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Resenha: Os três - Sarah Lotz


  • Editora: Arqueiro
  • Páginas: 400
  • Nota: 
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Quinta-Feira Negra. O dia que nunca será esquecido. O dia em que quatro aviões caem, quase no mesmo instante, em quatro pontos diferentes do mundo. Há apenas quatro sobreviventes. Três são crianças. Elas emergem dos destroços aparentemente ilesas, mas sofreram uma transformação. A quarta pessoa é Pamela May Donald, que só vive tempo suficiente para deixar um alerta em seu celular: Eles estão aqui. O menino. O menino, vigiem o menino, vigiem as pessoas mortas, ah, meu Deus, elas são tantas... Estão vindo me pegar agora. Vamos todos embora logo. Todos nós. Pastor Len, avise a eles que o menino, não é para ele... Essa mensagem irá mudar completamente o mundo.


Antes de começar a falar sobre o livro, eu gostaria de falar uma coisinha que está me incomodado. Bom, muitas vezes quando escrevo sobre um livro que não foi de todo proveitosos pra mim, algumas pessoas me enviam e-mails ou me chamam no facebook pra perguntar por que eu não gostei, e dizer que depois que leram a resenha perdeu completamente a vontade de ler o livro em questão, e é pra essas pessoas que eu quero dizer isso: Veja bem, de forma alguma eu estou querendo fazer com que vocês não leiam livros, bons ou ruins o que vale é aquilo que você tira de melhor dele. Não existem apenas resenhas positivas, eu tento de toda forma expressar meus verdadeiros sentimentos sobre o livro, portanto nem sempre falarei bem, mas eu não gostar de um livro não significa que você vá odiar, gosto é diferente. Todavia, peço que não leiam a minha resenha para julgar o livro, leiam o livro e tirem suas próprias considerações. O que eu escrevo aqui é MEU ponto de vista, MINHA opinião. Certo? Vamos lá.

Ah, escrever sobre esse livro é difícil. Pois eu ainda não consegui formular o que eu realmente senti com ele. Primeiro que sempre que eu crio grandes expectativas com uma leitura acabo me frustrando, pois nem sempre é tudo aquilo. Acontece que “Os três” não é um livro ruim, não tenho nenhuma pretensão de caracterizá-lo dessa forma. Eu diária mais que ele tem coisas que eu aprovo e coisas que eu não aprovo. Atualmente eu não sei se amei ou odiei esse livro. 

Comecei a leitura acreditando que o livro era de terror, mas me enganei. Só que apesar de não ser propriamente terror, tem varias partes que nos deixam um pouco “amedrontados” - não aquele medo de fantasmas, é um medo maior, um medo de coisas reais, coisas que nos cercam. Talvez essa não tenha sido a intenção da autora, mas em algumas partes ela dá a entender que tentou passar esse ar assustador, porém foi complemente em vão. E além disso, completamente desnecessário, pois o livro podia ter sido levado pro lado oposto. Faltou desenvolver determinados pontos para que estes passassem a ser mais tocantes e/ou arrebatadores. E várias – várias mesmo – partes se tornaram tão enfadonhas que eu fui obrigada a fechar o livro e continuar no dia seguinte.

O livro tem uma narrativa bem parecida com um documentário, uma pesquisa, com matérias de jornais, relatos, e-mails e etc. E como eu falei, tem muita coisa desnecessária ai dentro, coisas que de nada adiantaram durante toda a leitura, e o pior... O mesmo sentimento que você tem ao começar o livro, você tem ao terminar. Esse sentimento não é ruim, é uma tensão agradável. Mas nada mais que isso. 

Pamela May Donald é uma americana e também uma das sobreviventes – não se apegue a ela. Na verdade, Pamela está no livro com um único intuito: Passar uma mensagem que talvez mude o rumo da história. Como falam na sinopse, na quinta feira negra, quatro aviões caem em diferentes partes do mundo, a única relação que eles têm é que: três crianças sobreviveram. Esse caso das três crianças passa ser estudado e somos apresentados aqueles fatos, e-mails, teorias, chats, e tudo aquilo que citei lá pra cima. Bom, acompanhamos Elspeth Martins – autora/personagem de ‘Quinta-feira negra – da Queda à Conspiração’” – em sua busca por respostas, acerca das crianças e nesse meio termo conhecemos diversos personagens, alguns exóticos, outros impactantes e outros nada animadores.

