Título: Lonely Hearts Club
Ano: 2010
Editora: Intrínseca
Páginas: 239
Classificação: 4/5
Autora: Elizabeth Eulberg
" Eu, Penny Lane Bloom, juro solenemente nunca mais namorar enquanto viver.
Tudo bem, talvez eu reconsidere essa decisão em dez anos, ou algo assim, quando não estiver mais morando em Parkview, Illinois, nem frequentando a escola McKinley, mas, por hora, não quero mais saber de garotos. São todos a escória da humanidade, mentirosos e traidores.
Sim, todos eles. A essência do mal!
Claro que alguns parecem ser legais, mas, assim que conseguem o que querem, dão o fora em você e partem para o próximo alvo.
Então, cansei.
Chega de namorar.
Fim."
Que livro mais gay!
Lonely Hearts Club é
apaixonante, engraçado e inteligente. Um livro que fala sobre quase todos os
assuntos que nos preocupam em nossa juventude. A história é narrada por Penny
Lanne, uma filha de pais viciados em Beatles e que obviamente foi batizada em
homenagem à banda britânica.
No começo ela fala sobre
como era sua relação com Nate Taylor, o garoto que ela acreditava ser O garoto,
e então o relacionamento acaba e ela fica decidida a não se entregar a mais
nenhum deles, pelo menos durante o ensino médio. É aí que surge a ideia do
clube, que antes contendo apenas um membro, tornar-se algo tão grandioso que
causa consequências enormes.
Penny começa a se
relacionar com Diane, uma ex-amiga e essa amizade engata, há perdão, reflexões sobre
as escolhas que fazemos em nome dos outros e diálogos maravilhosos. Uma, a uma,
as meninas da escola McKinley vão entrando no clube e seguindo à risca suas
regras, unindo-se como uma verdadeira irmandade e sendo fieis umas as outras.
Não, isso não é uma história de lésbicas.
Há situações que nos
arrancam gargalhadas, alguns antagonistas que nos fazem virar a cara e um
carinha super fofo chamado Ryan. Fofo mesmo, e eu achei que o relacionamento
dele e da Penny se desenvolveu na medida certa, considerando que ele é
ex-namorado da Diane.
Penny é uma garota madura,
inteligente e tem plena convicção de que seus planos darão certos, ela tem um
relacionamento saudável com a família e torna-se uma líder incrível, ajudando
todas as garotas do clube a terem confiança em si mesmas e descobrirem que o
mundo não gira ao redor dos meninos.
Só achei que no começo a
Penny foi muito boazinha, muito...fácil. Não em relação à garotos, mas ela
parecia não saber impor sua vontade e falar um “não”. O bom foi que, através do
livro, das aventuras com as integrantes do clube e seus pensamentos sobre Ryan
e Nate, nós a vimos crescer muito e isso foi gratificante.
O livro em si é
maravilhoso. Adorei a proposta da autora, adorei os personagens e adorei o
enredo. Só esperava um pouco mais do final, achei que ficou faltando algo, mas
isso não é motivo para desanimar a ler. Vale super a pena!
Beijos da Mah!
P.S.: Nem preciso dizer que a história é recheada por Ringo, John, Paul e George, né?
