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Resenha: De Repente, É Ele - Susan Fox


  • Editora: Única
  • Páginas: 384
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Quando o destino cruza caminhos improváveis, como resistir?
Jenna Fallon sempre foi uma mulher livre e decidida, que segue apenas uma única regra: ignorar regras. Então, quando seu carro quebra a caminho de Vancouver e ela é obrigada a pegar uma carona com um belo desconhecido, Jenna se encanta ao perceber que ambos possuem a mesma ideologia de vida: não se amarrar a ninguém...
O biólogo Mark Chambers está sempre mudando de um local para outro – assim como nunca fica com uma única mulher. Quando ele e Jenna cruzam a costa do Pacífico acampando, mergulhando e fazendo o melhor e mais quente sexo de sua vida, Mark já não tem certeza se quer se despedir. Será que Jenna será corajosa o suficiente para encarar o desafio de ficar com o cara que pode ser perfeito para ela? De repente, é ele...

 Leia as resenhas dos outros títulos da série: De repente, o amorDe repente, o destino.

De repente, é ele é o segundo livro das irmãs Fallon – como vocês viram, eu não li na ordem. A pergunta que muita gente me faz quando vê que li esses livros é: “Precisa ler na ordem? Vou entender se ler fora dela?” Então, antes de começar a resenha quero avisar que SIM! Pode ser lido fora da ordem, você vai entender tudinho e não vai boiar em nada, mas se você tiver a oportunidade de lê-los na ordem certinha de publicação: De repente, o amor. De repente, é ele. De repente, o destino e De repente, o desejo. Será melhor, pois em algumas partes do livro as outras irmãs serão citadas e lendo na ordem você poderá ficar mais entrosada com a família. Bom, vamos à resenha.

Todos os livros têm a mesma essência, por assim dizer. As irmãs Fallon moram em diferentes partes e todas têm um mesmo destino: Vancouver. Pois a sua irmã mais nova vai se casar. Então, em cada livro acompanhamos a trajetória de uma irmã até chegar ao seu destino. 

Neste conhecemos a Jenna, 29 anos. Diferente das outras irmãs ela é “louquinha” não se prende a homem, trabalho e lugar nenhum, é completamente independente e procura viver a vida da melhor forma possível. Nem preciso dizer que por conta de seu comportamento um tanto quanto nefasto ela é criticada por toda a família. Para ser sincera, de todas as irmãs, Jenna foi a que mais me cativou, adorei o jeito desprendida de ser, sem medo de ser julgada. Ela se joga de cabeça em tudo que faz. Mas, o que não sabíamos é que por trás dessa carcaça de moça forte, tem uma mulher delicada que têm grandes cicatrizes deixadas por um amor problemático do passado. O pior de tudo é que esse amor não deixou apenas cicatrizes internas, mas físicas.

O gato da vez é Mark, um biólogo marinho que nunca se apaixonou verdadeiramente, na verdade ele não tem noção de como funciona essa coisa de amor, não consegue perceber quando a pessoa está na dele.

Adivinha o que aconteceu? No caminho para Vancouver tivemos um pequeno problema, o carro de Jenna quebrou e ao entrar em uma loja ela se depara com ninguém menos que o gostoso do Mark. Nem preciso dizer que a coisa esquentou entre eles. O clima logo brotou, e acabaram descobrindo que ambos iriam para o mesmo lugar. Será apenas coincidência? Jenna – a sem vergonha, que fala tudo que quer – pede para ir junto dele.

Durante a viagem eles têm a oportunidade de se conhecer melhor, trocam confidencias e claro, rola algo a mais entre eles, e vou falar eles tem um fôlego que é de dar inveja. As cenas entre eles são muito bem escritas, intensas, de arrepiar. Durante essa viagem de longos três dias muitas coisas vão acontecer. O comportamento forte da Jenna atrapalha algumas coisas, mas nada que o amor não resolva.

O livro é narrado em primeira e terceira pessoa. A Susan escreve muito bem, e o livro apesar de ser mais voltado pro erótico tem várias cenas engraçadas que te divertem muito. Um ótimo livro, como toda a série. Indico a todos.

Resenha: Tentação sem Limites - Abbi Glines


  • Editora: Arqueiro
  • Titulo Original: Never Too Far
  • Páginas: 208
  • Nota: 
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A vida de Blaire Wynn não foi nada fácil. Sua irmã gêmea morreu muito cedo, seu ex-namorado e melhor amigo a traiu e ela precisou cuidar da mãe doente até o último dia de sua vida. Depois de tanto sofrimento, o que ainda seria capaz de machucá-la? O terrível segredo de Rush Finlay. Depois de se apaixonar perdidamente por ele, Blaire descobriu algo cruel que destruiu para sempre o mundo que conhecia. Agora ela está mais sozinha do que nunca e precisa recomeçar a vida longe de todos que a feriram. O único problema é que não consegue deixar de amá-lo. Rush Finlay também não sabe o que fazer. Apesar das tentativas dos amigos e da família para animá-lo, o rapaz segue desolado. Ele já não quer saber da vida que levava, regada a festas, bebidas e mulheres. É atormentado pelas lembranças de um sentimento que jamais imaginara que fosse conhecer e que não pôde ser vivido plenamente. Nem Rush nem Blaire imaginavam que seus universos pudessem se transformar de forma tão radical. Porém, a maior reviravolta das suas vidas ainda está por vir. E ela será tão intensa que obrigará Blaire a engolir o orgulho, voltar a Rosemary, na Flórida, e enfrentar seus inimigos. Rush por sua vez, terá que lutar para consertar seus erros e se provar digno da confiança e do amor dela. Segundo volume da trilogia Sem Limites, que já vendeu mais de 5 milhões de exemplares no mundo, Tentação sem limites é tão viciante e tentador quanto uma paixão proibida.
Quem ainda não leu Paixão sem Limites pode encontrar PEQUENOS – quase nulos, tentei filtrar bem – Spoilers, portanto tomem cuidado.