“Os três” relata um acidente de avião de forma diferente, mostrando-nos um ponto de vista diferente, sobre religião – fanatismo? – crueldade, e principalmente aborda vários sentimentos macabros de pessoas doentias. E além do mais, a autora soube bem como expor aquele lado negro da mídia, o lado sem escrúpulos das pessoas. Nesse ponto eu posso bater palmas de pé para Sarah.

O maior ponto positivo foram alguns relatos interessantíssimos, que nos prendiam. Algumas partes foram bem criadas, onde a autora explora áreas legais, como medo, angustia tragédias, sofrimento e por ai vai. Mas ai que mora o problema, a autora te apresenta um relato bem interessante e logo em seguida acaba com tua empolgação ao começar a enrolação.

As teorias que autora trás a tona é também um ponto que me deixou bastante curiosa com a leitura, as conspirações e todo o mal que cerca é sem sombra de dúvidas o motivo maior de eu ter dado três estrelas.

Não pense que é um livro fácil, é o tipo de livro que você deve se entregar para conseguir absorver o máximo que ele pode oferecer. Não sei como caracterizá-lo, mas se eu tentasse seria como: Bizarro, medonho, fantástico, maçante, nada convencional, brilhante, autentico, fabuloso, e acima de tudo: Indescritível. 

Seria loucura dar apenas três estrelas a um livro que eu caracterizo como fabuloso? Talvez! Mas depois de ler “Os três” você vai entender esse sentimento de amor e ódio. Apesar de ter dado três estrelas eu indico muitíssimo esse livro a vocês.

Dicas do Fim de Semana #6

Gente, eu sei que sumi daqui, mas eu pretendo MESMO voltar a ativa, estava doente e sem vontade de postar. Mas vamos voltando aos poucos, hoje vim dar uma dica bem legal de um canal no youtube que eu acompanho a bastante tempo... Alguns de vocês podem conhecer, mas pra quem não sabe... Apresento-lhes o Gustavo Horn.

Os videos que o Gus Horn posta no youtube são mega criativos, sempre com uma mensagem legal, quando começamos a ver é impossível parar. O primeiro que quero mostrar é um que provavelmente vocês iram se identificar. O nome do vídeo é: O Livro.


Super criativo, hein? Os efeitos e acima de tudo a mensagem *-* Sou fã. hahaha' O outro vídeo é um daqueles que eu me emocionei, além de contar a história de vida do Gus, essas cenas da família dele, lembranças do passado são maravilhosas. Esse vídeo se chama: Crescer.


O outro vídeo denota bem aquele sentimento sacana de MEDO. Quem nunca se sentiu assim? Acho que muita gente vai se identificar com esse.


E para finalizar, aquele vídeo que muita gente vai achar demais, e querer adotar essa senhora simpática. Vamos assistir o: A era dourada dos vídeo games.


Bom, tem muitos videos no canal, inclusive toda segunda feira o Gus posta um vídeo de uma série chamada: "Isso eu mesmo faço", onde ele ensina um monte de coisa criativa e legal. E o melhor, em videos curtos e nada cansativos. Bom, quem quiser conferir o canal do Gus, é só clicar aqui.

Resenha: Austenlândia - Shannon Hale


  • Editora: Record
  • Páginas: 240
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Jane Hayes tem 33 anos e mora na Nova York atual. Bonita, inteligente e com um bom emprego, ela guarda um um segredo constrangedor: é verdadeiramente obcecada pelo Sr. Darcy. Embora sonhe com ele, os homens reais com os quais se depara são muito diferentes dos que habitam sua fantasia. Justamente por isso, ela decide deixar de lado sua vida amorosa e aceitar seu destino: noites solitárias aconchegada no sofá assistindo a Colin Firth em seu DVD. Porém, esses não são os planos que sua rica e velha tia-avó Carolyn, tem para a moça. A única a descobrir o segredo de Jane deixa, em seu testamento, férias pagas para a sobrinha-neta na Austenlândia. A ideia é que Jane tenha uma legítima experiência como uma dama no início do século XX e consiga se livrar de uma vez por todas de sua obsessão. Contudo, para isso, ela terá que abrir mão do celular, da internet e até do uso de sutiãs em troca de tardes de leitura, espartilhos e... a companhia de belos cavalheiros.

Quando li a sinopse de Austenlândia fiquei muito empolgada em começar a leitura, por gostar bastante da Jane Austen e principalmente do Mr. Darcy, mas acontece que quando estamos extremamente empolgados com algo, sempre acabamos imaginando que aquilo é fabuloso e consequentemente - quando não são - acabamos nos decepcionando de alguma forma. Assim aconteceu comigo... 

