, Jorge Amado, Fernando Pessoa, Eça de Queirós, José Mauro de Vasconcelos e Clarice Lispector.

  • Jorge Amado é um dos escritores brasileiros mais traduzidos no mundo. No total, Teve suas obras traduzidas 420 vezes. É também um cujo obra recebeu mais adaptações. Terras do Sem-fim, Tieta do Agreste e Gabriela, por exemplo, viraram novelas transmitidas em horário nobre.

  • Aldous Huxley, autor do clássico Admirável Mundo Novo, narrou suas experiências com alucinógenos num livro chamado As Portas da Percepção. Aliás, você sabia que o nome do grupo de rock The Doors foi inspirado no livro As Portas da Percepção?

  • Também foram as drogas (em especial o ópio e haxixe) que inspiraram o poeta Charles Baudelaire a escrever Os Paraísos Artificiais, uma reflexão sobre o uso de substâncias alucinógenas.

  • No início da carreira, o escritor George Bernard Shaw teve que ser sustentado pela mãe por que não conseguia vender seus livros.

  • O Dia Nacional do Livro é comemorado em 29 de outubro. O Dia do Livro Infantil é lembrado em 18 de abril (aniversário de Monteiro Lobato).

Resenha: A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista - Jennifer E. Smith

Título: A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista (pequeno...)
Autora: Jennifer E. Smith
Páginas: 224
Editora: Galera Record
Ano de Lançamento: 2013
Estrelas fofas: 3/5



Com uma certa atmosfera de Um dia, mas voltado para o público jovem adulto, A probabilidade estatística do amor à primeira vista é uma história romântica, capaz de conquistar fãs de todas as idades. Quem imaginaria que quatro minutos poderiam mudar a vida de alguém? Mas é exatamente o que acontece com Hadley. Presa no aeroporto em Nova York, esperando outro voo depois de perder o seu, ela conhece Oliver. Um britânico fofo, que se senta a seu lado na viagem para Londres. Enquanto conversam sobre tudo, eles provam que o tempo é, sim, muito, muito relativo. Passada em apenas 24 horas, a história de Oliver e Hadley mostra que o amor, diferentemente das bagagens, jamais se extravia.





A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista cumpre o que promete. É uma leitura rápida e fluida que nos leva ao mais profundo conhecimento sobre Hadley.

A princípio, eu estranhei pelo fato de ser narrado em terceira pessoa. É obvio que já li livros desse jeito antes, mas fazia um tempo que isso não ocorria então demorei um pouco para me adaptar. No entanto, mesmo sendo em terceira pessoa, nós só temos acesso às reflexões e diálogos pessoais da Hadley, sobre o nosso queridinho Oliver, podemos apenas suspeitar o que se passa na mente dele.

Não é um livro ruim, mas também não direi que foi um dos melhores que já do gênero. Como eu disse, é uma leitura rápida que você finaliza em questão de horas e para quem está afim de romance, irá se decepcionar um pouco; não que não tenha romance, é claro que tem! Ele apenas não é o foco principal da história.

A autora soube pôr em cheque todos os sentimentos conflitantes da protagonista e nos faz avaliar que nossos problemas, comparados aos problemas dos outros são mínimos. Nos faz refletir e parar de pensar apenas em nós mesmos, dando a ideia de que o mundo realmente não gira ao nosso redor.
Tudo começa quando Hadley chega atrasada no aeroporto e por 4 minutos, perde o seu vôo. Nesse caso, é impossível eu não comparar com o livro 5 Minutos do autor brasileiro José de Alencar – o protagonista perde o ônibus e é somente por conta desse atraso, que ele conhece o amor de sua vida, - tudo bem, a ideia da autora ter lido 5 Minutos soa distante, mas é apenas uma comparação que rapidamente chegou em minha mente.
Já no aeroporto, cheia de sentimentos conflitantes em relação ao casamento de seu pai, a mocinha conhece Oliver, um britânico gentil e Nerd com um charme adorável e aí as faíscas começam a rolar.
Durante toda a história, há passagens sobre eventos que ocorreram no passado da protagonista, geralmente numa de suas lembranças do tempo em que seu pai ainda era casado com sua mãe e vivia com ela. Sobre esse assunto, só tenho a dizer que me identifiquei muito com ela. 
No livro não há frescura, não há ataques de pelanca e nem crises sem sentido de choros. É adolescente? Sim. Mas a personagem principal tem uma maturidade que dá inveja e mesmo infeliz por dentro e com a cabeça conturbada, ela aceita o fato de que, infelizmente, seu pai está feliz e não é com sua mãe.