É engraçado como um livro de 200 páginas consegue ser tão intenso, te cativar tão rapidamente que o tempo simplesmente corre, e quando você menos percebe está fechando o livro com aquela sensação de “quero mais”.

Em tentação sem limites continuamos acompanhando a vida de Blaire e Rush – suspiros. Depois dos acontecimentos do último livro, Blaire não consegue mais confiar em Rush, se sente muito exposta com toda a pressão. Então ela decide voltar a Sumit sua cidade natal, achando que assim poderia fugir de todos os problemas, mais especificamente do Rush, porém seus planos de se esquecer de tudo que viveu com ele são cortados após ela descobrir algo que mudará para sempre o rumo da sua vida. Porém, voltar para Sumit não significa que ela terá novamente um lar, afinal, ela esta sozinha. Após algumas reviravoltas, adivinha para onde ela volta? Rosemary. Chegando a Rosemary ela volta a trabalhar e passa a morar com Beth.

Rush está desolado, não consegue viver sem Blaire, e a cada dia que passa se entrega. Mas a volta de seu amor a Rosemary é a oportunidade perfeita para que Rush conquiste a moça novamente, será que ele consegue?

Apesar de resistir bastante, Blaire sabe que é inútil e que no fundo ela sempre vai amá-lo e lutar contra isso é um grande erro.

Confesso que o Rush me decepcionou um pouco nesse livro, tomou algumas atitudes que só me deram certeza que no fundo ele é tão imaturo quanto demonstrou no inicio do primeiro livro, mas logo em seguida ele conseguia me conquistar com alguma atitude que balanceasse o comportamento passado. Como por exemplo, a intensidade que ele narra os seus sentimentos pela Blaire, é de suspirar apaixonadamente e invejá-la por ter um cara assim caidinho aos seus pés.

Fora que é realmente complicado se entregar a um amor quando a sua família crucifixa isso a todo o momento, é como se você estivesse fazendo a coisa mais errada do mundo. Parece que o mundo conspira contra esses dois. Mas, o amor verdadeiro supera tudo.

O mais cativante no livro é que temos dramas reais, desesperos reais, medos reais, rotinas reais – a única coisa irreal é o Rush não ser meu. Nem preciso dizer que AMO a narrativa, é completamente envolvente, e conseguimos ver claramente o amadurecimento dos personagens. Não é um livro regado de acontecimentos extraordinários, é um livro que conta a história de um casal normal, sendo assim, é um livro que te toca pela sua veracidade.

O ponto positivo desse livro é que dessa vez não temos apenas a visão da Blaire, o Rush também narra, são capítulos intercalados entre eles. O que deixa tudo ainda mais delicioso. Estou realmente ansiosa pela continuação, já que o final termina daquele jeito maroto que te deixa curioso para saber como eles vão prosseguir.

É um ótimo livro para quem curte o gênero. Indico!

Carnaval de Leitor.


Texto retirado do blog da Galera Record, confira o post original clicando no link > galerarecord.blogspot.com

Quase todo dia pego táxi por causa do trabalho. Os caminhos que faço são cada vez mais engarrafados, e, é claro, já peguei todo tipo de motorista. Mas o de hoje rendeu a conversa abaixo. Entro no táxi com uma pasta e falando no celular, aviso a meu namorado que já está tudo ok com nossas reservas, que já confirmei tudo e desligo dizendo que quero que chegue logo sexta-feira. Ao desligar, em um trânsito caótico no Rio de Janeiro, o taxista abaixa o som e puxa conversa:

- Animada para o Carnaval?

Paro de mexer no celular e respondo um sim desanimado. Ele continua:

- Sei como é, na sua idade eu pulava e bebia muito, era solteiro e amava Carnaval, às vezes nem voltava para o trabalho na quarta de cinzas.

Sem ter muito o que dizer, sorrio. Ele continua:

- Você vai viajar, né? Vai para onde?

Respondo educadamente:

- Curitiba!

Ele vira para trás:

- Tá maluca, moça, vai para Curitiba fazer o que? Lá não tem blocos, a Apoteose é aqui, todo mundo querendo vir para cá e você saindo? Se ainda fosse na Bahia... mas Curitiba?