Vamos falar primeiro dos pontos negativos, senti que faltou algo dos personagens, a Shannon não conseguiu escreve-los mais completos, durante a leitura eu não conseguia me envolver com eles, sentir o que eles sentiam, nem mesmo me colocar no lugar da Jane, e olha que como eu disse, amo o Mr. Darcy. E a história me pareceu muito vaga, faltando alguns pontos e faltou também descrever alguns pontos importantes, fazendo com que o fim da história ficasse mais desenvolvida. Em suma, a ideia é ótima, mas faltou ser aperfeiçoada.

Os pontos positivos: A leitura é leve, rápida, envolvente e de fácil entendimento.Os fãs de livros mais "divertidos" vão gostar. Outra coisa que gostei bastante, a narrativa tem pontos engraçados, porém fala de coisas que nos fazem pensar. De maneira suave e gostosa.

A Jane, nossa protagonista é engraçada, os seus relacionamentos não dão certo, pois a mesma espera um Darcy na sua vida - iludida. Então, ela acaba procurando nos homens um homem como ele. Logo, acaba desiludida, então sua vida passa a se resumir a trabalho e maratona de Austen para poder ficar olhando e amando o Mr.

A parte do livro que me fez dar 4 estrelas foi exatamente a partir do momento que Jane ganha a "herança" da tia-avó, férias pagas em Pembrook Park, que fica em Kent na Inglaterra., adivinhem qual o intuído das férias? Fazer com que Jane pare de ser tão fantasiosa e obcecada pela Austen. Acontece que ir passar umas férias em um lugar onde pessoas se vestem como em 1816, fazem passeios em parques lindos, com roupas maravilhosas, com aqueles espartilhos apertados, bailes, encontros com cavalheiros maravilhosos, não é certamente uma boa ideia de esquecer todo o maravilhoso ar que a Austen nos proporciona. Mas acreditem, apesar de todos os motivos para ficar ainda mais apaixonada por toda a história, Jane percebeu que todo aquele ar fantasioso não fazia parte das nossas realidades. Talvez a sua tia-avó tivesse total razão em bancar essa viagem. Mas o legal mesmo são as coisas que acontecem nesse período.

Bom, o final foi interessante, mas como eu disse... Esperava mais. Ainda assim é uma ótima leitura, principalmente para os fãs da Austen. Mas lembrem-se de não ir com muita sede ao pote, leia sem nenhuma pretensão para não se decepcionar.

Resenha: The 100 - Kass Morgan


  • Editora: Galera Record
  • Páginas: 288
  • Nota: 
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Desde a terrível guerra nuclear que assolou a Terra, a humanidade passou a viver em espaçonaves a milhares de quilômetros de seu planeta natal. Mas com uma população em crescimento e recursos se tornando escassos, governantes sabem que devem encontrar uma solução. Cem delinquentes juvenis — considerados gastos inúteis para a sociedade restrita — serão mandados em uma missão extremamente perigosa: recolonizar a Terra. Essa poderá ser a segunda chance da vida deles... ou uma missão suicida.
       

Em The 100 temos um mundo pós-apocalíptico, completamente destroçado por uma guerra nuclear, a terra está completamente devastada, mas algumas pessoas conseguiram sobreviver, essas pessoas seguiram em direção a galaxia para procurar lugares habitáveis. Estes sobreviventes passam a morar em uma nave, que é subdiv do nave, onde os habitantes sofrem com problemas comuns como falta de água e de produtos necessários para sobrevivência básica. Já os que habitam a Phoenix, que no caso é como a capital da nave, podem usufruir de tudo do bom e do melhor. A nave tem regras, e a principal é que todo crime cometido é pago com a vida. Ou seja, essas pessoas que o cometem são executadas, aqueles que tem menos de 18 anos são confinados em estações. A nave é dividida em três partes, as mesmas são: Walden, Phoenix e Arcadia. Walden e Arcadia fazem parte do subúrbios e ficam esperando até a maioridade para poder serem executados também.

Mas, o que realmente importa é que a nave está passando por algumas dificuldades que estão colocando em risco a vida de todos. Então, eles resolvem selecionar 100 dos delinquentes que já estavam destinados a morte, e os enviam para terra, com o intuito de descobrir se a mesma ainda pode ser habitada, já que a nave está com os dias contados.