Já em relação ao Oliver, definitivamente tudo que eu posso dizer é que realmente foi à primeira vista. O diálogo entre os dois é incríveis e houve um determinado momento, em que lágrimas saltaram meus olhos. Mesmo não tendo muito acesso ao ponto de vista dele, em certo capítulo você é capaz de sentir a dor dele, perante a um acontecimento trágico.
Para mim o final deixou um pouco a desejar. Ocorreu tudo muito rápido e eu achei que a autora poderia ter estendido mais ou tê-lo escrito de um modo diferente, mas não acho que isso estragou a história.

Enfim, A Probabilidade Estatística do Amor á Primeira Vista é um livro leve, contudo recheado de autorreflexões que também servem para o leitor, e que deixa a todos com um gostinho de quero mais no final.


P.S.: pra quem gosta de ler escutando música, aconselho a ler ao som de Vanilla Twilight de Owl City e All About Us de Owl City feat. He Is We. 

Mostre sua Coleção #1

Oi gente, tudo bom? Hoje vim trazer a primeira edição do Mostre sua Coleção. Que consiste em vocês mostrarem aqui o seu amor aos livros, com fotinhos das suas coleções - não precisa ter estante pra participar. E hoje vamos conhecer um pouco mais da coleção do Matheus Rocha, Jacqueline Santos e Andressa Zardo. Vamos lá?

Matheus Rocha - UMO:

"Eu ainda tenho poucos livros comparados a outros blogueiros, mas amo cada livro que tenho, pois foram adquiridos de forma especial, ou ganhados ou comprados com dinheiro que não era destinado a isso, porque sou muito compulsivo, mas enfim, meu livro favorito na minha estante (se é que podemos chamar isso de tal forma) é "A Arma Escarlate" da linda Renata Ventura. 
O livro é autografado duas vezes, uma quando eu comprei e uma outra vez quando a autora apareceu aqui na minha cidade. Eu também gosto muito dos meus livros do André Vianco, principalmente "Bento", gosto muito de "Extraordinário" da Palácios do RJ ou RJ Palacio, como queiram, meus quadrinhos espetaculares, "Sob a Redoma" do tio King porque tem cheiro bom e é enorme e meus mangás *-* Eu preciso completar minha coleção de "Yu Yu Hakusho" que é meu mangá favorito! Na minha estante eu também tenho livros que eu lia quando era mais jovem, revistas como a "Mundo Estranho" e marcadores. Uma meta para ESTE ANO é ter todos os livros do André Vianco, do John Green, John Boyne, Markus Zusak e Scott Westerfeld (roendo as unhas de ansiedade por Beemote - segundo livro da trilogia Leviatã xD que eu ainda não comprei porque encontra-se muito caro). Essa foto é um pouco antiga e eu tenho um pouco mais de livros que aparece nela, mas como estou sem câmera, só pude mandar esta foto "

Coleção do Matheus.



Andressa Zardo - Skoob - Instagram:

"Oi pessoal! Meu nome é Andressa e este é o jeitinho que achei para guardar todos os meus livros. Comecei minha coleção em 2010 e por incrível que pareça, antes disso, não gostava tanto assim de ler. Eu amava histórias e criá-las também me agradava, mas ler para mim era obrigação de colégio e acho que era isso mesmo que me impedia. De qualquer forma, depois dos meus 16 anos foi bem mais fácil ler e eu sempre pedia livros de presente em muitas datas comemorativas, mas nunca lia. Depois que fui morar sozinha pelo período de um ano comecei a ler bem mais e aí está o resultado, três anos depois. Eu costumo deixar bem mais organizado, principalmente por tamanho e às vezes por cor ou sobrenome de autor. Tenho vários não lidos que estão aí no meio, mas isso a gente resolve com férias e um tempo sem comprar livros novos (quem nunca?). Sempre mudo de gêneros e livros favoritos e os do momento são: Coração de tinta, O Hobbit, Guerra dos tronos, Harry Potter e qualquer coisa (até mesmo a lista de compras do supermercado!) do John Green. Meu cantinho dos livros é bastante diversificado, tem de tudo mesmo! Desde policial, até romance do Nicholas Sparks. Faço faculdade de medicina veterinária, então é bem comum achar muitas revistas de artigo, almanaques e livros sobre o assunto espalhados por aí. Acho que isso. Obrigada pelo espaço! Beijos :')"


Coleção da Andressa.

Jacqueline Santos:

"Minha coleção não está completa nessa foto, mas dá para perceber meu amor pelos livros".
Como a Jacque não falou muito vou acrescentar, ela tem uma coleção muito linda, vale a pena conferir, viciada mesmo, vive postando fotos dos seus filhos no facebook *-* amo.

Coleção da Jacqueline

Gostaram? Quem quiser participar é só me enviar um e-mail para: keziahraiol@hotmail.com. Me chamar no facebook, ou no instagram @keziahraiol
Fonte: http://princesa-descolada-myla.blogspot.com/2013/03/paginacao-numerada.html#ixzz2j39CpByO