Respiro fundo:

- Pois é, eu amo ficar longe do Carnaval, não gosto de blocos, não bebo, também não sou fã de praia e acho que esse lugar é perfeito para o que eu preciso.

Ele vira de novo:

- Moça, com todo o respeito, mas o que você precisa é de uma boa dose de sol e você será outra pessoa. Nem parece que mora no Rio, branca assim.

Me dou o trabalho de responder:

- Mas eu não curto sol, gosto de sombra, de lugares mais frios, entende?

Ele balança a cabeça:

- Não, claro que não. Você é casada? Seu marido aceita isso? Nunca vi fugir do sol, do bloco, você é evangélica moça? Não bebe, não pula Carnaval...

Antes de responder que não sou evangélica ele continua.

- Logo vi, evangélica, por isso está com toda essa roupa nesse calor de 40 graus e com esse livro imenso, é a Bíblia, né?

O trânsito continua lento e respondo com minha paciência de Sidarta:

- Não, isso não é a Bíblia, isso é um livro, fala de amor, é um romance e sou católica não são somente evangélicos que não bebem.

Ele faz uma curva, e meu celular toca, ao desligar vi que ele prestou atenção na conversa. Basta eu desligar para ele continuar.

- Curitiba... vai ter baile lá? Ou você tem parente, não é? Acertei? É seu marido que tem parente?

Mais uma vez completo:

- Não tem baile, não tem parente, não sou casada. Sou fã de sombra, de cinema, de livros e de shoppings, só isso.

Inconformado e quase chegando ao meu local de destino, ele não desiste:

- Moça, nem uma fantasia? A juventude passa assim ó, quando ver está casada e com filhos vai lembrar dos meus conselhos.

Aí já foi demais, acho que aumento o tom de voz:

- Olha, eu não vou comprar fantasia alguma, quando quero fantasiar sonho com os personagens de meus livros, por isso sempre carrego livros comigo, filmes... minhas fantasias são eles. E meu namorado não gosta de nada disso também, então Curitiba será perfeito para nós dois.

O local chega, pago a corrida, e ele fala antes de eu descer:

- Olha, aqui é pertinho do Saara, você vai encontrar fantasias baratinhas, ou pelo menos um adereço, compra um para você, um para o seu namorado, deixa o livro de lado, homem não gosta de mulher que lê muito não, moça.

Agradeço, dou de costas, e ele ainda grita:

- Bom Carnaval para você.

O meu vai ter tudo que amo, e o seu?

Resenha: Branca dos Mortos e os Sete Zumbis - Fábio Yabu


  • Editora: Globo Livros
  • Páginas: 200
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"Branca dos Mortos e os Sete Zumbis" é o conto que abre o livro de mesmo nome pelo atormentado Abu Fobiya. Tal qual a caixa de pandora, uma vez abertas as páginas deste tomo macabro espalharão pesadelos e sortilégios ao redor do mundo.

Uma das coisas que me ganhou nesse livro (Além da escrita maravilhosa) foi o prefácio. Ele nos pergunta se realmente acreditamos em contos de fadas e nos abre um questionamento que todos os seres presentes nos contos de fadas estão de certa forma presentes em nossas vidas... “Você já parou para pensar no que eles significam na verdade? Os contos de fadas são nada mais do que narrativas folclóricas, dotadas de um significado implícito, que não precisam ser interpretadas ao pé da letra, mas que também não devem ser descartadas – Faça isso e automaticamente alguns goblins morrerão a seus pés. Heróis, princesas, orcs e trolls não só existem de fato como fazem parte (Ativamente, às vezes) de nossas vidas. São criaturas com as quais temos de lidar no dia a dia, na escola, na faculdade, no trabalho e até mesmo no aconchego do lar. Não satisfeitas essas criaturas ainda se escondem dentro de nós, afinal, todos temos nosso lado bruto, ogro, nossa faceta heróica, cavaleiresca – Somos mentores e vilões em ocasiões adversas e diante de pessoas distintas”. Quando terminei de ler o prefácio e vi que ele tinha sido escrito por ninguém menos que Eduardo Spohr, eu soltei um grito entusiasmado e disse: “CARACAS, EU SABIA QUE ELE ERA DEMAIS MESMO”. E me joguei na leitura, afinal, se o Spohr indicou o livro com tanta convicção, o que mais eu queria? 

Todas essas palavras do prefácio me fizeram lembrar-me de algo que li a respeito de “Dementadores”, para quem não conhece, dementadores são criaturas que se alimentam da felicidade dos outros. E realmente existem pessoas assim em nosso cotidiano, que se alimentam de nossas felicidades, nos deixando secos, sem esperanças de melhorar. Mas, voltando ao que interessa. 

Em “Branca dos Mortos e os setes zumbis, e outros contos macabros” conhecemos o lado obscuro por trás dos nossos queridos contos de fada, e a cada página podemos perceber o quão perversa é a mente do Fábio Yabu, e acima de tudo, o quão criativo ele é. Existem páginas do livro que você sente aquele arrepio, aquela inquietação, aquele frio na barriga, asgo, uma sensação de umidade, de falta de felicidade. 