Os personagens, conhecemos quatros histórias diferentes, quatro personalidade, quatro pontos de vista. Bellamy, Glass, Wells e Clarke.
Clarke é uma ex estudante de medicina, porém foi presa por traição. Wells entregou um projeto secreto dos pais de Clarke para o Chanceler (pai de Wells). Depois disso os pais de Clarke foram executados e a garota apesar de ter tentado salvar os pais e defende-los acabou sendo acusada de cúmplice. Ou seja, acusada injustamente.

Wells é ex de Clarke, como seu pai é um "poderoso" dentro da nave, ele tem várias mordomias. Mas, ao saber que Clarke vai para terra, ele tenta a todo custo ir junto, afinal ele está completamente arrependido de todo mal que causou pra menina.

Bellamy, não cometeu nenhum crime, mas como sua irmã vai a missão (e elas são tudo uma pra outra), ela faz de tudo MESMO para seguir com a irmã. Na nave tudo que você faz precisa de permissão, então a mãe da Bellamy escondeu a gravidez da irmã até o ultimo momento, e quando a menina nasceu a mãe foi executada pelo crime. E as irmãs foram enviadas para lugares diferentes. 

Glass, a melhor amiga de Wells. O motivo de sua "prisão" demora para ser revelado, e acho que não vou contar pra vocês. Pois ler e descobrir é o que há de melhor.

O livro é cheio de ação, emoção, aventura. Kass escreve de uma maneira tão perfeita que não conseguimos parar um minuto se quer com a leitura. Narrativa perfeita, conseguimos muito bem separar as narrativas de cada personagem. Todos tem personalidades bem fortes e envolventes. A autora conseguiu criar personagens distintos e igualmente fabulosos, humanos.

Não se empolgue, o romance não é o ponto alvo do livro. Mas ainda assim temos um romance bem interessante, mas que podia ser mais explorado. O caso é não começar o livro esperando um super romance, pois Kass foca em outros pontos.

O livro é maravilhoso, indico a todos que gostam de ação. Ainda não assisti a série, mas tenho certeza que se for melhor que o livro será ESPETACULAR. 


Aviso!

Gente, eu não abandonei o blog. Apenas estou doente e sem disposição para postar aqui. Portanto peço desculpas e em breve volto com novidades e sorteios pra vocês *-*


Beijos!

Resenha: Querida Sue - Jessica Brockmole


  • Editora: Arqueiro
  • Páginas: 256
  • Nota: 
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Março, 1912: A jovem poeta Elspeth Dunn nunca viu o mundo além de sua casa, localizada na remota ilha de Skye, noroeste da Escócia. Por isso, não é de espantar a sua surpresa quando recebe uma carta de um estudante universitário chamado David Graham, que mora na distante América. O contato do fã dá início a um intercâmbio de cartas onde os dois revelam seus medos, segredos, esperanças e confidências, desencadeando uma amizade que rapidamente se transforma em amor. Porém, a Primeira Guerra Mundial força David a lutar pelo seu país, e Elspeth não pode fazer nada além de torcer pela sobrevivência de seu grande amor. Junho, 1940, começo da Segunda Guerra Mundial: Margaret, filha de Elspeth, está apaixonada por um piloto da Força Aérea Britânica. Sua mãe a alerta sobre os perigos de um amor em tempos de guerra, um conselho que Margaret não quer ouvir. No entanto, uma bomba atinge a casa de Elspeth e acerta em cheio a parede secreta onde estavam as cartas de amor de David. Com sua mãe desaparecida, Margaret tem como única pista do paradeiro de Elspeth uma carta que não foi destruída pelas bombas. Agora, a busca por sua mãe fará com que Margaret conheça segredos de família escondidos há décadas. Querida Sue é uma história envolvente contada em cartas. Com uma escrita sensível e cheia de detalhes de épocas que já se foram, Jessica Brockmole se revela uma nova e impressionante voz no mundo literário.

Fantástico, esplêndido, fabuloso, espetacular... Existe outra palavra capaz de expressar completamente o que eu neste exato momento estou sentindo? Acabei de ler o livro e confesso que não sei o que escrever aqui, pois, primeiro: Amei tanto o livro que não consigo expor em meras palavras. Segundo: Nada que eu escrever aqui vai conseguir se “igualar” as lindas páginas que esse livro contém, portanto, peço que você não continue lendo esta resenha, peço encarecidamente que você vá agora ler esse livro, não perca tempo. Mas, se você for curioso e quiser saber um pouco do que eu achei desse livro – fora esse mimimi desesperado de uma leitora que se apaixonou pelo livro – continue lendo essa resenha.

"(...) Se soubesse o que é correr atrás de alguém por uma breve nesga de tempo, se soubesse como o mundo para de rodar, só por um instante, quando você o tem nos braços, e em seguida recomeça com tanta rapidez que você cai no chão, zonza. Se soubesse como cada 'alô' machuca mais do que uma centena de despedidas. Ah, se você soubesse!"

Cartas são o ponto alvo do livro, com elas nos conseguimos nos sentir mais próximos e até mais íntimos dos personagens, construindo assim um vinculo inexplicável com eles. Tanto que no momento que fechamos esse livro, sentimos aquele vazio e aquela falta danada de tudo que vivemos naquelas páginas (essa resenha está tão filosófica, desculpe, não há como evitar). Outro ponto que chama bastante atenção é que o livro se passa entre a primeira e a segunda guerra mundial. Então, dentro de um mundo devastado por guerras, mortes e tristeza, conseguimos encontrar algo bom. E isso é fabuloso, com todo o ar de desilusão e coisas ruins ficamos nos perguntando e imaginando como seria se tudo estivesse bem, como os nossos queridos personagens se sairiam sem todo aquele ar de guerra e caus. O romance presente no livro é daqueles arrebatadores, lindos, emocionantes e acima de tudo comoventes, ainda não consegui me desligar.

“Dentre todas as coisas do mundo, neste momento, o que sinto por você é a única em que realmente confio.” 

Elspeth – ou Sue – é a nossa protagonista, uma escritora que mora em uma pacata ilha, sem grandes acontecimentos, aquela vida bem água com açúcar que para alguns é bem tentadora. Como escritora, Sue tem alguns fãs espalhados por ai, mas um deles chamou a atenção quando enviou uma carta para Sue. David é o nosso fã apaixonado... Durante cinco anos das suas vidas essas cartas se tornaram tão importantes, tão importantes que vocês não podem nem imaginar a dimensão disso. Ambos têm personalidades fortes, o que nos faz sentir aquela raiva básica de algumas atitudes tomadas no decorrer do livro, mas como somos todos humanos propensos a erros, esses são detalhes tão pequenos.


“Acha realmente que precisa provar algo sobre si mesmo para mim? Acha que tem que fazer alguma coisa além de continuar a existir ai? É só isso que eu te peço. Apenas exista.”


O que posso dizer da narrativa, a autora é formidável, não consigo expor o quão grandiosa ela é, com o passar das páginas conseguimos com muita facilidade reconhecer de quem são as cartas, pois ela conseguiu nos passar como cada um escreve, a forma de falar, de se expressar. Isso é fabuloso. O entrelace entre Sue, David, Margaret - filha de Sue. A primeira e segunda guerra mundial é lindo, conforme as páginas vão passando tudo vai fazendo mais e mais sentindo, e as lágrimas vem inconscientemente.

É impossível ler Querida Sue e não ficar completamente tocado com as palavras que a autora usa, cada página do livro é banhada de tantos sentimentos, de tanta emoção, que é IMPOSSÍVEL – repetindo – IMPOSSÍVEL não se comover e não se apaixonar por Querida Sue. Foi sem sombra de dúvidas o romance mais lindo que li este ano.

“E lembre-se, ‘aqui estou’. A um simples envelope de distancia.”

Resenha: Uma vez na vida - Marianne Kavanagh


  • Editora: Única
  • Páginas: 288
  • Nota: 
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Uma história de amor, encontros e.... desencontros! Conheça Tess. Obcecada por roupas vintage, ela está sempre enrolada no emprego que detesta e em dúvida sobre seu namorado bonitão Dominic, que conheceu na universidade. Morando em um adorável apartamento com sua melhor amiga, Kirsty, ela poderia se considerar uma pessoa de sorte. Mas se sua vida é tão perfeita, por que ela se desfaz em lágrimas toda vez que pensa no futuro? Conheça George. Um músico brilhante que divide seu tempo entre brigar com os companheiros de sua banda de jazz e se preocupar com o pai doente. Mas ele sabe que a vida não é só isso. Deve haver mais alguma coisa. Algo especial. Tess e George são duas partes de um todo, almas gêmeas. Para a sorte deles, seus amigos em comum sabem que eles são feitos um para o outro. O problema é que eles não se conhecem e, sempre que a oportunidade aparece, a vida chacoalha os dois para longe. E agora? Se todos têm uma alma gêmea, como o destino faz para uni-los? Acompanhe a história divertida e apaixonante de Tess e George durante uma década de encontros malsucedidos, frustrações românticas e uma dúzia de recomeços. Uma vez na vida é uma comédia romântica moderna e inteligente sobre amizade, destino e oportunidades perdidas e reconquistadas!