O primeiro conto é o que deu origem ao nome do livro, Branca dos Mortos e os Sete Zumbis, e a forma como o Yabu narra e coloca suas idéias nefastas no papel é fascinante, o cenário criado por ele é de arrepiar até os mais corajosos. Não que o livro te dê medo, mas ele tem uma perversão que mexe completamente com teu psicológico, te fazendo parar um pouco a leitura para tentar se recuperar. 

O livro está impecável, com maravilhosas ilustrações que reforçam o teor da narrativa. 

Apenas uma dica: Não espere pelo tão aclamado final feliz. Fábio Yabu chegou para mudar a história completamente. 

Resenha Dupla : Aconteceu Em Paris e Eu Amo New York

Título: Aconteceu em Paris / Eu Amo New York
Páginas: 480 / 292
Editora: Novo Conceito / Fundamento
Ano de lançamento: 2013 / 2013
Autora: Molly Hopkins / Lindsey Kelly
Estrelas: 4/5 - 3/5



Evie Dexter quer fazer carreira como guia de turismo. Determinada como é, e cheia de coragem por causa de um ou outro drink, ela logo começa a “melhorar” seu currículo. E consegue um ótimo emprego: acompanhar turistas por toda Paris.Agora é só uma questão de se firmar como profissional demonstrando o seu melhor. Mas os vinhos franceses são tão gostosos... E seu tutor, Rob, é bonito demais!O primeiro romance de Molly Hopkins é um livro que todo mundo gostaria de ler. É verdade que você pode se incomodar com o comportamento de Evie quando ela descobre que Rob é muito rico, e pode até ser que você ache que Rob é exageradamente controlador. Mas nada é maior que as gargalhadas que você dará quanto mais conhecer a garota descomedida, apaixonada e com um imenso coração que é Evie. Uma moça como muitas que conhecemos.






Será que fugir do ex-noivo rumo ao destino mais vibrante e inesquecível do planeta pode ser o suficiente para curar um coração partido? Para Angela Clark, a inglesa mais indecisa do mundo... sim! Com um pouco mais do que um par de sapatos Louboutin e seu passaporte, é New York - a cidade onde a vida pulsa de verdade - que Angela escolhe como seu destino de aventuras. E lá encontrará a ajuda da pessoa mais antenada da cidade, Jenny, sua nova melhor amiga. Indecisa entre dois homens ma-ra-vi-lho-sos, tentada pelas vitrines das lojas mais famosas do mundo e com medo de ter que voltar para Londres, Angela terá que tomar muitas decisões. E o mais importante: ela relata essas experiências para os leitores do blog de uma revista famosa! Hummm... será que isso vai dar certo?! E será que Angela vai querer chamar NY de “casa” para sempre? E você? Depois de uma temporada em NY, não iria querer chamar essa cidade fabulosa de “casa” também? 
















Hey, pessoas, nesse post irei resenhar sobre dois livros do mesmo gênero literário. Isso porque após a leitura dos dois eu me peguei pensando no quão diferentes as histórias podem ser mesmo pertencendo há um mesmo modelo, digamos assim.
Começando pelas semelhanças: Ambas as protagonistas possuem 26 anos, possuem lá seus problemas e as histórias se passam em grandes cidades. Nova Iorque, Londres, Paris... Ela são engraçadas, possuem um bom coração e...cometem alguns erros chatos...
Então, vamos lá ;)



Aconteceu em Paris é um chick-lit, a estreia literária da autora Molly Hopkins e foi uma história que me agradou muito. A personagem principal, Evie, é uma britânica de 26 anos que insiste em dizer que não tem problemas financeiros e nem com bebidas, mas sempre acaba gastando o que não tem com o que não deve.

Ao começar a leitura uma sensação de Deja Vu se apoderou de mim, um estalo veio imediante, eu pensei: “Opa, já li isso antes.” E logo Os Delírios de Consumo de Becky Bloom, da maravilhosa e diva Sophie Kinsela me veio em mente. Sim, o livro tem essa premissa de solteira londrina na casa dos 20 e poucos que está cheia de problemas e mesmo assim acha que tudo pode se resolver num passe de magia.

Sendo sincera, eu não gosto de livro assim, não gosto dessas personagens fúteis e iludidas que não querem acordar pra realidade. Mas as vezes, e eu digo novamente, as vezes...é bom ter uma leitura dessas, por conta dos pensamentos absurdos que nos levam a dar algumas boas risadas e eu realmente consegui isso com esse livro.

A conclusão que eu cheguei a esse livro é: A história é boa, me surpreendeu bastante (em se tratando de chick-lit), a Evie tem seus momentos de esperteza, de mulher que usa o cérebro e seus amigos são super divertidos. Sem contar no Rob, que é um namorado maravilhoso (menos numa parte aí, mas cabe a cada um decidir se gosta ou não, quer saber o que é? Leia e descubra ;) ) e sabe reconhecer seus erros. O livro me ensinou uma lição positiva: a de não levar a vida tão a sério.

E eu espero que os próximos livros da autora possam me agradar tanto quanto esse. Então fica a dica para quem curte o gênero, com alguns clichês, porém com uma boa dose de originalidade na história.


Já o livro Eu Amo New York...

Esse também é do gênero chick-lit, o primeiro que eu li da autora e que não me agradou muito. A história é boa? Pode-se dizer que sim. Tem certa originalidade? Também pode-se dizer que sim. No entanto, as escolhas e decisões tomadas pela personagem não me agradaram. Além do mais, a autora quis forçar tanto que o leitor se interessasse por um personagem, que ela acabou fazendo besteira lá pro final.

A personagem vive uma vida pacata em Londres quando descobre que o noivo está enganando-a e então, numa espécie de surto ela pega o primeiro vôo para Nova Iorque, com apenas a roupa do corpo e tenta se colocar em algum hotel. Resumindo: Ela estava entediada, surgiu um problema e então ela fugiu, sem sequer pensar nas consequências. Nossa, que ótimo... (sentiram a ironia?) Então ela conhece pessoas, faz amizades, sai com alguns caras...E fica indecisa entre dois camaradas...

Ta aí outra coisa que eu estou aprendendo a odiar: triângulos amorosos. Mas por quê cargas d'água tem de haver triângulos amorosos? Como isso é humanamente impossível? Como pode ser você gostar de dois caras e os dois caras gostarem de você? Se a maioria das pessoas não conseguem nem ser correspondida por UM, que dirá por DOIS. E na boa...tem que ser muito promíscua para ficar numa indecisão dessas...Então sim, um fator que me fez não gostar da história foi a chatice do triângulo amoroso. Não gosto, não gostei e não gostarei. Ponto.

Então quer dizer que o livro todo é chato? Não, claro que não. Só boa parte dele, tem partes divertidas...como os diálogos da protagonista com suas amigas e também as informações sobre a cidade de Nova Iorque.

No entanto, avaliando pelo geral não é um livro chick-lit que eu recomendaria, sequer leria uma segunda vez.
Porém, como sou uma pessoa legal, darei uma segunda chance a autora e lerei seu próximo livro, espero não me decepcionar.

Espero que tenham gostado das resenhas, 
Até a próxima, pessoas.
Ósculos, Mah. :D




Resenha: Enfeitiçadas - Jessica Spotswood


  • Editora: Arqueiro
  • Páginas: 272
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Antes do alvorecer do século XX, um trio de irmãs chegará a idade adulta, todas bruxas. Uma delas terá o dom da magia mental e será a bruxa mais poderosa a nascer em muitos séculos: ela terá poder suficiente para mudar o rumo da história, para suscitar o ressurgimento do poder das bruxas ou um segundo Terror. Quando Cate descobre esta profecia no diário de sua mãe, morta há poucos anos, entende que precisa repensar seus planos. Qual será a melhor opção: servir a Irmandade, longe dos olhos vigilantes dos Irmãos Caçadores de Bruxas, aceitar uma proposta de casamento que lhe garanta proteção e segurança ou abandonar tudo e viver um grande amor proibido?
Prepare-se para se encantar com os jovens pretendentes de Cate, abominar o ódio e a repulsa que os Irmãos dedicam a meninas e mulheres, e aguardar ansiosamente pela sequência de As Crônicas das Irmãs Bruxas.
Cate Cahill é uma bruxa, uau assustei vocês? Não, é exatamente assim que somos apresentados a história. Cate e suas irmãs, Tess e Maura também são bruxas. O que tem de tão especial nisso? A sociedade que elas vivam era governada pela Fraternidade, que era composta por homens que puniam qualquer mulher que fosse suspeite de praticar bruxaria. Bem parecido com os tempos antigos onde as “supostas” bruxas eram queimadas em praça pública, afinal, bruxaria não é permitido. A única diferença é que pena por praticar bruxaria era a prisão ou a internação em um hospício.

Antes de falecer a mãe das meninas fez com que Cate jurasse que iria proteger suas irmãs mais novas de qualquer um que desconfiasse de seu segredo, o maior problema com relação a proteger este segredo é que as irmãs querem abusar um pouco do poder que lhes foi concedido e não resistem a uma boa prática de bruxaria.

E além de ter irmãs que querem praticar bruxaria, Cate para piorar a situação encontra um diário perdido da sua mãe, onde é apresentada a profecia:

“Antes do alvorecer do século XX, um trio de irmãs chegará a idade adulta, todas bruxas. Uma delas terá o dom da magia mental e será a bruxa mais poderosa a nascer em muitos séculos: ela terá poder suficiente para mudar o rumo da história, para suscitar o ressurgimento do poder das bruxas ou um segundo Terror.”

Agora sim as coisas tomaram outro rumo, o que Cate deve escolher... Viver um amor escondido, casar e receber proteção ou simplesmente entrar na irmandade longe dos homens da Fraternidade?

Algumas partes da leitura podem se tornar maçantes, pois na primeira parte do livro somos incorporados a sociedade, e descobrimos o quão machista os homens da Fraternidade podem ser.