Uma vez na vida é mais do que um romance, precisei começar essa resenha falando isso, com o passar das páginas percebemos que a autora tentou nos mostrar mais do que um casal que estava destinado a ficar junto. Temos além do romance uma carga muito maior de sentimentos, decisões e demonstrações de que nossas escolhas fazem nosso futuro.

Todo mundo tem uma alma gêmea! Esse livro me lembrou uma história que ouvia há muito tempo, o mito do andrógino. Não sei se vocês já ouviram, na verdade é uma teoria criada por Platão, que o ser humano de hoje é incompleto, eu, você, nós. Antigamente, há muito tempo o ser humano era “inteiro” uma forma completa, daí alguns Deuses resolveram nos castigar e como punição fomos condenados a viver de forma individual. E daí surgiu a busca pela nossa “outra metade” nossa alma gêmea, a outra parte que nos foi tirada. Daí também surge à forma do coração que conhecemos, que em nada parece com nosso coração que bate no peito. Mas essa forma nada mais é do que a junção de dois corações. Vou mostrar a vocês com uma ilustração.

"A forma do "coração" que conhecemos é devido a união de dois corações"


Mas vamos voltar ao livro. Conhecemos a história de George e Tess, Tess é obcecada por coisas vintage – como vocês leram na sinopse. Trabalha em uma empresa que comercializa artigos de papelaria. Tess sempre acreditou que o emprego era tudo de mais importante na sua vida. E ela tem um namorado chamado Dominic.

George é musico – não muito renomado. É casado, e tem uma linda filha, todos moram em Nova York. Digamos que como ele não ganha quase nada como musico, a esposa é quem segura às pontas dentro de casa. 

Não sei bem como esse negocio de alma gêmea funciona, mas o simples fato de saber que George existe, por mais longe que ele esteja é suficiente para que Tess melhore seu dia e seus ânimos.

A narrativa é um ponto muito positivo, me envolvi muito com a história e consegui sentir o que os personagens sentiam, o livro é dividido em três partes, e temos passagens de anos – o que assusta um pouco. Imagina você está lendo e BUM passaram-se anos. Mas, nada que atrapalhe ou deixe o livro mais gostoso de ler. Algumas partes são um pouco enfadonhas, mas ainda assim é um maravilhoso livro que me fez questionar sobre amor, almas gêmeas, se realmente vale a pena largar tudo para viver um grande amor...

Aparentemente Tess e George são muito diferentes, mas o destino é malandro e pode tentar uni-los. Cansados de suas vidas eles iram se aventurar em um romance? Largar um relacionado concreto para se esbaldar em um namorico? O que mais me incomodou no livro foi isso, ambos serem comprometidos. Leiam e descubram por que.

Lançamentos de Maio - Editora Gente e Única Editora

Vamos conferir as novidades que as queridas editora Gente e Única tem pra gente agora nesse mês de Maio?



Depois de ter sobrevivido a uma tragédia em que vários de seus amigos foram mortos, Lila Elliot sabe que suas cicatrizes só amenizarão com o tempo. E ela é grata pelo carinho de sua melhor amiga, que a hospedou 
em sua casa para que ela não ficasse sozinha e recebesse seus cuidados. Entretanto, algo em seu coração não consegue esquecer a tristeza e a dor desse trauma. Até que ela conhece Grace, uma golden retriever que sofreu abusos e maus tratos, mas que havia sido resgatada por Adam, um homem de bom coração que não suportou ver um animal tão triste e sofrido. Lila, que tem verdadeiro pavor de cães desde a infância, terá de dividir o espaço com Grace. As duas precisam de amor e de tempo para superar suas tragédias pessoais. Grace mantém distância de Lila, pressentindo o medo que ela sente. Aos poucos, porém, Lila consegue enxergar pelos olhos de Grace o amor e a coragem que são tão importantes para seguir em frente. Um romance apaixonante, sobre os dramas da vida, as incertezas e o amor que chega inesperadamente.