Durante toda a leitura ficamos agoniados com o desespero de manter o segredo intacto, Cate exala medo de ser descoberta, e tenta de todas as formas honrar a promessa que fez a sua mãe no leito de morte. Mas como não se vive só de Bruxaria, a autora incorporou na história pequenos lapsos de romance, ou melhor, ela criou um triangulo amoroso. Apesar de romance não ser o ponto alvo da narrativa, não há como não ficarmos encantados com a forma que ele escreve sobre os momentos de paixão. Porém, o que me ganhou foi o fato da protagonista não ser alienada ao romance perfeito e ficar fantasiando páginas e mais páginas sobre o amor verdadeiro. Apesar de esse romance acontecer rapidamente, ele foi bem estruturado pela autora que conseguiu nos deixar apaixonados por esses três, e a escolha é difícil.

Além da fabulosa e rica descrição sobre os cenários de época, conseguimos facilmente nos ver na situação de Cate, ou melhor, nos sentimos a própria Cate, afinal o livro é em primeira pessoa.

Adorei o primeiro livro da série, a autora sem sombra de dúvidas sabe como amarrar uma boa história, sem deixar pontos desconexos, com uma narrativa envolvente, que a partir do momento que estamos completamente familiarizados com a fraternidade tudo flui de maneira que você não consegue controlar, são páginas e mais páginas, quase não conseguimos respirar.

O livro melhora drasticamente do meio para o final, e o clímax é fabuloso, nos deixando ansiosos pela continuação, e nos abrindo milhares de palpites sobre o que irá acontecer, nos resta apenas esperar.

Se a autora continuar com a mesma pegada do primeiro livro, com certeza essa série se tornara uma das melhores de bruxas que já li na vida.

Resenha: A Redenção de Gabriel - Sylvain Reynard

Primeiramente quero pedir desculpas a todos pelo sumiço aqui do blog, estava completamente sem tempo de postar, então vou tentar adiantar algumas resenhas atrasadas para que possamos continuar com a programação certinha aqui do blog, Obrigada a todos.


  • Editora: Arqueiro
  • Páginas: 432
  • Nota: 
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Depois do escândalo em que se viram envolvidos em Toronto, Gabriel e Julia se casaram e se mudaram para Massachusetts, onde ele dá aula na Universidade de Boston e Julia faz doutorado em Havard. Agora ela precisa provar que não vive à sombra do marido famoso. Mas parece que Gabriel não está pronto para ver a esposa caminhar com as próprias pernas. Além disso, as coisas entre eles não vão muito bem. Isso porque Gabriel está ansioso para ter um filho, mas Julia quer concluir o doutorado primeiro. Para ver realizado seu sonho de formar uma família, Gabriel terá que enfrentar fantasmas do passado. Será ela capaz de fazer isso? E será que a generosidade de Julia resistirá à ameaça de ver arruinada a carreira que ela tanto se esforçou para construir? "A Redenção de Gabriel" é o desfecho brilhante dessa trilogia que arrebatou leitores no mundo inteiro.

A melhor forma de começar essa resenha é dizendo que eu estava errada. Quando resenhei o segundo livro disse que não era necessária uma continuação, que o segundo foi ruim o suficiente e blábláblá. Acontece que eu estava muito enganada, em A Redenção de Gabriel toda a magia do primeiro livro voltou e a leitura foi fabulosa, tão doce e encantadora quanto um unicórnio branquinho. (oi?)

Em A Redenção ficamos ligados aos acontecimentos pós-casamento de Gabriel e Julia, as brigas, os momentos de paixão, os conflitos, as discussões, as provas de amor e todo aquele mel que só o Gabriel consegue exalar. Também somos levados ao passado de Gabriel e conseguimos assim descobrir algumas coisas. 

Algumas passagens do livro podem se tornar lentas devido o excesso de informações, por assim dizer, existem partes que o autor expressa exageradamente o amor de Gabriel por Julia, fazendo assim os leitores –ou alguns deles – suspirarem com tanta paixão. Algumas partes lentas se dão também ao fato de estarmos sendo apresentados como disse acima ao passado de Gabriel. Não espere GRANDES acontecimentos nesse livro, ele é suave, terno e belo.

A narrativa está mais gostosa do que nunca, a única coisa que me lembro ao ler era dos suspiros de paixão que eu soltava a cada vez que o nosso querido Gabriel entrava em cena. O ponto alvo do livro, a parte que mais me encanta, é a forma que o amor é representado, apesar de simples, puro e verdadeiro é carregado de poesia, de romantismo antigo, de coisas que nos dias de hoje são consideradas extintas. Talvez Gabriel seja o último romântico.

O livro em si é maravilhoso, mas não indico a pessoas que gostam de livros objetivos que vão direto ao assunto. Mas se você leu o primeiro e gostou, então essa deve ser sem dúvidas a sua próxima leitura.

 

Lançamentos Fevereiro.

Oi gente, tudo bom? Vim mostrar para vocês os lançamentos da Arqueiro, Sextante e Saída de Emergência *-* Vamos conferir?



Para conferir todos os lançamentos faça o download do pdf com todas as informações clicando Aqui.

Papel em Branco - Francinete Braga Santos



Com este livro, eu, uma nordestina de São Luís do Maranhão, saio do anonimato para me inserir no cenário nacional, por meio da palavra escrita e independente. Sinto-me representante do chão tão sofrido e marcado pelas maldades dos homens que ainda permitem o analfabetismo, a fome, a subserviência numa alegria midiática de um povo, muitas vezes, pintado com cores folclóricas e que, por isso, não expressa a necessária resistência e peleja por mais justiça e equidade social no Nordeste brasileiro. Assim, escrevo como professora nordestina que ama e chora, dorme e brinca, sonha e padece na luta diária por mais comida, que não seja apenas pão, mas saúde, educação, corpos vivos e nutridos de felicidade. Sou, ainda, um eu contemplativo diante de um papel em branco silencioso e comunicativo na imensa expressividade de calar. Sou fragmentos da crise da não escrita escondida num eu cheio de palavras efêmeras, ligeiramente rabiscadas em forma de sílabas e palavras, e depois alinhavadas num pedaço de papel. Enfim, espero uma comunicação com meu leitor por meio da leitura destes escritos, um após outro, na ousadia de fazer um livro. Que este eu lírico se faça poeta, expressando sentimentos intensos da realidade, “tratando-se então de não ser seu ‘eu’ real, mas um ‘eu’ poético, ou lírico”.

Oi gente, tudo bom? Antes de tudo quero esclarecer que isso aqui não é uma resenha, uma vez que ainda não estou apta a resenhar livros de poesia. Mas sim, uma indicação para aqueles que gostam de ler belos textos escritos por brasileiros, que a cada dia nos mostram que realmente tem muito talento a oferecer.

Recebi esse livro através de um amigo: Mário Henrique. Já que o mesmo foi escrito pela sua mãe, Francinete Braga Santos. Antes de mais nada vamos conhecer um pouco sobre a Francinete.


"Foi no Maranhão, em Chapadinha, que nasci em 1967. E ainda guardo na lembrança, quando com 6 anos, vim de caminhão com a família para a ilha de São Luís. Em 1984, com 16 anos, tornaram-me uma professora. Por isso, com 18 anos conclui o curso para o magistério, e, anos mais tarde, no ensino fundamental passei a dedicar-me ao ensino da Língua Portuguesa. Atualmente, sou pedagoga, especialista em psicopedagogia, administração escolar, informática na educação, ciências da educação e graduanda em Letras. Por esta razão, o provável acúmulo de tempo e experiência, fez surgir o primeiro livro Calidoscópio: ranhuras, sussurros e outros sentidos; e do espaço para publicações e parcerias com alunos, no: www.franbraga.com.br\calidoscopio
Desse modo, a escrita é parte do meu ofício e, dos livros, meios de comunicação, em prosa e verso."



“A poesia é como uma máscara. Muitos são capazes de enxergar sua beleza, mas poucos têm a oportunidade de ver o que está por trás.”

Acho que deu pra perceber o quanto a Francinete escreve bem, ao abrir o livro fui simplesmente sugada para tanto talento, fiquei boquiaberta com os poemas simples e tocantes. Ao ler podemos absorver toda a maturidade dos versos, e isso me deixou muito encantada, tirei duas fotos de dois dos poemas que eu mais gostei.


Outro ponto que me deixou extasiada, foi abrir o livro e encontrar diversos poemas sobre leitura, expressando tudo que nós sentimos - porém, alguns de nós, assim como eu não conseguem colocar no papel com tanta maestria. 


Bom né? Vocês precisam ler o restante *-* é de ficar horas e horas relendo e pensando: Foi escrito para mim. Fora que o livro tem poemas de diversos temas, certeza que você vai se identificar com algum deles. E quem estiver interessado em saber mais pode entrar em contato com o Mário ou com a própria Francinete pelo facebook.

E pode também passar aqui no Grupo Editorial Scortecci e ler mais e não esqueçam de dar uma olhadinha no Skoob.

Sobre Filmes #2


Oi gente, tudo bom? Hoje trouxe uma lista de 5 filmes de terror que vocês deveriam assistir. Fiz essa lista baseada em minha experiencia com filmes de terror - hahaha - portanto, é baseado em meu gosto. Digam-me se já assistiram algum, e se gostaram, ok? 

Sorteio no Facebook


Oi gente, estou passando rapidinho para avisar a vocês que está rolando um sorteio do livro "Claro que te amo - Thammy Luciano" no facebook, e para participar está super fácil.

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Os melhores Sick-Lits



Olá gente, como estão? Hoje eu queria dividir com vocês os melhores Sick-Lits que li em 2013. Acho que todos aqui sabem do que se tratam os Sick-Lit, mas de qualquer forma vale ressaltar.

Sick em inglês significa Doente, em uma tradução podemos chamar de "Literatura Enferma" ou "Literatura de Doença". O Termo Sick-Lit é derivado de "Chick-Lit , Literatura de Mulherzinha". Um gênero voltado a coisas "negativas", carregado de realidade e emoção... E o gênero também aborda temas complexos como câncer, depressão, suicídio, bullying, transtornos psicológicos e obsessivos - e também doenças e limitações físicas.