A batalha que vai definir o futuro da Coalizão!
Com Sera dizimada pela Horda Locust e sua população quase extinta, ela agora se divide em três facções: os Abandonados, aqueles que lutam para viver em pequenos grupos e não atendem a nenhum governo; a COG (Coalizão Ordenada de Governos), que um dia fora uma grande organização mas que hoje foi reduzida a um punhado de militares e civis; e os Gorasnis, os últimos sobreviventes da URI (União das Repúblicas Independentes), antigos inimigos da COG.
Quinze anos depois do colapso mundial, COG e URI buscam refúgio na pequena e remota ilha de Vectes. Entretanto, depois da fuga e de uma breve paz entre as duas nações, Marcus Fenix e seus companheiros devem lutar contra outra ameaça, os Lambent, enquanto tentam descobrir as origens das mutações que assolam Vectes e Sera.
Ao decidir entre duas missões suicidas, os Gears e a URI ainda devem enfrentar o presidente Richard Prescott, que guarda um último segredo sobre os Locust e os Lambent. Um segredo que pode definir o futuro da humanidade. Se houver um sobrevivente.

Você não precisa mudar quem é para ter tudo, precisa apenas mudar o foco.
Você tem um carro legal, um apartamento fofo e um cachorro querido, mas o que sua tia quer mesmo saber é quando vai levar um namorado para o almoço de domingo.
Você tem um emprego maravilhoso, uma carreira a todo vapor e um cabelereiro que é um verdadeiro mago, e ninguém para recebê-la à noite em casa.
E, além do mais, você tem tudo o que as revistas dizem que deveria ter: corpo bem-cuidado, amigas, vida social agitada e diversos interesses. Pode conversar por horas sobre livros, filmes, casos e tudo mais. Entretanto, onde está o cara que curtiria tudo isso de tão maravilhoso que você tem a oferecer?
Pois chegou a hora de descobrir como encontrar o homem ideal em um piscar de olhos. Durante toda a vida, as mulheres são treinadas para acreditar que o homem perfeito precisaria ser o típico alfa: desejado por todas, supercompetitivo, de personalidade forte, com dinheiro no banco e um carrão. Ou seja, um belo babaca que se acha dono do mundo. Depois de muita pesquisa e anos de treino, as autoras ensinam como ler a dinâmica dos caras legais e fazer as melhores escolhas. Descubra bolsões imensos de caras legais e prontos para se comprometer. Encontre a magia dos homens beta!

Heloísa Capelas é especialista no desenvolvimento do potencial humano e acredita que é a partir do autoconhecimento que as pessoas poderão encontrar a felicidade. Afinal, elas se sentem infelizes, mas não sabem como fazer uma verdadeira mudança que as leve ao encontro daquilo que poderá suprir esse vazio.
A felicidade é idealizada por fatores externos que, quando alcançados, não satisfazem porque internamente falta o essencial: o amor-próprio. Então, é fundamental ter um encontro consigo mesmo, é preciso fazer o exercício do autoconhecimento a fim de conhecer seus pontos fortes e fracos, planejar as mudanças que deseja, elevar a autoestima e viver intensamente o amor por si mesmo.
Em O mapa da felicidade, o leitor será convidado a viver uma revolução interna.

E para completar, o mais desejado por mim *-* Geek Love – o manual do amor nerd *-* OMG OMG!!

Eric Smith sabe mais do que ninguém que existem prazeres imensos na vida geek. Amigos incríveis, conversas até de madrugada sobre realidades alternativas ou até mesmo o simples prazer de ler aquele lançamento de quadrinhos. No entanto, chega um momento na vida de todo nerd em que o amor bate à porta e daí vem a hora de jogar o xadrez tridimensional que é o mundo dos solteiros. Não se desespere, jovem Padawan! Deixe Smith guiá-lo por esse caminho e descubra que amar é muito mais do que flores e bombons. Afinal, nada é normal na vida do nerd, e o amor não é senão o mais extraordinário dos fenômenos humanos.

Não esqueça de adicionar no seu skoob *-* http://www.skoob.com.br 

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Resenha: Uma Carta de Amor - Nicholas Sparks


  • Editora: Arqueiro
  • Páginas: 288
  • Nota: 
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Há três anos, a colunista Theresa Osborne se divorciou do marido após ter sido traída por ele. Desde então, não acredita no amor e não se envolveu seriamente com ninguém. Convencida pela chefe de que precisa de um tempo para si, resolve passar férias em Cape Cod. Durante a semana de folga, depois de terminar sua corrida matinal na praia, Theresa encontra uma garrafa arrolhada com uma folha de papel enrolada dentro.
Ao abri-la, descobre uma mensagem que começa assim: “Minha adorada Catherine, sinto a sua falta, querida, como sempre, mas hoje está sendo especialmente difícil porque o oceano tem cantado para mim, e a canção é a da nossa vida juntos.”
Comovida pelo texto apaixonado, Theresa decide encontrar seu misterioso autor, que assina apenas “Garrett”. Após uma incansável busca, durante a qual descobre novas cartas que mexem cada vez mais com seus sentimentos, Theresa vai procurá-lo em uma cidade litorânea da Carolina do Norte. Quando o conhece, ela descobre que há três anos Garrett chora por seu amor perdido, mas também percebe que ele pode estar pronto para se entregar a uma nova história. E, para sua própria surpresa, ela também.
Unidos pelo acaso, Theresa e Garrett estão prestes a viver uma história comovente que reflete nossa profunda esperança de encontrar alguém e sermos felizes para sempre.