O que eu mais gosto nesse gênero é a simplicidade e a veracidade que encontramos nas páginas, pois somos jogados a assuntos reais, é como um choque de realidade que é muito interessante nos dias de hoje, onde somos cercados por literatura fantasiosa e idealista - não que eu não goste desse tipo de literatura.

Vamos a listinha com os melhores. Não irei falar sobre a história de cada livro, vou simplesmente comentar o que achei e deixar o link para as resenhas, caso alguém se interesse na história.

Resenha: O Caçador de Pipas - Khaled Hosseini


  • Editora: Globo Livros
  • Páginas: 368
  • Nota: 
  • Skoob

Publicado em mais de 70 países e com a marca de mais de 2 milhões de exemplares vendidos apenas no Brasil, o aclamado livro O caçador de pipas, romance de estreia de Khaled Hosseini, está de volta em nova edição. O romance narra a tocante história da amizade entre Amir e Hassan, dois meninos que vivem no Afeganistão da década de 1970. Durante um campeonato de pipas, Amir perde a chance de defender Hassan, num episódio que marca a vida dos dois amigos para sempre. Vinte anos mais tarde, quando Amir está estabelecido nos Estados Unidos, após ter abandonado um Afeganistão tomado pelos soviéticos, ele retorna a seu país de origem e é obrigado a acertar as contas com o passado. Transformado em filme em 2007 pelo diretor Marc Forster, o romance há 10 anos emociona leitores de todo o mundo. A nova edição publicada pela Globo Livros traz um prefácio especial do autor, no qual ele fala sobre a semelhança entre a ficção de O caçador de pipas e sua própria realidade — depois de 27 anos exilado nos Estados Unidos, e já tendo concluído seu primeiro romance, Khaled Hosseini retornou a Cabul e passou por algumas das mesmas experiências vividas pelo personagem Amir ao regressar a sua cidade natal. A edição também conta com nova tradução, de Claudio Carina, e nova capa, assinada por Victor Burton. Representante da Organização das Nações Unidas desde 2006, Hosseini faz dos seus livros não apenas uma narrativa sensível e encantadora, mas também um canal de denúncia, desabafo e engajamento social necessário para o debate de grandes questões morais e humanitárias que afetam o século XXI.

Em O Caçador de Pipas temos duas realidades diferentes: Amir e Hassan. Que de uma certa forma se completam.

Amir é um Pachtun* (Um grupo etnolinguístico localizado principalmente no leste e no sul do Afeganistão e, no Paquistão, nas províncias da Fronteira Noroeste e do Baluchistão e nas áreas tribais administradas pelo governo federal. Os pachtuns caracterizam-se pela sua língua (o pachto), pelo seu código de honra religioso pré-islâmico e pela prática do islã), Amir é rico e conhecido por ser covarde e muito egoísta. 

Hassan é um Hazara* (Os hazaras são um povo de origem mongol que residem principalmente na região central do Afeganistão conhecida como Hazarajat. Quando Gengis Khan, o poderoso líder dos mongóis, enviou seus embaixadores à Ásia Central, eles não foram bem recebidos, então, Gengis Khan juntamente com seu exército mongol invadiram a Ásia Central e durante o século XIII irromperam no centro do Afeganistão, construíram uma guarnição e subjugaram os habitantes. Os hazaras dizem-se descendentes dos soldados mongóis que se estabeleceram na Ásia central e descendentes inclusive de seu líder, Gengis Khan. Com seus olhos amendoados, a pele de tonalidade mais clara que a etnia predominante afegã e as maçãs do rosto bem acentuadas, eles lembram os mongóis.), apesar de ser humilde ele é conhecido por sua integridade e coragem.

*Trechos retirados do wikipédia*



Apesar de todas as diferenças entre ambos eles são amigos, até que em 1975 em um campeonato de Pipas tudo mudou entre eles. Anos depois quando a guerra do Afeganistão acontece, Amir vai embora pros Estados Unidos tentando esquecer seu passado, até que por ironia do destino o passo bate a sua porta.

O livro é cheio de tragédias, ficamos pensando como a vida pode ser tão dura com alguém. O autor escreve muito bem e nos deixa estupefatos com os acontecimentos. Além de muito emocionados, claro. A Guerra é apenas um pretexto para nos apresentar uma história cheia de mensagens sobre amizade, perdão, arrependimento...

O típico livro que faz você pensar na maldade, na injustiça, nas mentiras, te faz questionar até onde o ser humano consegue chegar, Mas, também conhecemos o outro lado, aquele justo, que perdoa, que aceita, que ama... Enfim, esse livro é maravilhoso, não tenho palavras para expressar os sentimentos nele contidos, não se deixe levar pela “Guerra”, ele vai muito além do que isso, e merece ser lido por todos.

O filme em si não tem a mesma emoção que o livro possui, toda a beleza contida nas páginas nos mostra a verdadeira essência de O Caçador de Pipas. Mas, esteja preparado, o livro tem cenas que vão arrebatar seu coração e fazer você se emocionar até não poder mais.


Fonte: http://princesa-descolada-myla.blogspot.com/2013/03/paginacao-numerada.html#ixzz2j39CpByO