Será que eu posso começar essa resenha falando algo que provavelmente vocês já leram muito por ai, e já me ouviram falar também? SIM! Eu me emocionei bastante com o livro. Como sempre o Sparks conseguiu inundar as páginas desse livro com sentimentos, medos, desejos, uma carga emocional muito grande, assim como todas as suas obras. Portanto, prepare-se, você vai se emocionar.

O que mais gosto no Sparks é sua facilidade de escrever um romance de forma que tudo pareça “real”. Todavia, alguns de seus livros denotam sentimentos muito idealizados, um ponto negativo na sua narrativa, e essas coisas voltadas a sentimentos muito “grandiosos”, personagens muito “perfeitos” me faz facilmente enjoar da leitura. Mas, ainda assim é um bom livro para se ler, lembre apenas de estar preparado psicologicamente para embarcar nessa história. Afinal, do Sparks podemos esperar tudo.

Vamos falar dos personagens. Como protagonista temos Theresa, a típica mãe atarefada com mil coisas pra se fazer e sem tempo pra nada. Além de ser mãe solteira, Theresa é Jornalista (acredite no que eu digo, já fui estudante de Jornalismo, não é mole, tenham pena dela). Bom, como ninguém é de aço, Theresa aceita passar um tempinho em uma ilha com um casal de amigos. Durante uma caminhada na praia ela encontra uma misteriosa garrafa na beira do mar. Curiosa ela abre e começa a ler. A carta era de amor, e o nosso apaixonado assinava-as como “Garret”. Obvio que toda a melação que tinha na carta tocou fundo Theresa e ela passou a procurar mais informações sobre ele. Fascinada pela sua escrita, ela parte em busca do tal homem, pois ela precisava conhecê-lo, e quando esse dia chega, Theresa sente aquele “tchan” típico de amor a primeira vista. Porém, o Sparks não queria deixar a história tão fácil e nosso apaixonado não consegue se desvincular do seu passado. 

Os dois personagens são completamente diferentes e isso os torna tão perfeitos. Garret perdeu sua esposa e Theresa acabou de se divorciar. Seus trabalhos, suas vidas, seus sonhos e medos são completamente distintos, e mesmo assim o destino – chamado Nicholas Sparks, entenda – resolveu interligá-los, por quê? Existe explicação? “E quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer que não existe razão?”

Garret é o homem dos sonhos de qualquer mulher, romântico, apaixonado, sedutor. Ao ler a carta eu me apaixonei por ele, por sua sensibilidade. Mas, como nada na vida é perfeito, ele precisava estar apaixonado – e não era pela Theresa. Um fantasma que o assombra diariamente. 

Esse livro tinha tudo para se tornar o meu favorito do Sparks, para fazer com que eu deixasse de odiá-lo por sua mania infindável de querer sempre levar as coisas para os piores lados possíveis. Mas, ao invés disso eu acabei fincando minha opinião com relação ao autor:

1°) Ele escreve como ninguém uma história de amor.

2°) Ele não consegue ver seus personagens felizes, será que não há como encontrar um grande amor e viver isso intensamente, ter um final feliz? Amar é sofrer? Amar é sentir dor?

3°) O que aconteceu com o “Felizes para sempre”? 

4°) Será que ele tem preguiça de escrever finais imprevisíveis?

Dói ver as tentativas frustradas de Theresa, imagine você tentar conquistar uma pessoa, dar seu melhor e essa pessoa retribuir fisicamente, mas por dentro você sabe que o coração dessa pessoa não te pertence. Nutrir um amor que talvez nunca seja recíproco. A forma como o autor descreve o amor é algo que não consigo aceitar. Ok, eu já sabia de tudo isso quando me aventurei no livro, e não me arrependo da leitura. Foi bom, mas eu esperava mais. Ainda assim é um livro que eu indico a todos que gostam de romance, principalmente para os fãs do autor.




Fonte: http://princesa-descolada-myla.blogspot.com/2013/03/paginacao-numerada.html#ixzz2j39CpByO